Blues, Música

Mighty Sam McClain: música para a alma

MacClain-MB-1998002O vocalista Mighty Sam McClain é um especialista em soul-blues do sul, um dos mestres originais da década de 1960, quando a música desfrutou de sua popularidade máxima. Ele continua com a tradição de vocalistas como Bobby Bland, Solomon Burke, Otis Clay, James Carr e Otis Redding. Suas excelentes gravações dos anos 90 agora estão amplamente disponíveis, mas isso nem sempre foi o caso. Como tantos outros vocalistas do soul-blues, McClain começou a cantar o evangelho no coro de sua mãe [na igreja] quando ele tinha cinco anos. Aos 13 anos, devido a desentendimentos com seu padrasto, ele saiu de casa e viveu com os avós por um tempo antes de conhecer Little Melvin Underwood. Ele trabalhou com a Underwood primeiro como valet e depois como vocalista em destaque em seus shows ambulantes. Suas inspirações incluíram Little Willie John, Clyde McPhatter dos Drifters, B.B. King e Bobby “Blue” Bland. McClain lembrou de ter visto Bland no auditório da cidade em Monroe, Louisiana, como um momento revelador. Anos depois, McClain abriria para Bland no Tipitina’s, um clube de blues em Nova Orleans. Até hoje, ele considera o aceno de aprovação de Bland como um ponto alto de sua carreira.

Blues-Soul-Singer-Mighty-Sam-McClain-dies_teaser_700xAo trabalhar no 506 Club em Pensacola, Flórida, em meados dos anos 60, foi apresentado ao produtor e DJ Don Schroeder. Trabalhando com Schroeder, ele gravou o sucesso de Patsy Cline “Sweet Dreams“. Depois disso, várias outras visitas ao Muscle Shoals Studios no Alabama renderam singles como “Fannie Mother” e “In the same old way“. McClain continuou a ter públicos cada vez maiores por suas apresentações no Clube 506 e depois no Teatro Apollo em Harlem. Ele gravou um single para Malaco e dois singles para o Atlântico em 1971, antes de cair na cena, por um tempo.

MI0000494346Nos 15 anos seguintes, McClain se entretia realizando tarefas domésticas, em sua casa em Nashville e New Orleans. Os Irmãos Neville e outros da cena da Cidade Crescente foram creditados como apoiadores da reconstrução de sua carreira de cantor de Blues. McClain conheceu o baterista de Mason Ruffner, Kerry Brown, e os dois juntaram uma banda. Pouco depois, eles gravaram um single para o selo Orleans de Carlo Ditta, e a carreira de McClain foi rejuvenescida. Depois de gravar com Hubert Sumlin no Blues Party para o selo BlackTop em 1987, McClain começou a restabelecer sua antiga reputação como um grande cantor de blues/soul, excursionando com Sumlin e sua comitiva. No final dos anos 80, McClain tinha se mudado de Houston para Boston. Durante a maior parte dos anos depois, ele morava em Boston e no sul de New Hampshire.

MI0001519646McClain não gravou seu primeiro álbum de estúdio sob seu próprio nome até os 50 anos. Até que, por intermédio de sua baterista de Boston, Lorne Entress, que fez uma conexão com o selo Audioquest baseado na Califórnia. Então, McClain lançou uma sequência de álbuns que incluem Give It Up to Love (1992), Keep on Moving (1995), Sledgehammer Soul e Down Home Blues (1996), o último indicado para um W.C. Handy Award. Todos receberam comentários positivos da crítica especializada e, pela primeira vez em sua vida, ele controlou seus próprios direitos de publicação de canções.

MI0001655192Blues for the Soul (2000) foi lançado pelo selo Sundazed, e Sweet Dreams seguiu-se pelo Telarc em 2001. Começando sua própria gravadora, Mighty Music Records, McClain lançou One More Bridge to Cross sob sua marca em 2003, seguindo-o de Betcha Didn’t Know em 2009. O selo noruegues Kirkelig Kulturverksed o ajudou no lançamento do Scent of Reunion de 2010: Love Duets Across Civilizations e One Drop Is Plenty do ano seguinte.


Referências:

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Música, Rock/Metal

resenha: Superstition – Spacegoat

spacegoatFundada em 2010, no México, pelos irmãos Miguel (guitarra) e Gina Ríos (vocal e guitarra), a banda, complementada por Rey Fraga (bateria) e Rigo Vigil (baixo) faz uma mistura de rock clássico cujas principais influências  vão de Black Sabbath até os desconhecidos do Flower Travellin’ Band. A discografia da banda consta de um EP auto-intitulado (2012) e do full length Superstition (2016), do qual agora falaremos.

Antes de falar do disco, uma curiosidade: por motivos financeiros, a banda recorreu ao “Kickstarter” para, mediante financiamento coletivo, lançar o seu álbum de estreia. No que foi bem sucedida! Agora vamos ao que importa:

11701042_1004366122921077_6737497629976749875_nCreio que ouvir um disco que prenda a atenção da primeira a última faixa é um desafio a que muitos se propõem sem, contudo, encontrar satisfação plena. Bem, neste caso e, para este que vos escreve, foi diferente. Já na primeira faixa, Doomensional o exercício começou a valer a pena. Seguindo para Transmuta (cantada na língua materna) até As we Land já me sentia parcialmente desconectado de tudo ao redor. Em Superstition comecei a experimentar uma sensação de relaxamento que mais tarde foi se tornando incômoda. Como se uma ferida já cicatrizada estivesse sendo aberta, e era estranho porquê, ao mesmo tempo que incomodava, gerava alívio. Na sequência, em Purple Sand, a sensação era de estar sendo jogado de lado para outro sem que houvesse algo em que pudesse me agarrar para então, encontrar o equilíbrio por conta própria. Em Astral o que parecia ser uma trégua, foi mais um turbilhão de sentimentos. Gina Ríos canta com o coração, sendo por isto, a maior responsável pela angústia (no bom sentido) que as canções provocavam à medida que avançava na audição. The Wooden Path, trouxe paz ainda que de forma melancólica. Erase The Sun se introduz como o próprio “Doom”, mas se transforma numa canção potencialmente destruídora (tente “não sentir” ouvindo-a!). Sacred Montain é uma das mais “Stoner” do disco e dá uma pausa no fluxo de sentimentalismos. Finalmente, Sleeping Hours e, com ela, um misto de euforia e inconformismo. Ao término da audição, a sensação era a de como se estivesse em transe e me recusasse a acordar.

1512866_1005635076127515_7591913225710451901_nPara concluir resta externar que passo a gostar menos do termo Stoner, por considerá-lo limitativo. Quanto ao disco, “Superstition” é daqueles capaz de despertar no ouvinte a sensação de uma viagem sem fronteiras. Levando-o a transpor-se para espaços imaginários sem necessariamente sair da origem. As canções parecem compor um jogo de temas psicológicos anexados a elementos de desgraças as quais o mundo sempre esteve submetido, acrescidos (ainda) de um toque de melancolia. O que, na minha opinião, equivale a dizer que este é um dos melhores lançamentos do gênero no ano de 2016. Nota 9,5.


Referências:

Feito no Brasil, Música

brasil: Almondegas

almondegasAlmôndegas foi uma banda gaúcha da década de 1970, que misturava em suas músicas um regionalismo com pop, criando um estilo próprio. Lançaram seu primeiro LP em 1975, que teve a faixa “Canção da Meia-noite” incluída na trilha na novela Saramandaia, de uma grande rede de televisão. Mesmo iniciando sua carreira no circuito universitário e sendo lançados junto com as sementes do que seria o Rock do Sul, o grupo nunca negou às raízes Rio-grandenses, apesar de ter partido para o Rio de Janeiro em 1977. Em 1979 a banda se desfez deixando um grande legado para música gaúcha, como a música Vento Negro, que se tornou a assinatura da banda.

José Fogaça não era ligado diretamente ao grupo, porém teve uma importante participação compondo canções, como Testamento, que foi a primeira gravação do grupo, assim como o clássico Vento Negro e Porto Alegre Demais, que é quase um hino da cidade. Com o fim da banda, Fogaça entrou na política chegando a Senador e prefeito de Porto Alegre.

almond grupoOs irmãos Kleiton e Kledir foram a maior revelação da banda. Nascidos em Pelotas, começaram a estudar música muito cedo e quando o grupo se dissolveu, os irmãos decidiram prosseguir a carreira em dupla. Em 1980 saiu o primeiro disco da dupla KeK, o sucesso foi imediato e os shows arrastavam multidões por todo Brasil. Lançaram cinco discos (mais um em espanhol), o que lhes rendeu disco de ouro e shows nos Estados Unidos da América, Europa e América Latina. Gravaram em Los Angeles, Nova Iorque, Lisboa, Paris, Miami e Buenos Aires.

Eles trouxeram definitivamente para a cultura brasileira a nova música gaúcha, eternizando um sotaque diferente, uma maneira própria de falar e cantar, com termos até então desconhecidos como “deu pra ti” e “tri legal“. Suas composições foram gravadas por Simone, Nara Leão, MPB4, Caetano Veloso, Xuxa, Fafá de Belém, Nenhum de Nós, Zizi Possi, Ivan Lins, Chitãozinho e Xororó, Zezé di Camargo e Luciano, Belchior, Emilio Santiago e muitos outros.

hqdefault_Pery Souza, que é primo dos irmãos Ramil e foi integrante dos Almondegas, também seguiu carreira solo, lançou seu primeiro LP em 1984, com destaque para a canção Sonho Sideral. Vitor Ramil, irmão mais novo de Kleiton e Kledir, não era dos Almondegas, mas começou sua carreira de cantor e compositor em 1980, com muita influência da banda. Aos 18 anos de idade gravou seu primeiro disco Estrela, Estrela, com as participações das cantoras Zizi Possi e Tetê Espíndola. Em 1987, trocou Porto Alegre pelo Rio de Janeiro, dando continuidade ao seu trabalho na música.

Nos anos 90, afastou-se um pouco dos estúdios para se dedicar a literatura, com a novela Pequod, ficção criada a partir de passagens da infância do autor, de sua relação com o pai, de suas andanças pelo extremo sul do Brasil e pelo Uruguai. Devido à grande repercussão junto à crítica, o artista passou a ocupar-se duplamente: música e literatura. Os Ramil chegam à terceira geração na música: o filho de Vitor, Ian Ramil iniciou sua carreira musical, vencendo o Grammy Latino na categoria melhor álbum de Rock.


Por Neivaldo Araújo

Revisão: Emanuela Fontenele.

Música, Rock/Metal

resenha# Black Witch – Solve et Coagula

Sem título3Formada em 2015 na cidade de Mossoró/RN, a banda, formada por Lorena Rocha (vocal), Rafaum Costa (guitarras), Amilton Jr. (Baixo) e Fred Nunes (bateria) já tem na bagagem um EP e um full lenght, além da experiência de muitos shows realizados pelo país, inclusive, pela participação em renomados festivais de música independente. O grupo se define como “bong rock”, que poderíamos simplificar arrendondando para Stoner / Doom, que seria mais abrangente. Mas a música da Bruxa Negra vai além desses rótulos!

Presenteado pelo amigo Chris Machado com uma cópia do primeiro álbum completo do grupo, grande foi minha surpresa ao adentrar no maravilhoso mundo das bandas norte rio-grandenses.

a3425420467_10Solve et Coagula (2016) traz composições simples e “malvadas”. No plano do estúdio, nota-se que as guitarras resolvem bem a questão do contraste entre as bases cheias e os solos achatados, que reforçam a sensação de “chapadêz”. A bateria, consegue ser criativa dentro da proposta musical da banda e o baixo que também é carregado, realça os graves contribuindo para que o som seja ainda mais pesado. Os vocais atuam como um elemento de expansão da sonoridade, projetando imagens quase que hipnóticas na cabeça do ouvinte – pelo menos foi a sensação causada neste que vos escreve.

Sem título1A música em sua essência, faz pontes com a de nomes como Black Sabbath, Pentagram, Kyuss, etc., sendo que, contudo/entretanto/todavia, é no Cathedral de The Ethereal Mirror que percebo uma espécie de âncora para o som praticado pela banda. Nesse sentido, destaque para as faixas 2-Necromancer, 4-Eyes Inseide e 6-Salem.

A produção é boa, o que, de certa forma, conduz o ouvinte viagem que vai do zero até o quinquagésimo segundo minutos. Sendo que o único “porém” no contexto da obra é a sensação de que alguns elementos se repetem demasiadamente no decurso da audição. Felizmente, com 52 minutos de duração, a obra se livra de ser tachada de cansativa.

Por fim, de um modo geral, o trabalho está acima da média. Nota 8,5.


Referências:              

Clássica, Música

class# Maria João Pires

maria joao pires2Considerada uma das maiores intérpretes de Mozart, a pianista portuguesa Maria-João Pires é uma artista que combina requintado refinamento estilístico com um esforço prático para aprofundar as complexidades intelectuais e a profundidades da música. Recusando-se a se conformar com a imagem tradicional de uma virtuosa nas performances “ao vivo”, Maria enfatiza as dimensões espirituais da música, sempre procurando por significados ocultos que podem provocar ilusões no artista mais analítico. Esta notável reverência em relação às obras de música, claramente manifestada em suas performances de Mozart, foi explicitada por sua observação de que, como performer, ela atua como um canal para as idéias do compositor. Curiosamente, Maria vê tanto o compositor quanto o artista como canais para uma força musical transcendente. No entanto, ao abordar o trabalho da música com imensa admiração, Maria está consciente da sua estrutura formal, encontrando uma certa transparência nas construções formais mais intrincadas. Em suas performances para versões dos mestres românticos, em particular Chopin e Schumann, Maria concilia magistralmente sua experiência apaixonada da música com uma apreciação admirável pela lógica interna do trabalho que ela está interpretando. Refletindo sua vasta gama emocional, seu tom, – como os críticos observaram, – abrange uma variedade vertiginosa de intensidades, de uma leveza quase imperceptível a uma imponente monumentalidade, com uma rica escala de nuances intervenientes. Outra característica de seu estilo é a sua habilidade estranha de capturar, e transmitir, a variedade precisa de movimentos internos, que constitui o ser de uma criação musical particular.

maria joao piresArtist Portrait: Maria-João Pires começou na música aos três anos, dando sua primeira apresentação pública dois anos depois. Maria realizou concertos de Mozart quando tinha sete anos e recebeu o maior prêmio de Portugal para músicos aos nove. Estudou com Campos Coelho e Francine Benoit no Conservatório de Lisboa, graduando-se aos 16 anos. Estudos de pós-graduação a levaram para a Alemanha, onde estudou com Rösl Schmidt, em Munique e com Karl Engel, em Hanover. Em 1970, ganhou o Beethoven Bicentennial Competition em Bruxelas. Maria fez sua estréia em Londres em 1986, e ela tocou pela primeira vez em Nova York três anos depois. Ela atuou com as principais orquestras europeias e americanas, incluindo a Filarmônica de Berlim, a Sinfônica de Boston, a Filarmônica de Londres, a de Paris e a Concertgebouw. Muito elogiada por suas renderizações extraordinárias das obras de Mozart, Maria mostrou uma afinidade notável com vários dos maiores compositores, incluindo Bach, Chopin e Schubert. Uma artista de estúdio extremamente bem-sucedida, Maria, que desde 1989 registra exclusivamente o Deutsche Grammophon, lançou vários discos aclamados pela crítica, incluindo um disco de Bach, gravações de Nocturnes de Chopin e Impromptus de Schubert e uma gravação de dois concertos de Mozart com Claudio Abbado. Sua gravação das sonatas completas de Mozart recebeu o Grande Prêmio de Disque de 1990. Desde 1989, Maria tem sido uma entusiasta da música de câmara, viajando pela Europa e pelo Extremo Oriente com o violinista Augustin Dumay. Formando um trio com Dumay e o violoncelista Jian Wang, Pires visitou o Extremo Oriente em 1998, tocando o Concerto de Beethoven para piano, violino, violão e orquestra em vários centros europeus em 1999. Em 2000, Maria decidiu demorar vários meses para concentrar-se em uma variedade de projetos educacionais em Portugal. Várias coleções de suas apresentações, incluindo Artist Portrait: Maria-João Pires, apareceram no início dos anos 2000. Em 2005, ela estava gravando novamente, lançando um disco de duetos de Schubert com Ricardo Castro e, em 2008, um novo conjunto de dois discos da música de Chopin. Assista ao Doc e saiba mais:


Referências:

 

Feito no Brasil, Música

brasil# A Barca do Sol

a barca do solNa primeira metade da década de 1970, surgiu uma febre mundial de bandas de rock progressivo. No Brasil, também apareceram os primeiros grupos do gênero, como o conjunto A Barca do Sol. O grupo iniciou a carreira como banda de apoio do cantor fluminense Pery Reis. Em 1973, seus integrantes (a banda, sem o vocalista, Pery Reis) seguiu em carreira própria e no ano seguinte, lançou seu primeiro álbum, auto intitulado.

Em 1978, os integrantes de A Barca do Sol participam do LP Corra o Risco, que marcou a estréia da cantora Olivia Byington. O disco contém sucessos do grupo, como “Lady Jane“, “Fantasma da Ópera” e “Brilho da Noite” (posteriormente regravados pela cantora), além de canções inéditas que viriam a compor o novo disco do conjunto: “Cavalo Marinho” e “Jardim da Infância“. Em 1979, o grupo lançou o álbum Pirata. Em 1980, a banda fez uma participação especial na faixa “Mais Clara, Mais Crua“, do disco Anjo Vadio, de Olívia Byngton, vindo a dissolver-se em seguida. Apesar do fim da banda em 1981, vários membros continuariam ativos.

a-barca-do-sol-2Entre eles, Nando Carneiro, que em sua carreira solo gravou os álbuns Violão (lançado na Europa em 1991), Mantra Brasil e Topázio. Participou da gravação dos discos O Balão e a Vida, Sementes no ar e Passional, da atriz Beth Goulart, com quem foi casado, e em parceria com John Neschling compôs a trilha sonora do filme O Beijo da Mulher Aranha.

O poeta e roteirista mineiro Geraldo Carneiro, irmão de Nando, participou do grupo compondo várias canções, e seguiu sua carreira letrista buscando novos parceiros. Como roteirista, um dos seus trabalhos mais conhecidos é a adaptação da minissérie O Sorriso do Lagarto, exibida por uma grande Rede de TV em 1991, baseada no romance homônimo de João Ubaldo Ribeiro.

A Barca do Sol, Uma aula de criatividade - Música 1976-12Egberto Gismonti, que também chegou a tocar com o grupo A Barca do Sol, se tornaria um dos mais respeitados artistas de música instrumental, porém a dificuldade em encontrar gravadoras para seu estilo o levou a procurar refúgio em selos europeus, pelos quais lançou vários álbuns pelas décadas seguintes. É de sua autoria com Geraldo Carneiro a canção “Mais Clara, Mais Crua” gravada por Olivia Byngton, cuja versão instrumental gravada por Egberto ganhou o título Palhaço, tornando-se uma das músicas mais conhecidas do seu repertorio.

Outro grande nome da música instrumental brasileira oriundo da banda A Barca do Sol, foi Jaques Morelenbaum. Vindo de uma família de músicos, é filho do maestro Henrique Morelenbaum e da professora de piano Sarah Morelenbaum, irmão de Lucia, clarinetista da Orquestra Sinfônica Brasileira, e de Eduardo, maestro, arranjador e instrumentista, e casado com a cantora Paula Morelenbaum.

Como violoncelista, arranjador, maestro e produtor musical atuou ao lado de Tom Jobim e Caetano Veloso. Como arranjador, atuou em trabalhos de artistas internacionais, como o grupo Madredeus, a cantora portuguesa Dulce Pontes, o compositor norte-americano David Byrne e a cabo-verdiana Cesária Évora, entre outros.


Por Neivaldo Araújo

Revisão: Emanuela Fontenele.

Música

A origem, o propósito e outros detalhes do Apprendizaudio em entrevista à TV O POVO

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O diretor de Tecnologia do Apprendizaudio, Wagner Viana, concedeu uma entrevista à jornalista Neila Fontelene, do Programa O POVO Economia, da TV O POVO.

Ele detalha a origem do Apprendizaudio, os objetivos da plataforma, a parceria com os professores e outros pontos importantes sobre nós. o/

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