Blues, Música

domingo blues# Artur Menezes

Residindo atualmente em Los Angeles, Artur Menezes ganhou recentemente o “Blues Challenge” promovido pela Santa Clarita Valley Blues Society e foi uma das atrações do International Blues Challenge em Memphis, promovido pela “Blues Foundation“, com mais de 250 bandas de vários países. Será o 33º ano do festival. Além disso, Artur fez shows nos eventos “Cadillac Zack Presents The Best Blues in California” no “Maui Sugar Mill Salloon” e no “Malarkey’s“, ambos locais onde grandes nomes da cena blues atual se apresentam, tais como Joe Bonamassa, Eric Gales e Philip Sayce. Recentemente Artur fez o show de abertura para Bobby Rush, que ganhou o Grammy por melhor álbum de blues tradicional.

downloadArtur Menezes não só toca guitarra, mas canta, compõe e interpreta de uma forma tão peculiar que impressiona até os grandes mestres. Com três discos lançados: “Early to marry“, “#2” (pré-selecionado ao Prêmio da Música Brasileira de 2013 na categoria de “Melhor Disco em Língua Estrangeira”) e “Drive Me” (2015), Artur continua no caminho de mesclar suas influências com o blues, definindo um estilo mais moderno e verdadeiro.

artur menezes blues cearaEm sua trajetória, Artur esteve em turnê na Europa em 2014, onde foi headliner do “Augustibluus Festival“, além de fazer shows em casas de blues na Inglaterra. Em 2015, esteve por duas vezes no México e em 2013 na Argentina. Nos anos de 2006, 2007 e 2011, residiu em Chicago, onde teve a oportunidade de dividir o palco com grandes nomes do blues – dentre eles Buddy Guy – e tocar nos mais tradicionais bares de blues de lá. Em 2012, Artur fez os shows de abertura no RJ e em SP para a turnê de Buddy Guy no Brasil. Ainda neste ano, Artur liderou uma disputa, – empatado com uma banda de Los Angeles -, entre mais de 2 mil artistas de todo o mundo, por uma vaga para tocar com Eric Clapton no Crossroads Guitar Festival, um dos maiores e mais concorridos festivais de guitarristas do mundo, que aconteceu no Madison Square Garden, em NY.

Artur Menezes foi headliner de inúmeros festivais de jazz e blues no Brasil, tais como: “Rio das Ostras Jazz & Blues Festival” (RJ), considerado o maior do gênero na América Latina; “Manguinhos Jazz & Blues” (ES), “Garanhuns Jazz Festival” (PE), “Festival de Jazz & Blues de Guaramiranga” (CE), “Lençóis Jazz & Blues Festival” (MA), “Festival SESC Jazz & Blues” em S. J. do Rio Preto (SP), Piracicaba (SP), Bauru (SP) e Presidente Prudente (SP), “Festival Blues de Londrina” (PR), dentre outros.

Artur planeja gravar um novo álbum em 2017 na California, com lançamento no EUA e Brasil.


Referências:

Blues, Música

domingo blues# B.B. KING

Por Neivaldo Araújo

B.B. King foi um dos principais representantes do Blues. Nasceu em Itta Bena, nos arredores de Indianola, cidade do estado de Mississipi (USA), no dia 16/09/1925. Com nove anos sentiu na pele a miséria, quando colhia algodão para se sustentar. Conheceu de perto o racismo, quando serviu o Exército durante a Segunda Guerra Mundial e descobriu que os soldados, seus compatriotas, preferiam sentar-se ao lado de um prisioneiro alemão a ficar ao lado dele.

Em 1940 comprou seu primeiro violão. Autodidata, nunca estudou teoria musical. Era primo do guitarrista Bukka White, de quem recebeu apoio. Em 1947, com 22 anos, mudou-se para Memphis, onde começou a tocar em esquinas, em troca de algumas moedas. Em 1949 foi contratado como DJ de uma rádio, quando adotou o nome artístico de B.B. King (as iniciais representam Blues Boy).

Em 1950 lançou seu primeiro sucesso nacional “Three o’clock blues” e se apresentava em pequenos cafés, inferninhos, salões de dança, clube de jazz e de rock. Começou a fazer turnês sem parar. Em 1956, junto com sua banda, realizou 342 apresentações. Ainda nos anos 50, ele tocava em um bar em Arkansas quando um homem tocou fogo no local por causa de uma mulher chamada Lucille. O músico enfrentou as chamas, salvou sua guitarra – à qual deu o nome da moça que causou a confusão.

Nos anos 60, quando o blues era repudiado pelos adolescentes negros, politizados, por representar “musica dos tempos da escravidão”, B.B. King era bem recebido pelo público do rock, que desde então o venerava. Em 1969, foi escolhido para a abertura de 18 shows dos Rolling Stones.

B.B. King criou um estilo próprio e dizia que conseguia fazer uma nota valer por mil. Seu estilo influenciou guitarristas como Eric Clapton, Stevie Ray Vaughan e George Harrison. Foi considerado para o blues o mesmo que Louis Armstrong representou para o jazz e Ray Charles para a soul music.

Ao longo de sua carreira recebeu 16 Prêmios Grammy, gravou mais de 50 discos, com músicas que marcaram época, entre elas: “Three o’clock blues”, “The Thrill is gone”, “hen Love comes to town”, “Paying the cost to be the boss”, “How blue can you get”, “Everyday I have the blues”, “You don’t know me”, “Please love me” e “You upset me baby”.

B.B. King casou duas vezes e teve quinze filhos com quinze mulheres. Em suas apresentações dos últimos anos, King tocava sentado por causa de problemas de saúde decorrentes da diabetes, doença que ele conviveu por mais de vinte anos.

King faleceu em Las Vegas, no estado de Nevada, Estados Unidos, no dia 14 de maio de 2015. Um dia blues para o mundo da música.


Referências:

Blues, Música

domingoblues# Stevie Ray Vaughan

Por Neivaldo Araújo

Nascido em 03/10/54 (Dallas), Stephen “Stevie” Ray Vaughan, se mudou para Austin com 17 anos, quando iniciou sua carreira musical.

Importante figura do blues, um estilo musical caracterizado pelo swing e pela fusão do blues com o rock, o qual alguém chamou de “Texas Blues“. Tornou-se um dos principais músicos do blues, com diversos álbuns lançados e uma carreira brilhante.

img_0.jpgNo início de sua carreira fazia apresentações na banda de seu irmão Jimmie Vaughan, a princípio tocando o contra-baixo, apenas para ter a oportunidade de tocar em uma banda, que era seu desejo na época. Com a experiência adquirida, assumiu a guitarra definitivamente e após tocar em uma série de bandas, formou o conjunto de blues, Country e rock chamado Double Trouble com o baterista Chris Layton e o baixista Jackie Newhouse no final dos anos 70.

Tommy Shannon substituiu Newhouse em 1981, no início conhecido apenas localmente, Vaughan atraiu a atenção de David Bowie e Jackson Browne, gravando em álbuns de ambos. O primeiro contato de Bowie com Vaughan havia sido no Montreux Jazz Festival. Bowie lançou Vaughan em seu álbum “Let’s Dance” na canção com o mesmo nome e também na canção “China Girl“.

O álbum de estréia do Stevie Ray Vaughan e Double Trouble foi lançado em 1983. O aclamado pela crítica, Texas Flood lançou o sucesso “Pride and Joy” e vendeu bem tanto nos círculos de blues como de rock. Os álbuns seguintes, “Couldn’t Stand the Weather” (1984) e “Soul to Soul” (1985), vivenciaram quase o mesmo sucesso dos discos anteriores.

O vício em drogas e o alcoolismo levaram Vaughan a ter um colapso durante sua turnê em 1986. Passou por um processo de reabilitação na Georgia um ano mais tarde. Após seu retorno, Vaughan gravou “In Step” (1989), outro disco aclamado pela crítica que ganhou um Grammy pela melhor gravação de Blues Rock, foi indicado a doze Grammys, vencendo seis; em 2000,

Vaughan morrreu tragicamente na manhã do dia 27 de agosto de 1990, ele morreu em um acidente de helicóptero, que seguia para uma apresentação no Alpine Valley Music Theater, onde na tarde anterior se apresentara junto com Robert Cray, Buddy Guy, Eric Clapton e seu irmão mais velho Jimmie Vaughan.

Quatro helicópteros estavam a disposição dos músicos, e Stevie encontrou um lugar vazio em um helicóptero com alguns membros da equipe de Clapton, e decidiu embarcar. Em consequência do céu extremamente nublado e da forte névoa, o helicóptero de Stevie virou para o lado errado e foi de encontro com uma pista artificial de ski. Não houve sobreviventes, Stevie Ray Vaughan foi enterrado no Laurel Land Memorial Park,em Dallas, no Texas.