Música, Rock/Metal

Encéfalo – DeaThrone, o passo seguinte na evolução!

A banda Encéfalo foi formada em 2002 sem muitas pretensões. Fazendo covers de grandes nomes do thrash metal mundial, após várias apresentações e, devido ao natural amadurecimento dos músicos, resolveu elaborar suas próprias composições.

Tendo como maiores influências, nomes como Sepultura, Kreator, Slayer, Destruction, entre outros, o grupo apresenta como diferencial, um repertório no qual mescla as características do puro thrash metal oitentista como elementos do heavy e do death metal tradicionais. O que denota a construção da sua personalidade.

001Em 2008, lancou seu primeiro registro fonográfico, a demo entitulada “Destruction”. Contendo cinco músicas, a faixa-título, “Dead Creation“, havendo sido bastante elogiada, acanbou se tornando o destaque da estreia. Sendo que que, para os apreciadores do estilo, o trabalho como um todo é bastante elogiável. Como decorrência, a banda realizou muitas apresentações  na promoção deste que é o seu filho primogênito.

Na sequência, o grupo começou a preparação de seu primeiro álbum completo, que culminou com o início das gravações de ‘Slave Of Pain‘ no final do ano de 2011.

002Lançado no início de 2012, Slave of Pain foi muito bem recebido pela mídia especializada e elevou o grupo de “banda revelação” para um nível mais profissional, abrindo as portas para uma nova realidade no contexto da música pesada brasileira. O disco é aclamado pelo público e apontado pela mídia especializada como um dos principais lançamentos do ano. Imediatamente, o grupo embarcou numa turnê, num giro que atravessou o país, percorrendo Nordeste, Sudeste e Sul do Brasil.

Em 2014 a banda faz sua primeira turnê europeia passando pelos países Alemanha, República Tcheca, Polônia, Holanda, Bélgica, França, Espanha e Portugal. Ao todo foram 21 apresentações num período de aproximadamente 30 dias.

No começo de 2015 os fãs foram pegos de surpresam quando o Encéfalo anunciou o desligamento de um de seus fundadores, o vocalista Alex Maramaldo. A banda seguiu como um trio.

Ainda em 2015, a banda, seguindo o direcionamento para o qual a sua música já apontava, decide trocar de logomarca. Elaborada por Illy Domingos, a nova arte é, agora,  assumidamente death metal.

003Die To Kill é o segundo disco lançado pelo grupo. O trabalho, que ainda conta com Alex no vocal, foi lançado em meados do ano de 2015 e mais uma vez colocou o Encéfalo entre os destaques nacionais do ano. Aqui, é notória a migração de estilo por parte da banda. Do thrash mais “oitentista” para o death metal mais moderno no qual se nota maior entrosamento entre os músicos. Como resultando as guitarras estão trampadas, o baixo mais presente e a bateria muito mais visceral. Destaque também para as vocalizações, muito mais brutais e sombrias.

Na sequência do lançamento do segundo disco, segue-se novo giro por várias cidades do país. De lá para cá, a banda tem mantido um ritmo intenso na divulgação da sua música: participou de diversas coletâneas, tocou ao lado de grandes nomes do metal mundial como Testament, Cannibal Corpse e Sinister, Belphegor, dentre outras.

19748506_1394625900620878_6261864082752560615_n2Atualmente com Lailton Sousa na guitarra, Rodrigo Falconieri na bateria e Luiz Henrique acumulando as funções de baixista e de vocalista, a banda se prepara para o seu terceiro álbum. DeaThrone é o primeiro disco da formação como um trio e assinala o passo seguinte na evolução da banda, reforçando as novas visões de mundo e revelando um maior aprofundamento na música extrema. O lançamento está previsto para o segundo semestre de de 2017.


Referências:

 

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Música, Rock/Metal

Coroner: o retorno e a promessa de disco novo para 2017

Havendo começado modestamente como roadies para o lendário Celtic Frost, os membros da banda Coroner construíram uma das carreiras mais originais da cena thrash metal européia. No início foram taxados de “convencional”, mas com composições complexas e musicalidade caótica, rapidamente conquistaram a maioria dos críticos, alguns dos quais os chamaram de “o Rush” do thrash metal. Ao longo de oito anos e de seis álbuns, eles lutaram constantemente para se expandir dentro das limitações do metal, mas, conquistaram pouco sucesso comercial. Ainda assim, sua coragem de experimentar permitiu que seus álbuns resistissem ao teste do tempo melhor do que muitos dos seus similares mais famosos.

tumblr_m6vlopQxoE1qcqnq5o1_1280O guitarrista Tommy T. Baron (nome verdadeiro Thomas Vetterli) e o baterista Marquis Marky (também conhecido como Marky Edelmann) fizeram várias turnês de trabalho como roadies para a seminal Celtic Frost antes de fundar o Coroner com o baixista / vocalista Ron Royce em 1985. Tom Warrior chegou a cantar em sua demo Death Cult. Conseqüentemente assinando com o selo alemão Noise, o trio estreou com o disco R.I.P. de 1987. Logo seguido de Punishment for Decadence (para muitos, o melhor disco da banda e um dos melhores do gênero) de 1988, que contou com um cover surpreendente de “Purple Haze”, de Jimmy Hendrix . Com o disco No More Color, de 1989, o Coroner inaugurou sua época dourada e elevou seus padrões em todas as frentes: desde a arte estilizada do álbum até os ritmos mais lentos e mais pesados, que revelaram sua incrível proficiência técnica em experimentos que começaram a romper com as limitações do thrash metal, tanto musical quanto liricamente. Mental Vortex simboliza uma visão mais ambiciosa, que incluía uma releitura para a clássica “I Want You (She’s So Heavy)”, dos Beatles. Gravado pelo coronerbandprodutor top do thrash Tom Morris, muitos esperavam que o álbum desse um “up!” na carreira da banda, levando-os a um outro nível e à um público mais amplo. Mas se devido à mudança mercadológicas (o rock alternativo acabara de chegar), ou simplesmente pelo fato de “talvez” estar à frente do seu tempo, as coisas simplesmente não como se esperava. Decepcionados, a banda se reuniu e planejou um álbum ainda mais ousado. Com Grin, de 1993 abandonou em grande parte, a agressividade “thrash” dos primeiros dias e se concentrou em dinâmicas mais atmosferas e misteriosas. Ironicamente, este movimento se mostrou radical demais para os fãs vereranos, e isto os dividiu sobre muitos aspectos do álbum. A banda ficou aparentemente insegura e sucumbiu às pressões, resolvendo separar-se. A Noise Records, gravadora, não estava pronta para deixar a banda morrer, e parece ter forçado o guitarrista Baron a continuar. Então, em 1995, um ano após o fim da formação clássica, a banda lança uma coletânea simplesmente intitulada “Coroner”. Para gravar o 117_photomaterial inédito contido neste lançamento a banda convida o baterista Peter Haas, que substituiu Marky Edelmann. Após este lançamento, Vetterli temporariamente liderou sua própria banda, Clockwork, antes de se juntar ao thrashers alemães do Kreator com quem gravou o álbum Outcast. Edelmann assumiu as tarefas de bateria com a antiga banda de Tom Warrior, o Apollyon Sun. Em 2011, Tommy Vetterli, Ron Broder e Marky Edelmann começaram a tocar ao vivo novamente sob o nome de Coroner, mas não tinham planos de lançar qualquer novo material. Edelmann deixou o grupo dois anos mais tarde, e foi substituído por Diego Rapacchietti. Em 2016, a banda assinou um acordo mundial com a Sony Music suiça e a Century Media para relançar mundialmente os discos do grupo. Uma caixa com o singelo nome de “Autopsy” contendo uma montanha de material saiu no mesmo ano, bem como um anúncio de que o grupo lançaria um novo álbum de estúdio em 2017.


Referências:

Música

rock/metal# KREATOR – Fallen Brother

Os mestres germânicos do thrash metal fazem, em seu novo disco, uma homenagem essencial a grandes nomes do cenário musical e artístico que se foram. Após assistir ao clipe, veja, abaixo, a lista de todos os contemplados nesta belíssima homenagem:

0:21 Lemmy (Motörhead)
0:41 Phil Lynott (Thin Lizzuy)
0:54 Bon Scott (AC/DC)
1:06 Jeff Hanneman (Slayer)
1:13 Cliff Burton (Metallica)
1:21 Quorthon (Bathory)
1:26 Peter Steele (Type O’ Negative)
1:34 Denis D’Amour (Voivod)
1:40 Ronnie James Dio (Elf, Rainbow, BS, H&H, Dio)
1:48 Chris Witchhunter (Sodom)
1:59 Dave Brockie (GWAR)
2:11 Chuck Schuldiner (Death)
2:20 Micky Fitz (The Business)
2:31 Prince
2:39 H.R. Giger
2:47 Michael Wulf (Sodom e Kreator)
3:23 David Bowie
3:29 Paul Baloff (Exodus)
3:33 Michael Trengert
3:37 Dimebag Darrell (Pantera)
3:51 Leonard Cohen
3:58 Jon Lord (Deep Purple)
4:04 Scott Columbus (Manowar)
4:10 Oliver Fernickel (Darkness)
4:17 Lemmy (Motöhead)

Fonte: Whiplash

Música

Destruction: Tour comemorativa de 30 anos

1373600607_02Juntamente com Kreator, Sodom e Tankard – que esteve na cidade no início deste ano – a banda Destruction é considerada uma das quatro grandes do thrash metal germânico. Desde 1988, quando lançaram o disco Release From Agony, com seu estilo único de fazer thrash, eles ganharam fama mundial. Mas a turnê após o lançamento de Live Without Sense, um ano depois, mostrou um grupo em crise, com a dissidência interna que resultou na saída do vocalista/baixista Schmier, que mais tarde formaria a Headhunter. O resto do grupo seguiu em frente, e acabou liberando Cracked Brain em 1990, mas o álbum foi mal recebido e deixou a banda meio paralisada. Todavia, ainda que a banda tenha, praticamente desaparecido do circuito internacional por uns tempos, o guitarrista Mike não pensou em parar, recrutou uma nova formação e, com ela, gravou três álbuns independentes no decurso dos anos noventa. Álbuns considerados bons, mas sem o verdadeiro espírito “Destruction”. Passados alguns anos, Mike e Schmier decidem trabalhar juntos novamente, e ressurgem como um trio, tal como nos primeiros dias. A banda rejuvenescida registrou o clássico moderno All Hell Breaks Loose em 2000, e até à data atual, o novo “velho” Destruction gravou grandes álbuns. Havendo mais recentemente lançado o excelente Spiritual Genocide, disco que está promovendo na atual turné mundial. Com quatro datas marcadas no país, incluindo o Rock N Rio, a banda se apresentará em Fortaleza no dia 15/09/13, um domingo.