Música, Rock/Metal

Galadriel: o metal eslovaco se renovando pela morte dos próprios mitos.

232c_1Banda eslovaca fundada em julho de 1995 pelo vocalista e baixista Dodo Datel, o guitarrista Voloda Zadrapa e o baterista Victor Gieci. Originalmente, mais orientada para o doom metal, que era um estilo muito forte em meados dos anos 90. O começo foi marcado pela busca pelas pessoas certas para completar a line up. Então, houve muitas mudanças na formação.

Na segunda metade de 1996, a vocalista Sona Witch Kozakova entrou na banda. Com essa formação a banda gravou seu primeiro CD promocional em agosto de 1996. Os teclados foram registrados pelo amigo King ((Lunatic Gods) à época). Posteriormente, o guitarrista Chulo Malachovsky entrou na banda. Com sua ajuda, a banda escreveu as próximas três músicas e as gravou em janeiro de 1997.

01Naquela época, o Unknown Territory (um novo e pequeno selo britânico) ofereceu um contrato para o álbum de estréia. Assim, ambas as gravações foram completadas e, finalmente, lançadas em setembro de 1997 como um CD, “Empire Of Emptiness“. Mas no verão de 1997, mais uma baixa na banda: o principal guitarrista, Voloda Zadrapa deixou a banda e o jovem talento de guitarra Tomax Gabris tomou seu lugar.

mirror99A banda adicionou o tecladista Erik Schmer. Assim, a banda iniciou as gravações do seu novo material, concluídas em novembro de 1997. Mais duas músicas foram gravadas na primeira metadae de 1998 (já sem o tecladista Erik Schmer). Todas essas músicas foram lançadas em janeiro de 1999 como um segundo CD, “The Mirror Of Ages“, pelo mesmo selo. Os anos seguintes foram assinalados por outras mudanças na banda. Irmão de Sona J.S.K. assumiu os teclados e o guitarrista Gabriel Holenka substituiu Chulo Malachovsky.

oblivionEm 1999, a GALADRIEL escreveu e gravou todas as músicas para o seu terceiro CD “Oblivion” que foi lançado em março de 2000. O processo de gravação foi realmente complicado e a banda nunca ficou satisfeita com esse registro. De qualquer forma, foi o último registro pelo antigo selo. Na Primavera de 2001, a banda gravou um cover da canção “Bournemouth” (The Hobbit) do Blind Guardian para a compilação de tributo” “Tales from the Underground“(já sem o guitarrista Gabriel Holenka).

Galadriel - From Ashes & Dust - FrontA atmosfera na banda não era muito boa naquela época, mas o resultado dessa música ajudou a reunir os membros novamente. Novas músicas foram concluídas rapidamente e, alguns meses depois, GALADRIEL gravou seu quarto CD “From Ashes & Dust“. Podemos dizer que esse registro foi um ponto de virada para a banda. O som e os arranjos deste registro foram muito melhores do que antes. Com este disco, a banda assinou um contrato com a Metal Age Productions (selo eslovaco) que o lançou em 2002.

No final de 2002, o guitarrista base Matus Hanus entrou na banda. Mas no início de 2003 resurgiram problemas antigos e a banda chegou perto acabar. Três membros antigos deixaram a banda (Sona Witch Kozakova, J.S.K. e Dr. Victor).

Galadriel - World Under World - FrontPassada a tempestade, a banda (Dodo Datel, Tomax Gabris e Matus Hanus) compôs novas músicas e, (outra vez) no outono de 2003, gravou seu quinto álbum com muitos músicos convidados. Este CD foi chamado “World Under World” [o favorito deste que vos escreve] e foi lançado em março de 2004 pelo mesmo selo. A banda fez muitos shows com músicos convidados, mas em setembro de 2004, após 20 meses de existência caótica, o guitarrista principal Tomax Gabris deixou a banda.

O sinal dos velhos tempos (a vocalista feminina Sona Witch Kozakova) voltou à banda junto com o irmão J.S.K. (chaves). O grupo encontrou o novo baterista, Hoyas. A banda começou a fazer shows novamente em 2005 e após uma longa busca por um substituto adequado para Tomax Gabris, chegaram a Era Skkipi Skuppin

renascenceEm 2006, a banda escreveu novas músicas para um novo álbum. No início do ano de 2007 o baterista Hoyas deixou a banda. Logo, a banda entrou no estúdio para gravar o novo álbum “Renascence Of Ancient Spirit” com dois bateristas convidados (Victor Gieci, ex-membro da banda e Jan Valer Tornad). No processo de gravação, o tecladista J.S.K. Deixou a banda para que Matus Hanus gravasse a maioria das partes do teclado no registro. O novo álbum “Renascence Of Ancient Spirit” foi lançado pela Metal Age Productions em junho de 2007.

No início de 2008, Andrej Kutis entrou na banda como novo tecladista. A banda fez muitos shows com bateria pré-gravada e em fevereiro de 2009 Adam Zelenay finalmente se tornou o baterista da GALADRIEL. No final do verão, problemas com o guitarrista Skkipi Skuppin culminaram com o fim da cooperação entre ele e a banda. Este foi o momento perfeito para a volta de Tomax Gabris após cinco anos.

7queenLogo após essa mudança, a banda começou a escrever novas músicas para o próximo álbum. Mas, como sempre, as coisas não seriam tão fáceis. Após outras complicações pessoais, a banda entrou no estúdio em março de 2012. O novo álbum “The 7th Queen Enthroned” foi lançado pela Gothoom Productions em novembro de 2012 e o baterista Matej Ferianc e o guitarrista Michal Kolejak foram oficializados como membrosda banda.

14991963_10154644278388480_4910411006589114101_nEm 2015, a banda emite a última nota oficial de que tive notícia pela Web: “Caros fãs, nossa banda surgiu em 1995 e este é o ano [2015] de seu 20º aniversário. É um marco na nossa história e, portanto, será celebrado com o lançamento de um EP especial intitulado “Lost in the Ryhope Wood“, inspirado no trabalho de Robert Holdstock. O EP contém seis canções – três músicas re-gravadas de álbuns mais antigos e três novas. A gravação e mixagem de “Lost in the Ryhope Wood” acontecerá em maio e junho no Grindhouse Studio em Atenas e Pulp Studio em Bratislava. O EP será lançado em vinil através da Paøát Magazine & Productions em 1 de setembro de 2015. Durante a nossa existência, lançamos sete discos e fizemos mais de 200 shows em toda a Europa. Esse número aumentará quando a tour de aniversário [prevista] para setembro for anunciada! OBRIGADO POR O SEU APOIO PERMANENTE E LONGO !!!”

Na sequência, conforme dito acima, ocorre o lançamento do EP “Lost in the Ryhope Wood”, do qual uma faixa foi disponibilizada no YouTube:


Referências:

 

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Música, Rock/Metal

Encéfalo – DeaThrone, o passo seguinte na evolução!

A banda Encéfalo foi formada em 2002 sem muitas pretensões. Fazendo covers de grandes nomes do thrash metal mundial, após várias apresentações e, devido ao natural amadurecimento dos músicos, resolveu elaborar suas próprias composições.

Tendo como maiores influências, nomes como Sepultura, Kreator, Slayer, Destruction, entre outros, o grupo apresenta como diferencial, um repertório no qual mescla as características do puro thrash metal oitentista como elementos do heavy e do death metal tradicionais. O que denota a construção da sua personalidade.

001Em 2008, lancou seu primeiro registro fonográfico, a demo entitulada “Destruction”. Contendo cinco músicas, a faixa-título, “Dead Creation“, havendo sido bastante elogiada, acanbou se tornando o destaque da estreia. Sendo que que, para os apreciadores do estilo, o trabalho como um todo é bastante elogiável. Como decorrência, a banda realizou muitas apresentações  na promoção deste que é o seu filho primogênito.

Na sequência, o grupo começou a preparação de seu primeiro álbum completo, que culminou com o início das gravações de ‘Slave Of Pain‘ no final do ano de 2011.

002Lançado no início de 2012, Slave of Pain foi muito bem recebido pela mídia especializada e elevou o grupo de “banda revelação” para um nível mais profissional, abrindo as portas para uma nova realidade no contexto da música pesada brasileira. O disco é aclamado pelo público e apontado pela mídia especializada como um dos principais lançamentos do ano. Imediatamente, o grupo embarcou numa turnê, num giro que atravessou o país, percorrendo Nordeste, Sudeste e Sul do Brasil.

Em 2014 a banda faz sua primeira turnê europeia passando pelos países Alemanha, República Tcheca, Polônia, Holanda, Bélgica, França, Espanha e Portugal. Ao todo foram 21 apresentações num período de aproximadamente 30 dias.

No começo de 2015 os fãs foram pegos de surpresam quando o Encéfalo anunciou o desligamento de um de seus fundadores, o vocalista Alex Maramaldo. A banda seguiu como um trio.

Ainda em 2015, a banda, seguindo o direcionamento para o qual a sua música já apontava, decide trocar de logomarca. Elaborada por Illy Domingos, a nova arte é, agora,  assumidamente death metal.

003Die To Kill é o segundo disco lançado pelo grupo. O trabalho, que ainda conta com Alex no vocal, foi lançado em meados do ano de 2015 e mais uma vez colocou o Encéfalo entre os destaques nacionais do ano. Aqui, é notória a migração de estilo por parte da banda. Do thrash mais “oitentista” para o death metal mais moderno no qual se nota maior entrosamento entre os músicos. Como resultando as guitarras estão trampadas, o baixo mais presente e a bateria muito mais visceral. Destaque também para as vocalizações, muito mais brutais e sombrias.

Na sequência do lançamento do segundo disco, segue-se novo giro por várias cidades do país. De lá para cá, a banda tem mantido um ritmo intenso na divulgação da sua música: participou de diversas coletâneas, tocou ao lado de grandes nomes do metal mundial como Testament, Cannibal Corpse e Sinister, Belphegor, dentre outras.

19748506_1394625900620878_6261864082752560615_n2Atualmente com Lailton Sousa na guitarra, Rodrigo Falconieri na bateria e Luiz Henrique acumulando as funções de baixista e de vocalista, a banda se prepara para o seu terceiro álbum. DeaThrone é o primeiro disco da formação como um trio e assinala o passo seguinte na evolução da banda, reforçando as novas visões de mundo e revelando um maior aprofundamento na música extrema. O lançamento está previsto para o segundo semestre de de 2017.


Referências:

 

Música, Rock/Metal

rock/metal# Voodoopriest e o levante do metal nativo!

14492541_2008599029366357_1898292951332913750_nVoodoopriest é a banda do vocalista Vitor Rodrigues (ex-Torture Squad), que conta com os guitarristas César Covero (Endrah, ex-Nervochaos) e Renato DeLuccas (Exhortation), o baixista Bruno Pompeo (Aggression Tales, ex-CPM) e o baterista Edu Nicolini (ex-Nitrominds, ex-Musica Diablo). Lançou “Mandu“, o primeiro disco da banda, um álbum conceitual que conta a história verídica de Mandu Ladino, um índio que viveu no século 18 na região que é hoje o estado do Piaui. Um líder e herói, omitido dos livros de história do Brasil. Mandu reuniu voodoocoverdiversas tribos e as liderou até à morte contra a invasão de suas terras e a aniquilação do povo indígena. A proposta da banda é, nesse sentido, combinar elementos do thrash, do death e do heavy metal tradicionail, com uma sonoridade moderna. Com músicas bem construídas, cheias de riffs instigantes, refrãos marcantes e doses fartas de peso equilibradas com um toque de groove, o Voodoopriest mostra que tem todas as qualidades para se tornar um grande nome do metal brasileiro e internacional.

A banda participa do Levante do Metal Nativo, um movimento de bandas que fundem o Metal com elementos da música, folclore, cultura e história do Brasil. Juntamente com bandas como Aclla, Armahda, Cangaço, Hate Embrace, MorrigaM, Tamuya Thrash Tribe, abraçou a ideia da união entre as bandas como forma de fortalecimento para promover um estilo novo de metal, baseado na integração de elementos da cultura indígena brasileira, à música pesada mundial, e hoje trabalham para a consolidação dessa fusão, gerando sons híbridos, orgânicos e pesados.

Referências:

Música

Possessed: sessão hecatombe!

Possessed TourNão sou músico, nem toco qualquer tipo de instrumento. Porém, se tivesse aptidão, há um instrumento que gostaria de tocar: a bateria! Não tanto pelo instrumento em si, mas pela forma como ele é tocado. Ressaltando, claro, a habilidade do músico para articular-se em movimentos complexos e simultâneos dentro de harmonias, umas vezes, quebradas, outras nem tanto.

Nesse contexto, alguns músicos se destacam notadamente no âmbito do heavy metal e do jazz. Muitos bateristas ganharam reconhecimento mundial pelo virtuosismo, enquanto que alguns outros, mesmo bons, foram ou estão fadados a uma carreira sem brilho.

Mike Sus, bateria, do grupo Possessed, não é considerado um virtuoso do instrumento, mas é dono de um estilo que, particularmente, acho merecedor de atenção. O cara toca de forma direta, sem viradas absurdas ou firulas. Mas, como pioneiro de um estilo que ajudou a criar, toca de forma diferenciada e especializada. Digamos que o cara é certeiro, aplicando ao som da banda a medida certa de energia.

Se não conheces ou duvidas do que acaba de ler, terás a oportunidade de compartilhar o motivo de tanta admiração, no dia 10/08/2013 (sábado), quando a banda se apresentará na cidade! Sim, é verdade: o grande nome do thrash/death metal, POSSESSED tocará em Fortaleza. Esteja pronto!