Música, Rock/Metal

Will2Kill: uma outra via para o metal brasileiro

Will2Kill é uma banda de Recife formada em meados de 2015 com a proposta de fazer música pesada. Musicalmente o som da banda tem elementos do Thrash Metal com vocais mais orientado para o Death Metal. A sonoridade é moderna e pesada e a música é raivosa.

Como eles se definem:

“Quatro caras com backgrounds bem distintos se encontram com uma paixão em comum: a música pesada. Esta é uma definição básica do que é o Will2Kill, uma banda que mescla inovação e tradição de uma maneira muito singular. Death metal, thrash, doom, stoner, hardcore e rock, tudo da forma mais autêntica e heterogênea possível.

Na ativa desde janeiro de 2015, a formação reúne Wilfred Gadêlha (vocal), Hugo Medeiros (guitarra), Eddie Cheever (baixo) e Daniel Araújo Melo (bateria) em busca de uma sonoridade agressiva, técnica e, ao mesmo tempo, orgânica.

a4136150971_10O grupo vem divulgando seu primeiro registro oficial, o EP intitulado “Will2Kill”, lançado no dia 12 de agosto de 2016, no festival Visions of Rock, em Caruaru/PE, ao lado do Artillery (Dinamarca) e do Pandemmy (PE), na primeira edição do Visions of Rock no Recife, na casa de shows Estelita. O EP é composto pelas seguintes músicas: “Will to Kill”, “Empire of Ignorance” e “Cause for Alarm”, esta última lançada como single em 26 de março de 2016, no festival Visions of Rock, em Caruaru/PE, ao lado do Sinister (Holanda), Nervochaos (SP) e Inner Demons Rise, no que foi a estreia ao vivo do quarteto. A produção do EP ficou a cargo do guitarrista do Desalma (PE), Mathias Severien Canuto, que gravou, mixou e masterizou o trabalho. As gravações incluíram a participação de um coro de responsa nos backing vocals, reunindo integrantes e ex-membros de bandas importantes do cenário pernambucano, como Igor Capozzoli e Renato Correia (Desalma), Rogério Mendes (ex-Decomposed God e Sanctifier), Alcides Burn (Inner Demons Rise), Antônio Araújo (Korzus, One Arm Away), Rafael Cadena (Cangaço), Rodrigo Costa (Matakabra), Leo Montana (Confounded), Thiago (ex-Lethal Virus) e Jacques “Jaka” WILL2KILLBarcia (Rabujos), que também participou como convidado na música-título do single. Já a parte gráfica também é destaque: o internacionalmente conhecido designer Alcides Burn trabalhou em cima da impactante imagem feita pela premiada fotógrafa pernambucana Annaclarice Almeida para a capa do EP. As fotos da banda foram feitas por Lucas Medeiros.

O EP foi lançado inicialmente no formato digital e já está disponível no BandCamp e no SoundCloud, mas em breve também estará em todos os serviços de streaming e terá uma tiragem limitada de cópias físicas.

SOM NA ARENA

Foi a única banda de metal a entrar na fase eliminatória do concurso Som na Arena, promovido pelo governo de Pernambuco, na Arena de Pernambuco, em 2016. Após passar pela primeira eliminatória e pela semifinal, o quarteto ficou entre as seis melhores colocadas na final, levando seu som agressivo a plateias não especializadas em música pesada.

APR CLUB

Foi uma das bandas que integraram o cast do APR Club, evento que faz parte da programação do tradicional Festival Abril Pro Rock (Olinda, PE), ao lado de Mojica e Mondo Bizarro, na noite de 22 de abril, quando a casa de show Apolo 17, localizada no boêmio Bairro do Recife, ficou pequena para a massa sonora proporcionada pelo quarteto, que fechou a prévia.

DISCO COMPLETO

Para 2017, o Will2Kill trabalha na finalização do processo de composição do seu primeiro álbum, intitulado provisoriamente Another Way, com canções previamente testadas e aprovadas nos shows, além de novas músicas que estão sendo lapidadas. A banda voltará a trabalhar com Mathias Canuto na produção.”


Referências:

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Comportamento, Música

Rock/Metal #2 – Um recorte do cenário nordestino.

Tema relevante para quem atua no ramo da música (especialmente no underground), criando música, produzindo shows e/ou se divertindo, no caso dos fãs:

Esse estilo de música, que para muitos é, também, um estilo de vida, se insere num contexto sócio-comportamental de forma desalinhada com as prioridades do Estado, que não apenas não reconhece esse estilo de música como arte, como também não tem projeto cultural para qualquer tipo de arte independente.

Então, tomando por base o tema do vídeo acima, do Detector de Metal, ver-se que esse tipo de discussão é saudável pois pode levar à consciência de que esse estilo musical, para coexistir com as formas convencionais de entretenimento, precisa estar baseado em ações independentes do que é praticado pela indústria.

O Metal, enquanto estilo musical pode, fora do sistema geral, estabelecer-se por meio de sua própria cadeia produtiva. Esta, por sua vez, é configurada como um sistema menor, no qual as iniciativas devem se integrar para que as engrenagens funcionem dentro de uma lógica que movimente pessoas; que estas pessoas promovam a circulação de capital; que este capital seja reinvestido de modo a fomentar audiência para os artistas; e, por fim, que os artistas possam ser recompensadas pelo seu trabalho criacional.

Quanto ao Nordeste… bem,  na perspectiva geográfica e econômica a situação do Nordeste sempre foi excepcional. Assim, como no futebol, o fã de rock desta região do Brasil se sentia isolado em função da distância espacial e econômica quanto aos grandes centros do país. Porém, empreendeu muitos esforços e, mesmo assim, levou muito tempo para que essa realidade fosse modificada.

Sabe-se que os indicadores econômicos são altamente relevantes para que uma cidade qualquer (do mundo) possa entrar para o circuito dos grandes eventos, não apenas de rock, mas, de modo geral. Assim, a partir do momento em que os agentes políticos adquiriram representatividade no cenário nacional, foi que a situação do Nordeste em relação à musica rock/metal começou a ser alterada.

Mas foi também graças às iniciativas isoladas, que algumas cidades do Nordeste começaram a figuram entre as “aptas” a receber eventos importantes, tanto nacionais quanto internacionais. Assim, concordando com o Wilfred Gadelha, as iniciativas entre as cidades, agora, precisam se integrar para gerar resultados com relação à consolidação dos públicos em eventos de rock/metal, pois isso promoverá oportunidades para todos os agentes integrados a esta cadeia produtiva que, por sua vez, promoverá mais representatividade desse estilo musical dentro do sistema geral.

Saiba mais:

:: Detector de Metal

:: Encyclopaedia Metallum

:: Wilfred Gadelha

[Repórter, historiador, autor e vocalista da banda Will2KillDirigiu dois documentários sobre a cena do metal de Pernambuco, e escreveu duas dissertações, bem como o livro “Pesado: Origem e Consolidação do metal em Pernambuco.”]