Blues, Música

domingo blues# Cláudio Oliveira

10445590_629114100544749_264766615811420590_nAos 19 anos formou sua primeira banda chamada “Sabotage”, na qual cantava e tocava guitarra. A banda durou muito pouco (apenas alguns ensaios). Nesta época participou de outros projetos que incluíam, por exemplo, sua primeira banda de Blues: “Encruzilhada Blues Band”. Entre a idade de 19 e 21 anos tocou na banda de Heavy Metal: “Ultimate Sin”, onde era baixista e vocalista. Aos 21, largou o Rock e o blues para tocar na “Noite de Fortaleza”. Nesse momento o repertório variava entre sucessos da MPB e músicas Internacionais. Recentemente cantou na banda de Metal “Incógnita”. Enfrentando dificuldades em conciliar o profissionalismo que alcançara com a MPB e o cenário underground do Heavy Metal, optou em sair da banda.

Foi só com a saída de Simon da guitarra, que aceitou o convite de seu amigo Flávio Rodrigues (Sabotage) para integrar sua banda: “Sombra Sonora”. Deste modo, a paixão pelo Rock e pelo Blues ressurgiu com força total. Foi durante o período em que a banda Sombra Sonora buscava sua identidade e independência que surgiu o convite para integrar a banda de Blues “Puro Malte” (nome atual da banda) com a função de segurar os vocais. Sugestão do próprio Flávio. Ao chegar na Puro Malte reencontrou seu amigo Simon que havia deixado a Sombra Sonora. Atualmente, com a saída de Simon da Puro Malte, encontra-se cantando e tocando guitarra, como fizera no início de sua carreira.

Principais influências

Robert Plant, Ian Gilan, Jimmy Page, Marc Knopfler, Freddie King, Albert King, Jimi Hendrix, entre outros.


Fontes:

Feito no Brasil, Música

brasil# Ingroove – Ok!

ingroove1Banda que está na ativa desde 2010 cujas influências vão na linha de djavan, lenine, joão bosco, jorge vercillo, Los Hermanos, etc. O gênero é algo que pode ser situado entre Soul, Funky, groove, pop e MPB com forte apelo para tocar no rádio. A banda é oriunda de Iguatu/Acopiara, cidades do interior do estado do Ceará, e atualmente é formada por Helinho Gomes [Voz e Teclados], Léo Lima [Voz, violão e guitarra], Welkinay Lima [Baixo], Sussu Mendonça [Bateria] e Paulo Cascavel [Acordeom]. Tem dois disco na bagagem: o primeiro intitulado  simplesmente “Ao vivo e Ponto” e o segundo, que atende pelo singelo nome de 18057719_1521505614555911_7185038728196954316_n“Ok!”, ambos lançados de forma independente. Quanto a este último, musicalmente os material é bom! As composições têm arranjos de muito bom gosto e mostra músicos em sintonia com a modernidade. Diria mesmo que, com melhores condições técnicas a banda realizaria mais amplamente o seu verdadeiro potencial. Entretanto, como pontos a desenvolver destaco a elaboração das letras, que são demasiado românticas, e o vocal, que necessita de um pouco mais de amadurecimento. No geral, o lançamento do álbum “Ok!” consiste de um trabalho importante para a construção da identidade da banda. E certamente tem potencial para agradar muita gente.

Referências:

Música

Geração Nordeste # 1: as canções que fizeram a cabeça do Brasil.

[esse texto é uma colaboração de Neivaldo Araújo]

01Assim como aconteceu no final dos anos 60, uma invasão baiana na musica popular brasileira, liderada por Caetano e Gil; no final da década de 70 e começo de 80, foi registrada uma nova invasão nordestina na música brasileira, desta vez liderada por Alceu Valença, Geraldo Azevedo e Zé Ramalho, numa fusão de Beatles e Luiz Gonzaga, Rock e Xaxado, eles trouxeram uma nova identidade regional para nossa musica.

Os pernambucanos Alceu Valença e Geraldo Azevedo buscavam com intensidade as raízes nordestinas se aproximando de nomes como João do Vale, Jackson do Pandeiro, o paraibano Zé Ramalho em suas composições trazia uma visão apocalítica, muito influenciado pela musica psicodélica do final dos anos 60 e a cantora paraibana Elba Ramalho, interprete de sotaque forte e muito gingado, dona de um repertorio eclético de Chico Buarque, musica latina, frevo e forro, formando um verdadeiro caldeirão de sons e mitos, no inicio dos 80 conquistaram o reconhecimento definitivo emplacando varias musicas nas paradas de sucesso.

02Fazia partem também desse grupo Elomar Figueira Mello sua Fazenda Gameleira, que ele chama de Casa dos Carneiros, imortalizada na sua música Cantiga do Amigo, localizado em Vitória da Conquista, é ponto de encontro de violeiros, Eugênio Avelino, popularmente conhecido como Xangai, interprete de grande alcance vocal, Vital Farias um dos melhores compositores desta geração, autor de sucessos como Ai, Que Saudade D’Ocê, Caso você Case, Sete Cantigas Para Voar entre outros,

Todos os ritmos nordestinos foram explorados nas canções, como a incelença de origem religiosa, as emboladas, o frevo e o forró, uma perfeita harmonia do tradicional com uma linguem e proposta musical totalmente moderna.

Outros nomes faziam parte da invasão nordestina, paraibana Cátia de França destaque para suas composições: Ensacado, Coito das Araras, e Kukukaya, e a baiana Diana Pequeno que no final dos anos 70 fez uma versão para o clássico Blowin in The Wind de Bob Dylan, na mesma época começava a carreira do pernambucano Nando Cordel de estilo regional romântico, gravaria sucessos como Flor de Cheiro e De Volta pro Aconchego, essa ultima gravada também por Elba Ramalho.

Alguns álbuns são fundamentais para conhecer o trabalho desta geração:

Cantoria 1 (1984) e Cantoria 2 (1985) – gravado em conjunto com Elomar, Geraldo Azevedo Vital Farias e Xangai ao vivo no Teatro Castro Alves, em Salvador, Bahia:

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O Grande Encontro lançado em 1996 e gravado ao vivo com a participação de Elba Ramalho, Alceu Valença, Geraldo Azevedo e Zé Ramalho juntos em show acústico histórico em 19 de setembro de 1996 no Canecão, no Rio de Janeiro. Foi o primeiro trabalho de uma trilogia e vendeu mais 1 milhão de cópias.

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Com o passar dos anos o quarteto, Alceu, Elba, Geraldo e Zé passaram fazer parte dos grandes nomes da musica brasileira, o legado da invasão nordestina pode ser observado na obra de artistas como Chico César, Lenine, Zeca Baleiro, ou nas canções que com o tempo ser tornaram clássicos, sempre sendo gravadas e atualizadas.

:: Clássicos do Gênero

Admirável Gado Novo – Zé Ramalho

“Admirável Gado Novo” é uma canção do cantor e violonista brasileiro Zé Ramalho, parte de seu segundo álbum solo Zé Ramalho. A canção cita algumas ideias contidas nos livros Admirável Mundo Novo, a obra mais famosa do escritor britânico Aldous Huxley, e 1984, de George Orwell.

Em 1996, a música fez parte da trilha sonora da novela O Rei do Gado, como tema do núcleo dos Sem-Terra. Em 1997, esta música foi regravada pela cantora Cássia Eller, e está presente no álbum Música Urbana.

Ai Que Saudade de Ocê – Vital Farias

“Ai Que Saudade de Ocê” um dos maiores sucessos do paraibano Vital Farias possui uma historia que pode ser divindade em três tempos, primeira a composição que é um baião foi lançada pelo autor no seu terceiro álbum Sagas Brasileiras em 1981, sem a maior repercussão. Dois anos depois incluída no lp “Coração Brasileiro”  de Elba Ramalho, de grande êxito, a canção tornou-se conhecida do publico.

Finalmente veio a consagração com a versão apresentada por Vital no original espetáculo “Cantoria” que ele dividia o palco com Elomar, Geraldo Azevedo e Xangai, sendo os três todos nordestinos, cantando a sedutora à canção, Vital alonga a introdução, o que propicia improvisos como os cantadores do nordeste, criando um clima emocional para a mensagem poética de amor que empolga os ouvintes. Dez anos depois Geraldo Azevedo regravaria a canção outra vez ao vivo.

Versões para trilhas-sonoras de novelas: 1993 – Gravada por Fábio Jr. para a novela Renascer,  2014 – Gravada por Zeca Baleiro para a novela Império.

Continua…

Tendo a música como seu maior referencial artístico e cultural, pesquisa e escreve sobre temas como o romantismo e o existencialismo dos anos 70 e 80, os quais, foram imprescindíveis para o surgimento e a qualificação dos movimentos musicais brasileiros e internacionais.

Música

Profissão letrista: os poetas das canções

[O texto a seguir é uma colaboração de Neivaldo Araújo]

Entre um dos maiores letristas brasileiros, se destaca Paulo César Pinheiro, ex-marido da falecida cantora Clara Nunes. É um dos mais tradicionais poetas-letristas e apesar de encontrar no samba sua identificação maior, já navegou nos mais diversos gêneros como a toada, ao lado de inúmeros parceiros.

Movimentos Musicais e os Letristas

Os movimentos musicais são conhecidos por revelarem grandes letristas. O tropicalismo encontrou o espaço ideal para a poesia vanguardista de José Carlos Capinam ou, simplesmente, Capinam, Torquato Neto e Wally Salomão, o Clube da Esquina, conhecido por ter grandes músicos, tinha no seu núcleo principal outro grande trio de letristas, formado pelos mineiros Fernando Brant e Márcio Borges e o carioca Ronaldo Bastos, já o Pessoal do Ceará, outro movimento musical dos anos 70, revelou Fausto Nilo e seus dois principais parceiros são Raimundo Fagner e Morais Moreira, ao lado desse último escreveu frevos e outros ritmos carnavalescos.

Grandes Parcerias

Algumas parcerias são verdadeiros casamentos; longos e nascendo junto com uma grande identificação, como é caso de Vitor Martins, parceiro de muitos anos e diversos sucessos de Ivan Lins. Vitor foi fundamental na obra de Ivan Lins, sendo um tipo de letrista famoso no meio musical, porém desconhecido do grande público, outro exemplo de parceria longa, produzindo muitas canções é Aldir Blanc e João Bosco, seus sambas são um retrato do cotidiano do Brasil nos anos 70 e 80, compondo também músicas românticas, como boleros, entre outros ritmos e o escritor-guru Paulo Coelho que ao lado do maluco beleza Raul Seixas, nos anos 70, fizeram história no rock brasileiro.

Letristas e Produtores Musicais

O jornalista Nelson Motta ou Nelsinho, como é conhecido pelos amigos, é um dos mais conhecidos críticos musicais brasileiro, tudo que aconteceu de realmente importante na música popular brasileira, nos últimos 40 anos, Nelsinho, de alguma forma, participou direta ou indiretamente, e sempre inspirado pelas mais diversas correntes e seguimentos da música; do infantil ao pop, assim como Nelsinho, Paulinho Tapajós é outro letrista que iniciou sua carreira ainda na época dos festivais, conhecido pela excelência do lirismo em suas composições.

Nesse grupo de tantos homens uma mulher se destaca, Ana Terra, que, além de letrista, é produtora musical. Outro letristas que se destaca como produtor musical é Hermínio Belo de Carvalho, uma eminência parda do samba carioca, parceiro e grande incentivador de nomes como Cartola e Nelson Cavaquinho e também Sérgio Natureza, letrista refinado que desenvolve um trabalho de parceria com o cantor Tunai e já foi gravado por nomes como Elis Regina e Gal Costa.

Nova geração de letristas

Assim como a poesia se renova os letristas também, surge a geração de Antônio Cícero, compondo com sua irmã e cantora, Marina, longe da pressão das grandes canções de protesto, escreve canções mais leves, dançantes, resgatando ritmos como o soul e Chico Amaral é outro exemplo de letrista desta geração, que escreveu varias canções de sucesso para a banda mineira Skank.

Apesar de serem responsáveis pela parte mais conhecida da canção, a letra, que vai ficar no imaginário ou lembranças das pessoas, principalmente porque em nosso país existe uma forte resistência com a musica instrumental, o letrista, na essência, se contenta com o anonimato, sem querer cantar ou fazer parte de uma banda, muitos desses letristas desenvolvem, paralelamente, a carreira de escritor, porém como o alcance da música, em termos de mídia, é muito maior, acabam se tornando mais conhecidos como compositores, outros já gravaram discos, cds, sem grande sucesso, ou muita repercussão, pouco acrescentaram suas carreiras, de um modo geral.

Escreveram sua história na música brasileira através de suas letras, verdadeiras poesias musicadas para a interpretação de outros artistas.

Neivaldo Araújo

Tendo aneivaldo música como seu maior referencial artístico e cultural, pesquisa e escreve sobre temas como o romantismo e o existencialismo dos anos 70 e 80, os quais, foram imprescindíveis para o surgimento e a qualificação dos movimentos musica
is brasileiros e internacionais.