Música, Resenha, Rock/Metal

resenha# Em tudo o que eu faço, eu procuro ser muito Rock and Roll

Havia falado sobre esse livro há tempos. Hoje, depois de lido e relido, retorno com uma breve resenha que, do meu ponto de vista, poderia ajudar a reorientar muitas ações com vistas ao fortalecimento da cena rock/metal da cidade de Fortaleza/CE. Eis que há caminhos, e estes, apontam para muitas possibilidades.

Captura-de-Tela-2017-02-08-às-17.13.40Irapuã Peixoto Lima Filho é Doutor em Sociologia e professor da Universidade Federal do Ceará (UFC), membro do Laboratório de Pesquisas em Políticas e Cultura (LEPEC/UFC). Também é pesquisador associado do Núcleo de Pesquisas Sociais da Universidade Estadual do Ceará (NUPES/UECE) e do Núcleo de Estudos em Gestão Política e Desenvolvimento Urbano (GPDU/UECE). Além da temática da Juventude, mantém pesquisas sobre gestão urbana, mobilidade urbana e educação.

Neste livro, o autor realiza, através de uma pesquisa muito consistente, uma análise panorâmica do movimento roqueiro da cidade de Fortaleza, o qual chama de “rede roqueira”. Contexto no qual, atribui ao termo retro mencionado o sentido de conjunto das relações entre bandas de rock, público, produtores de shows, lojas de produtos ligados ao rock e afins. A leitura é de que tal rede passou a se constituir como um movimento capaz de sustentar economicamente, a partir de ações que fomentam eventos de rock e criam condições de consumo de produtos relacionados a este.

O estudo consiste de uma análise sócio-antropológica que busca compreender o modo de pertença dos roqueiros aos agrupamentos aos quais estão identificados. No qual “modo de pertença” significa a apropriação e incorporação dos símbolos e posturas do rock, ao comportamento e à vida prática dos fãs do gênero. Sendo que estes símbolos e posturas dizem respeito, na maioria das vezes, ao teor questionador e transgressor do rock, que estabelece uma espécie de diálogo profundo com a rebeldia típica da juventude.

Nesse sentido, o rock expressa, através de uma linguagem muito própria, um conjunto de símbolos contidos nas roupas, nas letras e na atitude musical, que favorece o encontro do jovem, com sua identidade dentro de um grupo em dado momentos de sua formação. Na qual, conforme o autor, são assimilados e adequados, – numa perspectiva mais pessoal, – de acordo com a realidade de cada um e, – numa mais geral, – com a realidade do país, região, cidade, etc.

EM_TUDO_O_QUE_FACON_EU_PROCURO_SER_MUITO_1403562489BNa cidade de Fortaleza/CE, a rede roqueira começou a se firmar a partir de um conjunto de ações que permitiu ao jovem, ter acesso aos eventos (shows) e aos produtos do rock (CDs, camisetas e assessórios), pelo surgimento dos coletivos (entidades independentes e/ou ONGs), que, normalmente são capitaneados por gente que incorpora de uma forma mais abrangente o estilo de vida roqueiro (criando música, produzindo shows e/ou trabalhando em lojas de rock). A abertura econômica também contribui para a firmação da rede, visto que, implica em aumento de poder aquisitivo, permitindo também ao público menos abastado, adquirirs produtos relativos ao rock como os CDs gravados pelas bandas e os ingressos para os shows.

O autor dividiu os agrupamentos mais atuantes na rede roqueira de Fortaleza em “Metaleiros“, aqueles adeptos das vertentes mais pesadas do Metal, como o Heavy, o Thrash, o Death e o Black metal; em “Alternativos“, aqueles adeptos das vertentes como grunge, indie, etc.; em “Punks“, “Hardcores“, “Skinheads” e “Emos”. Sendo que, conforme diz o autor, “Cada um desses tem forte ligação com os movimentos surgidos no rock dos anos 1970 em diante, ou seja, do punk e seus desdobramentos.”

Assim, a rede roqueira de Fortaleza/CE começou a se consolidar ou a existir de fato, quando passou a produzir e a escoar produtos de rock de todas as espécies. Isto é, quando desenvolveu uma cadeia produtiva capaz de prover um nicho de mercado, onde havia demanda e para a qual passou a existir produção de elementos de consumo.

Nesse sentido, a formação de público consumidor, os músicos (que são aqueles em função da qual, a cadeia forma relações), os produtores de shows e as lojas de produtos relacionados ao rock se ‘associam’ para fomentar e prover a todo tipo de demanda ensejado pelo estilo de vida roqueiro. Fazendo com que, dessa forma, o movimento exista como algo concreto dentro de um cenário econômico volátil cujas perspectivas se orientam para a possibilidade de se criar um mercado sustentável independentemente de conjunturas.

Dessa forma, resgatando elementos da introdução, conclui-se que a obra em questão pode ajudar a reorientar ações por parte de todos os atores (público, artistas, produtores, proprietários de lojas, etc.), operantes na cena em que se constitui a rede roqueira de Fortaleza/CE. Sendo estes atores, o público para o qual o livro se destina. Em tempo, as referidas pesquisas e análises estão validadas cientificamente, constituindo-se em si mesmas, instrumentos de grande valor acadêmico. Da mesma forma, resgata e revela hábitos e costumes do roqueiro cearense em sua forma mais pura de interagir com o caráter universal do estilo de vida roqueiro, destrinchando aspectos culturais intrínsecos ao nosso povo.


Mais sobre o livro:

Agradecimentos:

  • Irapuã Peixoto Lima Filho
  • Abda Medeiros
Resenha

Fábio Allex: de volta ao passado que nunca vivi

[O texto a seguir é uma colaboração de Neivaldo Araújo]

capa_disco_fabio_alex-277547De Volta ao Passado que Nunca Vivi é o nome do segundo álbum do cantor e compositor maranhense Fábio Allex, como o próprio título do álbum sugere é recheado de canções saudosistas. Nas faixas Fábio faz dueto com várias artistas do cenário musical alternativo maranhense, como a cantora Camila Boueri, Mário Fernando, Kadu Ribeiro, entre outros, a única convidado que não é maranhense é a cantora paulista Mary Luz.

As canções de Fábio Allex se caracterizam pelas letras poéticas, seguindo uma antiga tradição da música brasileira, porém com arranjos modernos; apesar da predominância do pop, o disco passeia por diversos gêneros, como o blues e o folk, referências do artista.
Apesar de estar em carreira solo, Fabio Allex gosta de conduzir seu trabalho de forma coletiva, talvez isso justifique a presença de tantos convidados, herança que o autor guardou do tempo em que integrava a banda Mythra, de estilo alternativo, a qual foi membro entre os anos de 2004 e 2008.

O disco foi disponibilizado na internet e o clipe da música Niilismo, que Fábio Allex apostou como sua música de trabalho, está no Youtube:

Download Album

neivaldoNeivaldo Araújo

Tendo a música como seu maior referencial artístico e cultural, pesquisa e escreve sobre temas como o romantismo e o existencialismo dos anos 70 e 80, os quais, foram imprescindíveis para o surgimento e a qualificação dos movimentos musicais brasileiros e internacionais.

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Sepultura: 20 anos do disco Roots.

Ao idealizar o disco Roots, a banda Sepultura imergiu no universo cultural dos nossos ancestrais diretos, os índios.

A proposta sepultura-roots-traseraera vivenciar a experiência do índio, mediante um processo de sociabilização entre os membros da banda com os nossos ascendentes, no caso, os nativos da tribo Xavantes, no Mato Grosso/BRA.

O processo criacional da obra consistiu de uma breve, mas produtiva interação entre indígenas e músicos, que compartilharam por alguns dias, de costumes e ritos.

Nesse contexto, a incorporação dos elementos percussivo-tribais pela banda, constitui-se de um projeto para além da dinâmica musical. Realizaram uma fusão dos elementos peculiares do estilo Heavy Metal aos sons da terra, resultando numa estética imanente de sons e de imagens.

28758bPode-se dizer que Roots é um disco experimental. Permeado de uma atmosfera cujas imagens produzidas pelos sons engendram na mente um ambiente que remete a uma existência selvagem, onde a natureza reivindica a supremacia pela terra.

Embora as letras privilegiem os aspectos da cultura do Brasil, Roots não é uma obra conceitual. Roots Blood Roots proclama, num misto de angústia e alegria, o orgulho pelo “dom” de se reconhecer brasileiro; Endangered Species trata da espécie humana como refém de si mesma, ou melhor, como uma espécie em processo de extinção; Dictatorshit fala do golpe de 1964 e da ditadura militar, que torturou e matou em nome da uma falsa democracia*; Ambush é um manifesto em defesa da Amazônia.

Contrapondo-se ao lado pesado, do disco, tem-se dois momentos de suavidade e, porque não dizer, delicadeza: as instrumentais Jasco, que evoca sentimentos que podem significar fé ou esperança; e Itsári, uma peça na qual os anfitriões figuram no papel principal, contribuindo para um momento de expressiva musicalidade.

Roots é uma miscelânea de sons, cores e formas que levam aos sentimentos mais diversos. Ambivalente quanto ao estilo, polivalente quanto ao conteúdo. Uma obra para ressignificar o estilo Heavy Metal dentro de um projeto de expressão artística universal no qual a música convida a refletir sobre a condição humana e sua relação com a natureza.

* Oportuno: Neste momento em que muitos pedem intervenção militar.

Nota: a participação de Carlinhos Brown, como convidado, para os fãs (conservadores) da banda, soou como uma afronta. Todavia, no final das contas, além de não comprometer, ajudou para que o esforço dos músicos, em criar uma estética inovadora dentro de um estilo tão saturado como o Heavy Metal, não fosse em vão!

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The Honey Trees – The Bright Fire

thehoneytreesEstão prontos para uma experiência acústica diferenciada?

Bom, é isso que o The Honey Trees provoca neste The Bright Fire! Mesmo não sendo o tipo de som que escuto normalmente, pude perceber que a dupla, com a ajuda de um bom produtor, conseguiu fazer uma pequena obra-prima.
Um disco feito de climas, no qual a percussão é responsável por uma tensão que vai do início ao fim do disco. Os teclados se destacam pela forma como se escondem, participando das composições apenas como plano de fundo – alternando-se, claro, em função das atmosferas. Os vocais são harmoniosos, mas demasiadamente melosos, o que os torna um tanto cansativos. Todavia, não comprometendo o produto final.

De um modo geral, do ponto de vista musical, as afirmações acima são corretas, mas não informam o que verdadeiramente importa:

O que faz da audição deste disco uma experiência diferenciada, é que ele tem uma profundidade aprimorada – estou falando do som/áudio! O áudio binaural ou 3D, que provoca a sensação de que o som nos atravessa pelos ouvidos de vários modos e em direções diversas, está presente de uma forma palpável. E isto causa imagens surreais!
Estava deitado e pronto pra dormir, quando tive essa percepção. Então levantei e alterei a posição das caixas orientando-me pelas direções para as quais os sons apontavam, e o resultado foi a maximização do meu equipamento de áudio (o engraçado, é que havia mexido nas caixas uma porção de vezes e não conseguia obter esse resultado).
Dessa forma, pude ver toda a riqueza de sons contida no disco. Que, por sinal, é um disco muito simples. Porém, bem feito!

:: Download: One Drive

:: Agradecimento: Cris Machado.

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Faixa-a-faixa: Darkside – Prayers In Doomsday

darkside-prayers-in-doomsdayOriginal de Fortaleza-CE, a banda Darkside é formada pelos músicos Richardson Lucena (d), Renato Alves (b), Helder Jackson (g), Tales Groo (g) e Marcelo Falcão (v). Alex Eyras, vocalista no disco Prayers In Doomsday, deixou a banda algum tempo depois do lançamento do mesmo.

Lançado em 2012, Prayers In Doomsday revela-se uma grata surpresa para os fãs do bom e velho heavy metal. Com influências que vão de Judas Priest a Megadeth, os músicos estavam muitíssimo inspirados no processo de composição desta “singela” obra!

Como a proposta aqui é fazer um breve faixa-a-faixa, vamos direto ao que interessa;

1-Bubonic: som pesado e rápido no qual se percebe influências de Overkill nos seus melhores dias. Uma faixa curta cujas imagens mentais que causa, remetem a um cenário de desolação e desconformidade (estranho, isso)!

2-Sacrificed Parasites: uma de minhas favoritas. Acho que esta seria melhor música de abertura para o disco, pois tem uma pegada muito empolgante. Contudo, na hora do refrão – momento do êxtase – a música desacelera, deixando o grito “sacrificed parasites”, meio preso na garganta. Uma pena!

3-Anticitzen One: faixa que, para mim, melhor representa o conceito da capa do disco. A música tem um refrão inspirado nos melhores momentos do thrash oitentista, variações cativantes e muito peso.

4-Prayers in Doomsday – faixa que dá título ao álbum: Uma composição que exigiu mais do vocal, Alex Eiras. Nota-se aqui que, apesar de correto, falta ao músico, alguma estrada a percorrer. O que, entretanto, não tira o brilho da composição.

5-Born for War: nesta, são perceptíveis influências que estão entre Exodus (atual), Omen e Manowar. Riffs que agradam bastante o ouvido de quem tem o heavy metal como estilo de vida. O vocal faz muito bem sua parte!

6-Cursed by the Dawn: esta canção conta um refrão tão legal que nos induz a repeti-lo mentalmente diversas vezes depois que a música acaba: ♪ “Cursed byyy the Da-a-awn” ♪ Muito legal!

7-Crossfire: particularmente, para mim, outro grande momento do disco. Destaque para os solos belos de Tales e Helder, lembrando mesmo a dobradinha Chuck Schudinner e Andy LaRocque, no disco Individual Thought Patterns.

8-The Apocalypse Bell: para fechar bem o disco, esta última faixa contem os tradicionais peso + agressividade presentes em todo o disco, mas não é só isso, há um sentimento típico das rodas de mosh! Uma sensação que só quem ama o rock, 1385029_381365731967085_1510242925_nreconhece. Da vontade de correr pra roda!

De um modo geral, para os incautos, esse disco pode soar parecido a tantos outros do estilo, e, isto pode até ser verdade. Mas aqui tem uma coisa que falta à maioria: garra e personalidade!

Considere-se ainda que, produzir um disco de heavy metal (em que as harmonias tem estruturas mais complexas), exige mais do que um disco de death/black metal. Principalmente se isso é feito de modo independente.

Então, para encerrar, se tivesse que dar uma nota, ela certamente seria 9. O 1, que falta, fica por conta do aprendizado que todos temos até o fim de nossas vidas!

:: Download: http://sdrv.ms/180MuwB

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Black Sabbath – 13: faixa-a-faixa

BlacksabbathcapaFalar do Sabbath nas circunstâncias atuais, considerando sua tragetória e tudo pelo qual passaram seus integrantes não é fácil. Não quero incorrer no erro de ser leviano ou superficial, por isso, desde o início encarei a tarefa de ouvir “13” com seriedade, pois tenho esta, como a maior banda de heavy metal de todos os tempos.
1 – End of the Beginning: não me parece a melhor canção para se introduzir um disco aguardado pelos fãs, por mais 30 anos. Mas tudo bem, afinal este não é mais o mesmo Sabbath, e minha proposta é manter a mente aberta. A composição é boa, os riffs do mestre Iommi continuam lá, mas sem o peso de outrora. Some-se a isso, a sutil diferença provocada pela suavizada nos climas soturnos, que, no passado, fora a marca registrada da banda.
2 – God Is Dead: música de trabalho que serve bem para vender o disco em virtude do tema abordado, mas não tanto para vender a si própria, contudo, uma boa música! Aqui, os climas sombrios começam a ganhar forma.
3 – Loner: começo a gostar do disco neste momento. Sem esperar nada em troca, deixo o som rolar e percebo uma espontaneidade honesta por parte dos músicos. Como se eles dissessem entre si: “não temos que provar nada a seu ninguém!” E, de fato, não têm!
4 – Zeitgeist: impossível não associar a Planet Caravan, do disco Paranoid. Só que, uma canção mais simples, executada com mais emoção. Já, uma de minhas favoritas.
5 – Age of Reason: aqui os “homes” mostram progresso dentro desta nova proposta da banda, que seria algo como, soar igual ao velho Sabbath, sendo, no entanto, um novo Sabbath. A música é boa, os riffs são cativantes e há uma atmosfera mais sombria. Aliás, “uma atmosfera envolta numa leve penumbra” ficaria melhor! Destaque-se aqui o ambiente perturbador. Não vi a letra, mas parece tratar-se de algo sobre a mente humana, uma das linhas do “anti” filósofo Nietzche!
6 – Live Forever: acho que nesta faixa, o trabalho foi mais instrumental do que conceitual. Ozzy pegando mais leve nos vocais e Iommi fazendo riffs mais quebrados. Lembrando muito, alguns momentos do 1º disco, mas, a despeito disto, é uma faixa convencional!
7 – Damaged Soul: belo momento. O começo é excepcional com uma pegada hard que, em seguida, se torna blues. Não sei explicar o porquê, mas, para mim, o melhor momento do disco até a gora. Linda!
8 – Dear Father: fico pensando que o trabalho mais difícil para a construção desse disco, foi feito sobre as pessoas, pois a química sonora está mantida. Mais uma boa canção!
9 – Methademic: não curti muito essa, mas não pelo trabalho musical, que mantém o nível das canções anteriores. Acho que, mais por antipatia mesmo.
10 – Peace of Mind (bônus): faixa mais curta do disco. Contém bons riffs e climas que variam bastante, levando o ouvinte a vivenciar diferentes sentimentos num espaço menor de tempo.
11 – Pariah (bônus) – Carvalho! uma pancada, essa! Peso e cadência consolidados de uma forma muito segura. Ozzy canta um pouco diferente aqui. 2º melhor momento do disco!
12 – Naivete In Black (bônus): rockão pra niguém botar defeito. Os velhinhos entendem do riscado! Boa música pra encerrar o disco!

Após uma audição completa, voltando algumas faixas quando oportuno, e me esforçando para fazer as black-sabbathdistinções necessárias. Conclui que o disco é bom, aliás, muito bom! Pode se tornar clássico? Não sei! Mas eu gostei!

Ressalvo contudo, que a banda perdeu muito com a ausência do mestre Bill Ward. Além do que, andou polindo o trabalho mais do que deveria. As guitarras estão muito limpas, a bateria suavizada, e até o Ozzy, se rasga menos do que faz em sua banda solo. Considero ainda, que, se algumas músicas fossem mais curtas, ganhariam em coesão.
Entretanto, no quesito coerência, o trabalho é 10: considerando-se os aspectos citados na introdução, cujo principal deles é a idade dos músicos, vê-se que tudo está no seu devido lugar. A química e a experiência fez deste Sabbath, um bom vinho envelhecido: nem todos os aspectos do paladar podem dar conta do sabor, mas você sabe, lá no fundo, que está aprimorado! Nota: 9,5!