Economia, Política, sociedade

reflexão# Chomsky e a possibilidade de rompimento com os modelos de democracia.

A estrutura de uma democracia requer a figura de um representante da coletividade na hierarquia do poder. Esta representatividade, contudo, deve existir como condição de a realização para os interesses do povo, que elege o representante por meio do voto. A condição que se impões como o elo entre a representatividade e a coletividade é o instrumento através do qual se realiza a legitimidade apregoada por Chomsky no vídeo que segue.

Todavia, como disse Platão: “… a democracia é “um governo agradável, variegado e desordenado, que provê uma espécie de igualdade tanto ao que é desigual quanto ao que é igual”. Ela é o fruto da demagogia…”

Hoje, a democracia, como sistema predominante na maioria dos países ocidentais, não permite se reestruturar dentro ou fora da lógica capitalista. Nesse sentido, Chomsky é enfático ao dizer: “Eu não vejo como qualquer sistema complexo pode evitar algum tipo de democracia representativa, mas o representante tem que ser responsabilizável, removível, sujeito a vigilância e controle, substituível!”

Referências:

Comportamento, Política, Reflexão

Zeitgeist

O filme que segue é uma boa ilustração de como o capital industrial determina as diretrizes políticas para o sistema econômico-financeiro e, por tabela, para as nossas vidas.
Assumindo o controle das relações entre poder público e privado, o capital chama para si a prerrogativa de fixar tendências comportamentais de acordo os direcionamentos do mercado.
Considerando-se que os modelos de comportamento prevalentes numa sociedade, refletem padrões de consumo, o capital desenvolve formas (indicadores) de captar o nível de submissão do povo às regras do mercado.
Se a indústria excede a produção de dado produto, ela nos diz, de diversos modos, que devemos consumi-lo; se, de outra forma, uma tendência comportamental se apresenta rentável, ela se apropria de tal tendência e passa a produzir produtos para este seguimento.
Ele trabalha permanentemente no desenvolvimento e implantação de ideologias que viabilizem a formação ou abertura de mercados. Dilata conceitos morais e éticos com vistas a flexibilização e/ou quebra dos padrões de comportamento, então, descartados.
Dessa forma, tanto quanto na produção de bens de consumo, o capital atua na formação de consumidores.

dicas de leitura, Política, sociedade

Mídia e manipulação

downloadNoam Chomsky é escritor e professor de linguística. Além de grande pensador, é um dos maiores críticos da política contemporânea.
No livro Mídia – propaganda política e manipulação(1), Chomsky aborda de forma simples e direta como se dão e, em que se baseiam, as relações de poder entre os grupos que o disputam, e o povo.
“Considerando o papel que a mídia ocupa na política contemporânea, somos obrigados a perguntar: em que tipo de mundo e de sociedade queremos viver e, sobretudo, EM QUE ESPÉCIE DE DEMOCRACIA estamos pensando quando desejamos que essa sociedade seja democrática? Permitam que eu comece contrapondo duas concepções diferentes de democracia.
Uma delas considera que uma socieadade democrática é aquela que o povo dispõe de condições de participar de maneira significativa na condução dos assuntos pessoais e na qual os canais de informação são acessíveis e livres.
Se você consultar no dicionário o verbete “democracia” encontrará uma definição parecida com essa.
Outra concepção de democracia é aquela que considera que o povo deve ser impedido de conduzir seus assuntos pessoais e os canais de informação devem ser estreita e rigidamente controlados.
Esta pode parecer uma concepção estranha de domocracia, mas é importante entender que ela é a concepção predominante.”

(1) Chomsky, Noam; Mídia : propaganda política e manipulação; Ed. WMF Martins Fontes, 2013.

Política, sociedade

Há partidarismos nos movimentos de cunho popular?

Desde os momentos finais das eleições 2014, tenho notado que algumas pessoas do meu convívio pessoal e profissional, vem adotando um discurso semelhante quanto a motivação para eleger um presidente de “direita” como é o caso do Sr. Aécio Neves. Dentre os quais:
1) defender a alternância de poder – porque o Brasil (se pender muito para o socialismo) vai ficar igual a Venezuela;

2) porque o socialismo (que socialismo?) é o primeiro passo para a instalação de uma ditadura;

3) porque o comunismo (Comunismo???) é ruim para o país;

4) etc…

Daí, notei que estas pessoas estavam repetindo o mesmo discurso (até em afirmar que já haviam ido a Venezuela). Então, isto passou a se apresentar, para mim, como um discurso padronizado, como algo organizado.
Percebi que eu não me sentia representado por aquele discurso pois nunca tive grandes bens, e sequer saí do país. Então me pareceu claro que se tratava da velha luta de classes de Marx. E que os dois lados estavam lutando pela manutenção de algo que lhes era conveniente.
Dessa forma, concluo que há organização política, partidária, proletária, ou o diabo a quatro, por detrás dessas e de outras manifestações. Todavia, os dois lados se organizam! E claro, alguém orquestra e financia os seus respectivos movimentos.

Política, sociedade

Mobilidade humana: intervenções urbanas que melhoram a vida das pessoas!

1210DOM4310Eu costumo criticar bastante as más práticas de gestão da prefeitura de Fortaleza. Todavia, da mesma forma, costumo elogiar as boas, quando elas acontecem: ainda que, a passos lentos, a prefeitura está aderindo a um modelo mais sustentável de mobilidade humana para a cidade. Já somos uma das capitais onde mais se utiliza a bicicleta como meio de transporte individual. E isso é bom, pois desafoga as vias mais acessadas pelos veículos automotivos. (…) muito há a ser feito, principalmente com relação ao transporte coletivo, que é o meio de transporte utilizado pela maioria das pessoas. No entanto, de uma forma geral, graças às intervenções da turma do pedal, o governo municipal vem tomando medidas básicas, mas que contribuem em muito para uma cidade mais saudável. Louvável!

Disponível em:

:: http://www.opovo.com.br/app/opovo/dom/2014/10/11/noticiasjornaldom,3329702/uma-cidade-modelada-para-as-bicicletas.shtml#.VEJMz30uMEM.facebook

Política

Bastidores da política: o jogo do poder!

A política, em sua essência, é um meio para a equalização dos direitos/deveres, e de distribuição de justiça para os membros de uma comunidade. Entretanto, na forma como é praticada neste país, torna-se um mero instrumento de consecução de poder, desvirtuando-a do seu significado original.

Uma vez que, n552marioneteo Brasil, não é mais possível distinguir o movimento de direita do movimento de esquerda, as más práticas em busca do poder mostram que há um jogo sinistro nos bastidores da política. São práticas legitimadas por mecanismos criados pelos próprios jogadores como forma de autoproteção. Dessa forma, jogando com a legalidade, o jogo sujo tende a se perpetuar!

Não apenas durante o processo eleitoral, mas também durante o mandato dos eleitos, os instrumentos de mídia, que deveriam informar sobre a imagem (formação, méritos, deméritos, etc.) do candidato, ajudam a montar uma imagem idealizada, realçando os méritos ou os deméritos de um, ou de outro – porém – conforme a sua conveniência.

Um outro aspecto do jogo político no Brasil, é a existência de lobby, que nada mais é, do que a pressão explícita e/ou velada de um grupo organizado (empresas, especuladores, etc.), visando interferir diretamente nas decisões do poder público em favor de objetivos próprios.

Muitas vezes essa pressão é feita por grupos que contribuíram (doaram) recursos para a campanhas vencedoras. Nesse caso, trata-se de “investir na campanha” do eleito visando a obtenção dos mais diversos tipos de retorno (aprovação de Leis que favoreçam práticas antiéticas, Licenças Ambientais, abrandamento de sentenças judiciais, etc.).

Economia, Política, sociedade

Uma nova ordem mundial

10477043_865020756860363_8955633615363760632_nOs noticiários não se aprofundam, e nem mesmo explicam o que são os BRICS, o que isto significa para nós, pessoas comuns, e para o mundo. A sigla BRIC, nada mais é do que o letra inicial do nome dos países integrantes do referido bloco econômico. Brasil, Rússia, Índia, China – BRIC.

Todavia, o que isto significa para o mundo? Que relevância tem para a vida prática das pessoas? E para o mundo, tomado em sua porção global?

Abaixo, segue um texto de autoria de Luciano Nascimento e Marcelo Camargo, da Agencia Brasil, bastante elucidativo sobre estas e outras questões:

“Os BRICS estão avançando em direção à América Latina. É o que fica claro nesta quarta-feira 16, quando os presidentes dos cinco países que formam a sigla se encontram, em Brasília, com 11 presidentes latino-americanos que fazem parte da Unasul. Após anunciarem, em Fortaleza, na véspera, a criação do Novo Banco de Desenvolvimento, com capital de US$ 50 bilhões para financiar projetos de infraestrutura em países emergentes, os líderes de Brasil, Rússia, China, Índia e África do Sul foram apresentar os planos para a instituição aos colegas do continente.

Historicamente área de influência dos Estados Unidos, a América Latina experimenta um vácuo de ações de peso da diplomacia americana durante a gestão do presidente Barack Obama. Nesse espaço vazio, os BRICS, agora com um poderoso instrumento financeiro sendo formado, agem para estabelecer novas bases de apoio político.
Oficialmente, o encontro com a Unasul faz parte do segundo e último dia da VI Reunião dos BRICS, iniciada na capital do Ceará. Está descartada a inclusão de outro país na sociedade formada entre os integrantes da sigla, mas os primeiros planos anunciados para o banco de fomento deixam claro que os recursos a serem investidos em obras de infraestrutura, especialmente, não serão dirigidos apenas aos próprios BRICS. Ao contrário, a ideia é atender projetos de diferentes países.
No campo político, a aproximação dos BRICS com a Unasul indica, se não o fim, ao menos uma divisão de influências na América Latina. Os EUA não estão mais sozinhos por aqui.
Com a presença de 16 chefes de Estado, a 6ª Reunião de Cúpula do Brics – Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul – começa o segundo dia de reuniões, no Palácio Itamaraty, em Brasília. Participam das discussões 11 presidentes da América do Sul. Ontem (15), os líderes do Brics anunciaram, em Fortaleza, a criação do Banco de Desenvolvimento do Brics e do fundo de reservas para o bloco.
Os chefes de Estado chegaram ao Palácio Itamaraty, pela entrada privativa, sem acesso aos jornalistas. Às 12h15, a foto oficial foi tirada nos jardins do 3º andar do palácio, e os líderes dos 16 países seguiram para a Sala Portinari, onde ocorrerão os debates. Os jornalistas têm acesso às palavras dos presidentes por televisores nas áreas reservadas à imprensa dentro do edifício. Às 13h30, a presidenta Dilma Rousseff oferecerá um almoço em homenagem aos chefes de Estado no próprio Itamaraty.
À noite, com o fim da 6ª Reunião de Cúpula do Brics, a presidenta Dilma oferecerá um coquetel no Itamaraty aos chefes de Estado e de Governo da América do Sul, do quarteto da Comunidade dos Estados Latinoamericanos e Caribenhos (Celac) e da China, que se reunirão amanhã (17) no Itamaraty.
10502431_865020730193699_6735699626117483916_nO principal avanço do sexto encontro de líderes do bloco foi a criação do Banco de Desenvolvimento do Brics com um capital inicial de US$ 100 bilhões. Os cinco países se comprometeram a reunir, no primeiro momento, um total de US$ 50 bilhões. O dinheiro será usado para financiar projetos dos países-membros.
Mesmo com a saída financeira que vai garantir o andamento de prioridades do bloco, os países do Brics não deixaram de priorizar, na capital cearense, a reivindicação pela reforma do Fundo Monetário Internacional (FMI), para contemplar mais claramente os efeitos das economias emergentes.
Antes de chegar a Brasília, os líderes dos Brics também reiteraram a defesa pela reforma no Conselho de Segurança da ONU, garantindo a participação do Brasil, da Índia e da África do Sul nas decisões internacionais.
Hoje mais cedo, a presidenta Dilma e o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, assinaram três acordos nas áreas de meio ambiente, processamento de dados de satélite e troca de informações sobre cidadãos.

A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, defendeu hoje (16) o fim da pilhagem internacional em matéria financeira. “Acreditamos em uma pátria grande e que é preciso acabar com esse tipo de pilhagem internacional em matéria financeira, que hoje estão querendo fazer contra a Argentina e também vão tentar levar adiante contra outros países”, disse ela, logo após chegar ao hotel em que ficará hospedada em Brasília. A presidenta referia-se a organismos internacionais de crédito que compram dívidas não honradas a preço baixo para depois exigir o pagamento integral. Ela participa hoje, no Itamaraty, da reunião entre o países-membros do Brics e da União de Nações Sul-Americanas (Unasul).
Recebida por um grupo de jovens militantes do PT que a esperavam na porta do hotel, Cristina Kirchner e agradeceu a presença dos militantes. “É muito importante, sobretudo para vocês, que são jovens do presente e do futuro, não permitir que lhes hipotequem a esperança, as ilusões e os sonhos de um país melhor, de uma América do Sul melhor e de um mundo melhor.”
A presidenta argentina destacou que a criação do Novo Banco de Desenvolvimento do Brics e também de um fundo de reservas para o bloco foi um passo importante no desenvolvimento de novas instituições multilaterais. “Hoje [16] vamos dar um passo importante. Ontem [15] deu-se um aqui no Brasil e demos outro com a Unasul, quando constituímos o Banco do Sul. [É importante] que surjam cada vez mais instituições que questionem o funcionamento de organismos multilaterais que, em vez de dar soluções, não fazem mais do que complicar a vida dos povos,” disse Cristina, em referência ao Fundo Monetário Internacional (FMI).
Os representantes do Brics defenderam a implementação de reformas no FMI para modernizar a estrutura de governança do órgão. Ontem, em discurso, a presidenta Dilma Rousseff ressaltou que “as principais instituições de governança econômica e política mundiais têm perdido representatividade e eficácia, ao não se adequarem às realidades políticas e econômicas do mundo de hoje.”
Além dos cinco presidentes e primeiros-ministros do países que compõem o grupo, participam, como convidados da Cúpula do Brics, mandatários de 11 nações sul-americanas, integrantes da Unasul.”

Fonte: https://www.facebook.com/joaootavio.loboneto1