Música, Rock/Metal

Galadriel: o metal eslovaco se renovando pela morte dos próprios mitos.

232c_1Banda eslovaca fundada em julho de 1995 pelo vocalista e baixista Dodo Datel, o guitarrista Voloda Zadrapa e o baterista Victor Gieci. Originalmente, mais orientada para o doom metal, que era um estilo muito forte em meados dos anos 90. O começo foi marcado pela busca pelas pessoas certas para completar a line up. Então, houve muitas mudanças na formação.

Na segunda metade de 1996, a vocalista Sona Witch Kozakova entrou na banda. Com essa formação a banda gravou seu primeiro CD promocional em agosto de 1996. Os teclados foram registrados pelo amigo King ((Lunatic Gods) à época). Posteriormente, o guitarrista Chulo Malachovsky entrou na banda. Com sua ajuda, a banda escreveu as próximas três músicas e as gravou em janeiro de 1997.

01Naquela época, o Unknown Territory (um novo e pequeno selo britânico) ofereceu um contrato para o álbum de estréia. Assim, ambas as gravações foram completadas e, finalmente, lançadas em setembro de 1997 como um CD, “Empire Of Emptiness“. Mas no verão de 1997, mais uma baixa na banda: o principal guitarrista, Voloda Zadrapa deixou a banda e o jovem talento de guitarra Tomax Gabris tomou seu lugar.

mirror99A banda adicionou o tecladista Erik Schmer. Assim, a banda iniciou as gravações do seu novo material, concluídas em novembro de 1997. Mais duas músicas foram gravadas na primeira metadae de 1998 (já sem o tecladista Erik Schmer). Todas essas músicas foram lançadas em janeiro de 1999 como um segundo CD, “The Mirror Of Ages“, pelo mesmo selo. Os anos seguintes foram assinalados por outras mudanças na banda. Irmão de Sona J.S.K. assumiu os teclados e o guitarrista Gabriel Holenka substituiu Chulo Malachovsky.

oblivionEm 1999, a GALADRIEL escreveu e gravou todas as músicas para o seu terceiro CD “Oblivion” que foi lançado em março de 2000. O processo de gravação foi realmente complicado e a banda nunca ficou satisfeita com esse registro. De qualquer forma, foi o último registro pelo antigo selo. Na Primavera de 2001, a banda gravou um cover da canção “Bournemouth” (The Hobbit) do Blind Guardian para a compilação de tributo” “Tales from the Underground“(já sem o guitarrista Gabriel Holenka).

Galadriel - From Ashes & Dust - FrontA atmosfera na banda não era muito boa naquela época, mas o resultado dessa música ajudou a reunir os membros novamente. Novas músicas foram concluídas rapidamente e, alguns meses depois, GALADRIEL gravou seu quarto CD “From Ashes & Dust“. Podemos dizer que esse registro foi um ponto de virada para a banda. O som e os arranjos deste registro foram muito melhores do que antes. Com este disco, a banda assinou um contrato com a Metal Age Productions (selo eslovaco) que o lançou em 2002.

No final de 2002, o guitarrista base Matus Hanus entrou na banda. Mas no início de 2003 resurgiram problemas antigos e a banda chegou perto acabar. Três membros antigos deixaram a banda (Sona Witch Kozakova, J.S.K. e Dr. Victor).

Galadriel - World Under World - FrontPassada a tempestade, a banda (Dodo Datel, Tomax Gabris e Matus Hanus) compôs novas músicas e, (outra vez) no outono de 2003, gravou seu quinto álbum com muitos músicos convidados. Este CD foi chamado “World Under World” [o favorito deste que vos escreve] e foi lançado em março de 2004 pelo mesmo selo. A banda fez muitos shows com músicos convidados, mas em setembro de 2004, após 20 meses de existência caótica, o guitarrista principal Tomax Gabris deixou a banda.

O sinal dos velhos tempos (a vocalista feminina Sona Witch Kozakova) voltou à banda junto com o irmão J.S.K. (chaves). O grupo encontrou o novo baterista, Hoyas. A banda começou a fazer shows novamente em 2005 e após uma longa busca por um substituto adequado para Tomax Gabris, chegaram a Era Skkipi Skuppin

renascenceEm 2006, a banda escreveu novas músicas para um novo álbum. No início do ano de 2007 o baterista Hoyas deixou a banda. Logo, a banda entrou no estúdio para gravar o novo álbum “Renascence Of Ancient Spirit” com dois bateristas convidados (Victor Gieci, ex-membro da banda e Jan Valer Tornad). No processo de gravação, o tecladista J.S.K. Deixou a banda para que Matus Hanus gravasse a maioria das partes do teclado no registro. O novo álbum “Renascence Of Ancient Spirit” foi lançado pela Metal Age Productions em junho de 2007.

No início de 2008, Andrej Kutis entrou na banda como novo tecladista. A banda fez muitos shows com bateria pré-gravada e em fevereiro de 2009 Adam Zelenay finalmente se tornou o baterista da GALADRIEL. No final do verão, problemas com o guitarrista Skkipi Skuppin culminaram com o fim da cooperação entre ele e a banda. Este foi o momento perfeito para a volta de Tomax Gabris após cinco anos.

7queenLogo após essa mudança, a banda começou a escrever novas músicas para o próximo álbum. Mas, como sempre, as coisas não seriam tão fáceis. Após outras complicações pessoais, a banda entrou no estúdio em março de 2012. O novo álbum “The 7th Queen Enthroned” foi lançado pela Gothoom Productions em novembro de 2012 e o baterista Matej Ferianc e o guitarrista Michal Kolejak foram oficializados como membrosda banda.

14991963_10154644278388480_4910411006589114101_nEm 2015, a banda emite a última nota oficial de que tive notícia pela Web: “Caros fãs, nossa banda surgiu em 1995 e este é o ano [2015] de seu 20º aniversário. É um marco na nossa história e, portanto, será celebrado com o lançamento de um EP especial intitulado “Lost in the Ryhope Wood“, inspirado no trabalho de Robert Holdstock. O EP contém seis canções – três músicas re-gravadas de álbuns mais antigos e três novas. A gravação e mixagem de “Lost in the Ryhope Wood” acontecerá em maio e junho no Grindhouse Studio em Atenas e Pulp Studio em Bratislava. O EP será lançado em vinil através da Paøát Magazine & Productions em 1 de setembro de 2015. Durante a nossa existência, lançamos sete discos e fizemos mais de 200 shows em toda a Europa. Esse número aumentará quando a tour de aniversário [prevista] para setembro for anunciada! OBRIGADO POR O SEU APOIO PERMANENTE E LONGO !!!”

Na sequência, conforme dito acima, ocorre o lançamento do EP “Lost in the Ryhope Wood”, do qual uma faixa foi disponibilizada no YouTube:


Referências:

 

Música, Rock/Metal

Ouroborus: death metal virtuoso feito na Austrália

Ouroboros é uma banda de technical death metal oriunda de Sydney, Austrália que se formou em 2001, originalmente sob o nome “Dred”. Em 2007, lançou um EP intitulado “A Path To Extinction“. Este lançamento foi seguido por dois vídeo-clipes. Em 2009, eles mudaram seu nome Ouroboros com o qual lançaram o álbum de estreia cujo título é “Glorification of a Myth”. Atualmente está trabalhando na divulgação do seu segundo álbum, “Emanations”.

Banda que abraça a todas as características do death metal com um nome misterioso, sons fortemente distorcidos e virtuosidade indiscutível. Segundo a imprensa [do seu país], o quarteto oriundo de Sydney (Autrália) é uma das melhores bandas de metal do país …” e “não se conforma com menos que a perfeição” (Metal Obsession & MetalReviews). A indústria musical do país reconheceu o talento dos músicos premiando-os como “melhor banda independente”, “melhor baixista” e “melhor baterista” no Australian Heavy Metal Awards. Além disso, o The Australia Council (o órgão de financiamento das artes do governo australiano) concedeu à banda uma generosa bolsa para apoiar a produção de seu mais novo álbum ‘Emanations‘.

A banda desenvolveu uma reputação bem merecida entre os artistas do meio para realizar, ao vivo, performances extremamente eficazes. Ouroboros atuou no palco com alguns dos nomes mais notáveis ​​do metal mundial, incluindo-se aí Morbid Angel, Cannibal Corpse, Psycroptic, Cradle Of Filth, Epica, Necrophagist, At the Gates, Dying Fetus, Aborted, The Amenta, Sadistik Exekution, Sybreed e The Faceless.

O álbum de estréia da banda, Glorification of a Myth, foi lançado em junho de 2011 e foi resenhado pelos críticos como “Um novo referencial para a produção de death metal …” (Metal-Archives). O álbum mostrou o virtuosismo da banda e seu compromisso com a produção de música de alto nível. Glorification of a Myth foi acompanhado de um clip para ‘Sanctuary‘, uma das músicas mais populares do álbum. Pouco depois da estréia do vídeo no Fúria MTV, um especialista afirmou que “é possivelmente o melhor vídeo feito por uma banda local!” (TheMusic) O vídeo foi produzido em colaboração com o diretor Paul Shedlowich, que usou técnicas de produção de guerrilha para enfatizar a atmosfera obscura e a dinâmica do filme.

O Australian Council for the Arts concedeu ao Ouroboros uma doação de US $ 20.000 para ajudar a financiar a produção do próximo álbum da banda, Emanations: um projeto ambicioso que incorpora a colaboração com uma das melhores orquestras sinfônicas de Praga. Este novo e emocionante álbum já desfruta de prestígio entre uma grande parcela da imprensa australiana. Foram concedidas entrevistas para o The Australian, Triple M, Triple J, 3AW, HEAVY Magazine e Revolver Magazine.

A decisão de incorporar uma orquestra sinfónica ao trabalho do grupo foi em grande parte influenciada pela admiração da banda pela música clássica ocidental, bem como por sua vontade de quebrar paradigmas do death metal. De acordo com o guitarrista e principal compositor do Oruroboros Chris Jones “A orquestra tem uma capacidade ilimitada de evocar emoções e queremos aproveitar esse poder para o nosso próximo lançamento. Essa colaboração com a orquestra sinfônica irá adicionar uma força enorme ao nosso som e, em última instância, criará algo poderoso, único e emocionante “.

Ouroborus atualmente é formado por Evgeny Linnik (Vocals)Chris Jones (Guitar)Michael Conti (Bass & Backing Vocals)David Horgan (Drums).


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Música, Rock/Metal

Facada: brutalidade ou genialidade?

“O Facada toca grindcore desde 2003. Simples, rápido, pesado, cru, sem experimentalismos, sem frescura, sem viagens sonoras, sem hypes ou modas, sem alegria, sem cultuar ninguém, sem dar satisfação a ninguém, sem breakdowns, sem vocais limpos, sem falsa amizade nem falso discurso. Sinta-se à vontade para não gostar. Se não gostar faça o favor de não nos visitar ou ouvir nossos sons. Já viajaram por quase todo Brasil, incluídos aí: Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul. […]”

Com este singelo preâmbulo a banda formada por James (baixo e vocais), Dangelo (bateria), Danyel (guitarra) e Ari (guitarra), se apresenta para “a quem interessar possa”. Cantando em português, discreta e rapidamente ganhou notoriedade entre os fãs da música extrema. Da parte deste que vos escreve, de tanto ouvir falar na banda, surgiram perguntas que considero pertinentes: 1) porque o nome “Facada” está tão em evidência? 2) O que os diferencia, brutalidade ou genialidade?

Antes de (tentar) responder, entretanto, visitaremos a breve mais profícua discografia da banda que, tendo acabado de lançar um split album com os gregos do Stheno, está prestes a lançar o aguardado Nenhum Puto de Atitude (álbum de covers), e um novo full length ainda esse ano.

facada DemoEm 2005 a banda lança a demo que precede o seu primeiro álbum completo. Totalmente de acordo com a auto biografia, a demo contém dez faixas curtas e grossas executadas em pouco mais de 10 minutos de duração (10:14, pra ser exato). Com destaque para “Set Fire In The Bomb“, que serve de trilha sonora para uma estranha e engraçada história ocorrida numa passagem pelo interior da Bahia, segundo contou James aos Meninos da Podreira.

R-5451453-1394219341-7340.jpegCada disco tem sua própria dinâmica, por isso, quem diz que disco de grindcore ou de “seja lá  o que for” é tudo igual, comete o erro da generalização. Indigesto (2006) contém todos os componentes de um disco do gênero. Porém, contém também traços que se ressignificam com o tempo. Pelo menos se o considerarmos na perspectiva dos dissidentes, que dão voz ao coro contra os desarranjos sociais, à opressão e à alienação. A música aqui, é o contorno que dá forma ao conteúdo.

093426b1de20537510d95cf15e436ff1Ao ouvir O Joio (2010) as primeiras palavras que me vieram à mente foram “puta que pariu!”. (…) Agora num nível de produção mais profissional a banda se mostra mais claramente em sua proposta musical. E não é somente esporro gratuito. A [banda] Facada tem personalidade! Pelo menos é o que os anos de estrada parecem nos dizer através de mais este trabalho. O disco marca a entrada de Danyel (guitarra) no grupo e o cara já mostra a que veio. A banda parece ter assimilado influências, as mais diversas, pois tudo num liquidificador e o resultado é esta agressão sonora.

a1239883345_10Nadir (2013) veio para consolidar o trabalho realizado ao longo de dez anos. Mais apropriados de seus instrumentos e com uma postura mais amadurecida, a Facada produz um disco simples e poderoso. Nadir ou Nazir é um conceito utilizado pela banda para significar o ponto mais baixo do ser humano. Um tema pertinente numa época em que nos vemos obrigados a defender o óbvio. O disco conta com as participações de Marcelo Appezzato (Hutt), Jão (Ratos de Porão) e John “The Maniac” Leatherface (Chronic Infect).

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Em parceria com a banda grega Stheno, lançou este ano (2017) mais um petardo, o brutal “Primitive“. Ao todo são 11 faixas, sendo que, ao Stheno, coube 7 delas, enquanto que a Facada entra 4 vezes. Musicalmente não há muito o que discutir: pancadaria distribuída à torto e à direito. As duas bandas, oriundas de culturas bem distintas guardam similaridades, o que conferiu ao trabalho, bastante linearidade. O disco está sendo lançado por quatro selos ao mesmo tempo.

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O título Nenhum Puto de Atitude (2017) de cara  soa como um escárnio pois, no apanhado de faixas que ouvi no Youtube, pode-se ver que o que não falta aqui é atitude. Tocando covers de nomes como Bad Brains, Titãs, Napalm Death, Sarcófago, Misfits, Dorsal, entre outros, o disco já é um dos álbuns mais esperados por este que vos escreve. Na Europa, o álbum está saindo como edição limitada em 500 cópias. Destaque para a arte de capa feita por Vitor Willemann parafraseando o Secos e Molhados em seu disco de estréia.

Agora, com uma visão mais ou menos panorâmica sobre a banda e o que ela representa podemos retomar a argumentação e tentar responder as questões acima propostas:

  1. Não há como negar, o nome Facada hoje, é comentado nos corredores, nos becos e nas ruas da periferia do rock, – diga-se de passagem, – com ecos no exterior. Muito provavelmente pela postura dos caras, conforme o modo pelo qual eles próprios se definem enquanto banda. Principalmente, porque parece haver coerência no discurso por eles apregoado.
  2. Não sei se há, de fato, algo de genial na música da banda. Mas de brutal, sem dúvida, há! A mesma brutalidade que consagrou nomes como Napalm Death, e Nasum, entre outros. O fato é que a simplicidade da sua música e a sua despretensão como projeto musical pode significar, sim, um traço de genialidade. Talvez haja realmente algo de complexo em se fazer o simples. E isto pode simbolizar mais do que adesão a um estilo. Talvez, simbolize uma visão de mundo! O que certamente deve dar um nó na cabeça dos “trues”.

Porém, essa questão dá muito pano pra manga e o que nos interessa aqui é a música. Portanto, todas as tentativas de resposta que se formularem em torno do assunto serão bem-vindas. Deixo-os com a excelente versão de Igreja, dos Titãs. Forte abraço.


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Música, Rock/Metal

Will2Kill: uma outra via para o metal brasileiro

Will2Kill é uma banda de Recife formada em meados de 2015 com a proposta de fazer música pesada. Musicalmente o som da banda tem elementos do Thrash Metal com vocais mais orientado para o Death Metal. A sonoridade é moderna e pesada e a música é raivosa.

Como eles se definem:

“Quatro caras com backgrounds bem distintos se encontram com uma paixão em comum: a música pesada. Esta é uma definição básica do que é o Will2Kill, uma banda que mescla inovação e tradição de uma maneira muito singular. Death metal, thrash, doom, stoner, hardcore e rock, tudo da forma mais autêntica e heterogênea possível.

Na ativa desde janeiro de 2015, a formação reúne Wilfred Gadêlha (vocal), Hugo Medeiros (guitarra), Eddie Cheever (baixo) e Daniel Araújo Melo (bateria) em busca de uma sonoridade agressiva, técnica e, ao mesmo tempo, orgânica.

a4136150971_10O grupo vem divulgando seu primeiro registro oficial, o EP intitulado “Will2Kill”, lançado no dia 12 de agosto de 2016, no festival Visions of Rock, em Caruaru/PE, ao lado do Artillery (Dinamarca) e do Pandemmy (PE), na primeira edição do Visions of Rock no Recife, na casa de shows Estelita. O EP é composto pelas seguintes músicas: “Will to Kill”, “Empire of Ignorance” e “Cause for Alarm”, esta última lançada como single em 26 de março de 2016, no festival Visions of Rock, em Caruaru/PE, ao lado do Sinister (Holanda), Nervochaos (SP) e Inner Demons Rise, no que foi a estreia ao vivo do quarteto. A produção do EP ficou a cargo do guitarrista do Desalma (PE), Mathias Severien Canuto, que gravou, mixou e masterizou o trabalho. As gravações incluíram a participação de um coro de responsa nos backing vocals, reunindo integrantes e ex-membros de bandas importantes do cenário pernambucano, como Igor Capozzoli e Renato Correia (Desalma), Rogério Mendes (ex-Decomposed God e Sanctifier), Alcides Burn (Inner Demons Rise), Antônio Araújo (Korzus, One Arm Away), Rafael Cadena (Cangaço), Rodrigo Costa (Matakabra), Leo Montana (Confounded), Thiago (ex-Lethal Virus) e Jacques “Jaka” WILL2KILLBarcia (Rabujos), que também participou como convidado na música-título do single. Já a parte gráfica também é destaque: o internacionalmente conhecido designer Alcides Burn trabalhou em cima da impactante imagem feita pela premiada fotógrafa pernambucana Annaclarice Almeida para a capa do EP. As fotos da banda foram feitas por Lucas Medeiros.

O EP foi lançado inicialmente no formato digital e já está disponível no BandCamp e no SoundCloud, mas em breve também estará em todos os serviços de streaming e terá uma tiragem limitada de cópias físicas.

SOM NA ARENA

Foi a única banda de metal a entrar na fase eliminatória do concurso Som na Arena, promovido pelo governo de Pernambuco, na Arena de Pernambuco, em 2016. Após passar pela primeira eliminatória e pela semifinal, o quarteto ficou entre as seis melhores colocadas na final, levando seu som agressivo a plateias não especializadas em música pesada.

APR CLUB

Foi uma das bandas que integraram o cast do APR Club, evento que faz parte da programação do tradicional Festival Abril Pro Rock (Olinda, PE), ao lado de Mojica e Mondo Bizarro, na noite de 22 de abril, quando a casa de show Apolo 17, localizada no boêmio Bairro do Recife, ficou pequena para a massa sonora proporcionada pelo quarteto, que fechou a prévia.

DISCO COMPLETO

Para 2017, o Will2Kill trabalha na finalização do processo de composição do seu primeiro álbum, intitulado provisoriamente Another Way, com canções previamente testadas e aprovadas nos shows, além de novas músicas que estão sendo lapidadas. A banda voltará a trabalhar com Mathias Canuto na produção.”


Referências:

Música, Rock/Metal

Encéfalo – DeaThrone, o passo seguinte na evolução!

A banda Encéfalo foi formada em 2002 sem muitas pretensões. Fazendo covers de grandes nomes do thrash metal mundial, após várias apresentações e, devido ao natural amadurecimento dos músicos, resolveu elaborar suas próprias composições.

Tendo como maiores influências, nomes como Sepultura, Kreator, Slayer, Destruction, entre outros, o grupo apresenta como diferencial, um repertório no qual mescla as características do puro thrash metal oitentista como elementos do heavy e do death metal tradicionais. O que denota a construção da sua personalidade.

001Em 2008, lancou seu primeiro registro fonográfico, a demo entitulada “Destruction”. Contendo cinco músicas, a faixa-título, “Dead Creation“, havendo sido bastante elogiada, acanbou se tornando o destaque da estreia. Sendo que que, para os apreciadores do estilo, o trabalho como um todo é bastante elogiável. Como decorrência, a banda realizou muitas apresentações  na promoção deste que é o seu filho primogênito.

Na sequência, o grupo começou a preparação de seu primeiro álbum completo, que culminou com o início das gravações de ‘Slave Of Pain‘ no final do ano de 2011.

002Lançado no início de 2012, Slave of Pain foi muito bem recebido pela mídia especializada e elevou o grupo de “banda revelação” para um nível mais profissional, abrindo as portas para uma nova realidade no contexto da música pesada brasileira. O disco é aclamado pelo público e apontado pela mídia especializada como um dos principais lançamentos do ano. Imediatamente, o grupo embarcou numa turnê, num giro que atravessou o país, percorrendo Nordeste, Sudeste e Sul do Brasil.

Em 2014 a banda faz sua primeira turnê europeia passando pelos países Alemanha, República Tcheca, Polônia, Holanda, Bélgica, França, Espanha e Portugal. Ao todo foram 21 apresentações num período de aproximadamente 30 dias.

No começo de 2015 os fãs foram pegos de surpresam quando o Encéfalo anunciou o desligamento de um de seus fundadores, o vocalista Alex Maramaldo. A banda seguiu como um trio.

Ainda em 2015, a banda, seguindo o direcionamento para o qual a sua música já apontava, decide trocar de logomarca. Elaborada por Illy Domingos, a nova arte é, agora,  assumidamente death metal.

003Die To Kill é o segundo disco lançado pelo grupo. O trabalho, que ainda conta com Alex no vocal, foi lançado em meados do ano de 2015 e mais uma vez colocou o Encéfalo entre os destaques nacionais do ano. Aqui, é notória a migração de estilo por parte da banda. Do thrash mais “oitentista” para o death metal mais moderno no qual se nota maior entrosamento entre os músicos. Como resultando as guitarras estão trampadas, o baixo mais presente e a bateria muito mais visceral. Destaque também para as vocalizações, muito mais brutais e sombrias.

Na sequência do lançamento do segundo disco, segue-se novo giro por várias cidades do país. De lá para cá, a banda tem mantido um ritmo intenso na divulgação da sua música: participou de diversas coletâneas, tocou ao lado de grandes nomes do metal mundial como Testament, Cannibal Corpse e Sinister, Belphegor, dentre outras.

19748506_1394625900620878_6261864082752560615_n2Atualmente com Lailton Sousa na guitarra, Rodrigo Falconieri na bateria e Luiz Henrique acumulando as funções de baixista e de vocalista, a banda se prepara para o seu terceiro álbum. DeaThrone é o primeiro disco da formação como um trio e assinala o passo seguinte na evolução da banda, reforçando as novas visões de mundo e revelando um maior aprofundamento na música extrema. O lançamento está previsto para o segundo semestre de de 2017.


Referências:

 

Música, Rock/Metal

Clamus: [de]construct, o disco novo, assinala a maioridade da banda.

demo 1Em março de 1999 foi formado no Estado do Ceará a banda de Thrash/Death Metal CLAMUS. O grupo surge com a proposta de aliar a sonoridade obscura do death metal à velocidade e rispidez do thrash metal, permeado por dois vocais em três idiomas, inglês, português e francês. Com duas demos, dois álbuns full length, vários shows pelo Brasil (incluindo uma turnê por estados do nordeste, norte e sudeste), o Clamus tem sedimentando seu nome no cenário metálico nacional com garra e identidade.

clamus demo IIIllawsion (2005), contém somente duas faixas de onde deduzo que tenha funcionado como uma prévia do full lenght, lançado em seguida. Pesadas e extremamente agressivas, as músicas mostram a banda com muita raiva. Illawsion e Irrelevant Hapiness revelam traços do cotidiano sob um ponto de vista sócio-filosófico. Na ocasião, a banda contava com Lucas Gurgel (guitarra/voz), Joaquim Cardoso (guitarra/voz), Carlos James (baixo/voz) e Clerton Holanda (bateria).

clamus influencesPrimeiro disco completo, Influences, (2005), é um disco com um certo grau de complexidade. As composições são intricadas e cheias de variações, com passagens que muito remetem às bandas americanas do início dos 90. Os riffs, que transitam pelo death e pelo thrash metal formam uma espécie de parede sonora na qual a bateria se sobrepõe de forma brilhante. Destaque para produção de alto nível e para a faixa Pão & Circo.

clamus frontiereFrontiere (2009), assinala o amadurecimento dos músicos em sua forma de compôr. A impressão que tive após realizar a primeira e única audição [até aquele momento] foi a de que a banda encontrou o seu som. Agora, com uma identidade própria, as composições primam pela originalidade com arranjos que evidenciam ainda mais a criatividade dos músicos. O fato de a banda cantar em mais de um idioma me fez lembrar de uma banda coreana, o Crash, cujo som guarda algumas similaridades. Não consigo destacar uma faixa em especial, todas têm o mesmo padrão de qualidade.

Para a tristeza de muitos, Joaquim Cardoso, depois de uma longa estrada, deixa a banda em meados de 2012. O grupo segue como um trio.

clamus EP IIIApós mudanças em sua formação a banda lança em 2014 o EP ‘III’, momento que representa a transição para o formato power trio e para uma sonoridade ainda mais coesa, rápida e técnica em que se consolidam os elementos do Death Metal em sua sonoridade. Atualmente formada por Lucas Gurgel (G/V), Felipe Ferreira ((B/V) KrenaK) e Edu Lino (D). Arrisco dizer que a sonoridade pela banda, aqui apresentada, se fixa como algo entre Deicide e Pantera.

capa_clamus_low-200x200Em 2017, ano em que a banda comemora 18 anos de existência, lança seu terceiro álbum, [de]construct. Gravado no VTM estúdio, foi produzido por Taumaturgo Moura juntamente com os caras da Banda. O título é uma metáfora para movimento, construção e desconstrução, elementos que são uma constante ao longo da trajetória do grupo. Fundindo energia do Thrash Metal à pegada orgânica do Death Metal, [de]construct apresenta em suas 8 faixas os conceitos de impermanência, subversão e de ceticismo como formas de afronta ao absurdo da existência. Destaque para a participação de Daniel Boyadjian [Obskure] nos solos e para a arte gráfica de Alcides Burn (que já trabalhou com artistas como Blood Red Throne, Malefactor e Headhunter D.C).


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Música, Rock/Metal

dica# Jornal Tribuna do Ceará abre espaço para o Rock!

O Jornal Tribuna do Ceará, através do espaço dedicado aos blogs, abre uma importante brecha para o rock/metal na cidade de Fortaleza/CE. Trata-se do blog Meus 300 Discos produzido por Sidney Alencar que,  juntamente com Cristiano Machado e este que vos escreve, toca o “famigerado” Buteco do Rock Podcast. A proposta do blog é resenhar 300 discos no ano de 2017. Mais que uma proposta, um desafio! O ano já entrou na sua segunda metade e, muito há por se ouvir e resenhar. Será que o M300D dará conta do desafio?  Acompanhe este incrível “desafio do rock” no Jornal Tribuna do Ceará, comentando, criticando e sugerindo mas, acima de tudo, valorizando!

Forte abraço!