Feito no Brasil, Música

brasil: Almondegas

almondegasAlmôndegas foi uma banda gaúcha da década de 1970, que misturava em suas músicas um regionalismo com pop, criando um estilo próprio. Lançaram seu primeiro LP em 1975, que teve a faixa “Canção da Meia-noite” incluída na trilha na novela Saramandaia, de uma grande rede de televisão. Mesmo iniciando sua carreira no circuito universitário e sendo lançados junto com as sementes do que seria o Rock do Sul, o grupo nunca negou às raízes Rio-grandenses, apesar de ter partido para o Rio de Janeiro em 1977. Em 1979 a banda se desfez deixando um grande legado para música gaúcha, como a música Vento Negro, que se tornou a assinatura da banda.

José Fogaça não era ligado diretamente ao grupo, porém teve uma importante participação compondo canções, como Testamento, que foi a primeira gravação do grupo, assim como o clássico Vento Negro e Porto Alegre Demais, que é quase um hino da cidade. Com o fim da banda, Fogaça entrou na política chegando a Senador e prefeito de Porto Alegre.

almond grupoOs irmãos Kleiton e Kledir foram a maior revelação da banda. Nascidos em Pelotas, começaram a estudar música muito cedo e quando o grupo se dissolveu, os irmãos decidiram prosseguir a carreira em dupla. Em 1980 saiu o primeiro disco da dupla KeK, o sucesso foi imediato e os shows arrastavam multidões por todo Brasil. Lançaram cinco discos (mais um em espanhol), o que lhes rendeu disco de ouro e shows nos Estados Unidos da América, Europa e América Latina. Gravaram em Los Angeles, Nova Iorque, Lisboa, Paris, Miami e Buenos Aires.

Eles trouxeram definitivamente para a cultura brasileira a nova música gaúcha, eternizando um sotaque diferente, uma maneira própria de falar e cantar, com termos até então desconhecidos como “deu pra ti” e “tri legal“. Suas composições foram gravadas por Simone, Nara Leão, MPB4, Caetano Veloso, Xuxa, Fafá de Belém, Nenhum de Nós, Zizi Possi, Ivan Lins, Chitãozinho e Xororó, Zezé di Camargo e Luciano, Belchior, Emilio Santiago e muitos outros.

hqdefault_Pery Souza, que é primo dos irmãos Ramil e foi integrante dos Almondegas, também seguiu carreira solo, lançou seu primeiro LP em 1984, com destaque para a canção Sonho Sideral. Vitor Ramil, irmão mais novo de Kleiton e Kledir, não era dos Almondegas, mas começou sua carreira de cantor e compositor em 1980, com muita influência da banda. Aos 18 anos de idade gravou seu primeiro disco Estrela, Estrela, com as participações das cantoras Zizi Possi e Tetê Espíndola. Em 1987, trocou Porto Alegre pelo Rio de Janeiro, dando continuidade ao seu trabalho na música.

Nos anos 90, afastou-se um pouco dos estúdios para se dedicar a literatura, com a novela Pequod, ficção criada a partir de passagens da infância do autor, de sua relação com o pai, de suas andanças pelo extremo sul do Brasil e pelo Uruguai. Devido à grande repercussão junto à crítica, o artista passou a ocupar-se duplamente: música e literatura. Os Ramil chegam à terceira geração na música: o filho de Vitor, Ian Ramil iniciou sua carreira musical, vencendo o Grammy Latino na categoria melhor álbum de Rock.


Por Neivaldo Araújo

Revisão: Emanuela Fontenele.

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Feito no Brasil, Música

brasil# A Barca do Sol

a barca do solNa primeira metade da década de 1970, surgiu uma febre mundial de bandas de rock progressivo. No Brasil, também apareceram os primeiros grupos do gênero, como o conjunto A Barca do Sol. O grupo iniciou a carreira como banda de apoio do cantor fluminense Pery Reis. Em 1973, seus integrantes (a banda, sem o vocalista, Pery Reis) seguiu em carreira própria e no ano seguinte, lançou seu primeiro álbum, auto intitulado.

Em 1978, os integrantes de A Barca do Sol participam do LP Corra o Risco, que marcou a estréia da cantora Olivia Byington. O disco contém sucessos do grupo, como “Lady Jane“, “Fantasma da Ópera” e “Brilho da Noite” (posteriormente regravados pela cantora), além de canções inéditas que viriam a compor o novo disco do conjunto: “Cavalo Marinho” e “Jardim da Infância“. Em 1979, o grupo lançou o álbum Pirata. Em 1980, a banda fez uma participação especial na faixa “Mais Clara, Mais Crua“, do disco Anjo Vadio, de Olívia Byngton, vindo a dissolver-se em seguida. Apesar do fim da banda em 1981, vários membros continuariam ativos.

a-barca-do-sol-2Entre eles, Nando Carneiro, que em sua carreira solo gravou os álbuns Violão (lançado na Europa em 1991), Mantra Brasil e Topázio. Participou da gravação dos discos O Balão e a Vida, Sementes no ar e Passional, da atriz Beth Goulart, com quem foi casado, e em parceria com John Neschling compôs a trilha sonora do filme O Beijo da Mulher Aranha.

O poeta e roteirista mineiro Geraldo Carneiro, irmão de Nando, participou do grupo compondo várias canções, e seguiu sua carreira letrista buscando novos parceiros. Como roteirista, um dos seus trabalhos mais conhecidos é a adaptação da minissérie O Sorriso do Lagarto, exibida por uma grande Rede de TV em 1991, baseada no romance homônimo de João Ubaldo Ribeiro.

A Barca do Sol, Uma aula de criatividade - Música 1976-12Egberto Gismonti, que também chegou a tocar com o grupo A Barca do Sol, se tornaria um dos mais respeitados artistas de música instrumental, porém a dificuldade em encontrar gravadoras para seu estilo o levou a procurar refúgio em selos europeus, pelos quais lançou vários álbuns pelas décadas seguintes. É de sua autoria com Geraldo Carneiro a canção “Mais Clara, Mais Crua” gravada por Olivia Byngton, cuja versão instrumental gravada por Egberto ganhou o título Palhaço, tornando-se uma das músicas mais conhecidas do seu repertorio.

Outro grande nome da música instrumental brasileira oriundo da banda A Barca do Sol, foi Jaques Morelenbaum. Vindo de uma família de músicos, é filho do maestro Henrique Morelenbaum e da professora de piano Sarah Morelenbaum, irmão de Lucia, clarinetista da Orquestra Sinfônica Brasileira, e de Eduardo, maestro, arranjador e instrumentista, e casado com a cantora Paula Morelenbaum.

Como violoncelista, arranjador, maestro e produtor musical atuou ao lado de Tom Jobim e Caetano Veloso. Como arranjador, atuou em trabalhos de artistas internacionais, como o grupo Madredeus, a cantora portuguesa Dulce Pontes, o compositor norte-americano David Byrne e a cabo-verdiana Cesária Évora, entre outros.


Por Neivaldo Araújo

Revisão: Emanuela Fontenele.

Feito no Brasil, Música

brasil# Manuel, o Audaz!

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Entre as diversas canções deixadas pelo falecido letrista Fernando Brant, considero uma especial: Manuel, o Audaz. Como a maioria das canções do Clube da Esquina, é uma música que fala de coisas simples, do cotidiano dos seus membros, sendo Manuel Audaz o nome carinhoso dado ao Jeep Land Lover modelo 51 que pertencia a Fernando. Tal título certa vez foi chamado de estranho pelo ex-apresentador do Fantástico, Cid Moreira.

Do veículo criaram-se muitas histórias – a grande maioria, lendas – como, por exemplo, que o veículo costumava descer sozinho as ladeiras de Belo Horizonte. Verdade ou não, certeza que o Jeep amarelou inúmeras vezes, como diz a letra da canção, viajou em estradas de terra batida, conduzindo o grupo ao interior de Minas, em busca de inspiração nas cidades históricas e montanhas mineiras, de onde nasceram várias canções.

Fernando Brant tinha como seu parceiro constante Milton Nascimento. Juntos escreveram diversos sucessos como Travessia (a primeira canção da dupla), Canção da América, Nos Bailes da Vida, San Vicente, entre outros. Porém, quem fez a melodia para a música foi o guitarrista Toninho Horta, também membro do Clube da Esquina. Já vi diversos blogs na internet citando como gravação original da canção o registro do LP de Toninho Horta lançado em 1980. Essa versão foi gravada em dueto com Lô Borges, e termina com um longo e maravilhoso solo de Toninho Horta.

Porém, esta não foi a gravação original. A primeira versão que conheço da canção é de 1973, lançada em disco coletivo. Além de Toninho Horta, no disco também está presente Beto Guedes que, assim como Toninho, era um estreante em discos (e futuro astro do movimento Clube da Esquina); o pernambucano Novelli, que seguiu carreira como musico de estúdio e Danilo Caymmi – o caçula do mestre Dorival. A gravação é bem intimista se comparada com a versão lançada em 1980, que além de ser a primeira versão que eu conheço, também é minha favorita. Na época do vinil, esse disco era uma raridade, talvez por isso essa versão seja pouco conhecida.

A canção foi gravada em 1981 pela cantora paraense Jane Duboc, que na época estava iniciando sua carreira. O próprio Toninho Horta voltaria a gravar a canção outras vezes. Destas versões, merece destaque a gravação do LP Moonstone lançado em 1989, quase no fim da era do vinil, registrada com o título Eternal Youth (Toninho lança muitos álbuns no mercado estrangeiro) de maneira instrumental. A beleza da gravação consegue superar a ausência da bela letra de Fernando Brant. A música pode ser encontrada também em diversas coletâneas lançadas em tributo ao Clube da Esquina.

Na década de 90, com produção de Nestor Sant’anna e com roteiro do próprio Fernando Brant, foi encenado o espetáculo Manuel, o Audaz. Eram quarenta pessoas e duas pessoas diretamente envolvidas na produção e o período de preparação durou dez meses. No palco, um elenco de 17 cantores, atores e dançarinos contavam a história do Jeep que conduzia pelas estradas de Minas jovens músicos e poetas sufocados pelas restrições de um tempo sem liberdade. As cenas eram costuradas por belíssimos textos de Fernando e o espetáculo resultou no CD Fernando Brant 30 Anos de Travessia. No disco, a música Manuel, o Audaz é interpretada por Tadeu Franco.


Por Neilvado Araújo

Feito no Brasil, Música

brasil# Os Borges

A amizade da família Borges com Milton Nascimento foi fundamental para criação do movimento musical Clube da Esquina, na época a família morava no edifício Levy no centro de Belo Horizonte, no mesmo prédio morava Milton Nascimento recém chegado de Três Pontas, cidade que foi criado. As cantorias que ocorriam no prédio aproximou Milton dos Borges. Entretanto, logo depois a família se mudaria para o bairro de Santa Tereza, na nova residência a amizade continuaria, e com ela, surgiriam as primeiras composições. Pelo habito de tocar na rua, o grupo receberia definitivamente o nome de Clube da Esquina.

O pai, Salomão, era jornalista e chegou compor algumas canções com os filhos, entre os irmão Marilton o mais velho, apesar de não ter seguido a carreira de artista, era um nome conhecido no meio musical de Belo Horizonte, antes mesmo de Milton gravar a musica Clube da Esquina, Marilton já a tocava em bares de BH onde costumava se apresentar.

Salomão Filho, conhecido como Lô Borges, a estrela da família, iniciou a carreira no disco Clube da Esquina lançando em parceria com Milton Nascimento, com apenas 18 anos. Suas canções como “Girassol da cor do seu cabelo”, “Tudo que você pode ser”, “Paisagem na Janela“, foram fundamentais para o sucesso do disco e a afirmação daquela nova maneira de fazer musica.

Como compositor, teve suas canções gravadas por grandes intérpretes da MPB como Milton Nascimento, Simone, Nana Caymmi, Gal Costa, Elba Ramalho, Elis Regina, Ney Matogrosso, Boca Livre, e Tom Jobim, entre outros.

Marcio Borges é outro nome da família de grande importância para o movimento,. letrista inspirado e autor de varias canções com o irmão Lô e Milton. Foi por incentivo do amigo Márcio que Milton começou a compor, portanto Marcio Borges foi o primeiro parceiro de Milton Nascimento, em canções como “Gira, Girou”, “Tarde” e “Vera Cruz”. Já nos anos 2000 a musica “Quem sabe isso que dizer amor” da dupla Lô e Marcio Borges fez grande sucesso, gravada por Milton Nascimento e depois, também, por outros artistas. Marcio também escreveu um livro contando a historia do movimento.

Solange Borges é uma das poucas irmãs da família Borges que atuou de maneira direta na área musical, fez duas participações importantes no disco “Equatorial“, do irmão Lô, cantando Clube da Esquina n° 2 e Vento de Maio. Lançou seu disco “Bom dia Universo” em 1984, todavia, não deu continuidade ao seu trabalho.

O irmão caçula Telo Borges que época do Clube ainda era criança, revelou-se também um compositor afinado com canções como “O Poder Magico”, “Vento de Maio” e “Voa Bicho”, que virou tema de novela.

Em 1980 a família lançou um LP com composições de quase todos os irmãos, com participações especiais do eterno amigo Milton, Elis Regina e Gonzaguinha. O disco não chegou ser um sucesso, mas é um belo registro de uma família que representou uma geração brilhante.


Por Neilvado Araújo

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brasil# Os Menestréis

Por Neivaldo Araújo

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montenegroAo assistir um musical de Oswaldo Montenegro, onde os atores tocavam ao vivo no palco, o critico teatral Yan Michalski em sua crítica definiu o grupo como os novos menestréis. Oswaldo gostou tanto da definição que resolveu adotar o termo, passando inclusive, a utilizá-lo bastante em várias de suas letras. Oswaldo Montenegro, é carioca, porem iniciou sua carreira em Brasília na década de 1970, deslanchou sua carreira depois de vencer o Festival MPB Shell transmitido para os brasileiros por uma grande rede de TV em 1980. Depois lançou diversos sucessos como Bandolins (seu maior hit), Lua e Flor, Intuição e tantos outros.

10Mas quem são os outros menestréis do grupo de Oswaldo? Destacam-se José Alexandre, que conheceu Oswaldo através de amigo comum na cena musical de Brasília. Havendo visto potencial em , o convidou para fazer um dueto no festival da extinta Rede Tupi em 1979, cantando Bandolins. A musica não venceu, mas tornou-se um grande sucesso, com direito a clipe no Fantástico. Acabou abrindo as portas para que José Alexandre gravasse seu primeiro LP em 1981. No repertorio diversas canções do compadre Oswaldo. […] José abandonou definidamente a faculdade de engenheiro, para seguir na música cantando com menestréis. Em 1999 lançou o CD “Zé Alexandre Ao vivo” e em 2006, “Olhar Diferente“. Participa de diversos festivais por todo o país, onde já tem nome certo e prestigiado, continua lotando os bares e shows onde é sempre convidado.

D_Q_NP_673711-MLB20605025721_022016-QOutro menestrel, é Mongol, que, Assim como José Alexandre e Oswaldo, era ligado ao teatro e à música de Brasília. Depois de algumas peças juntos nascia uma grande amizade. É de sua autoria a musica Agonia que daria o grande salto na carreira de Oswaldo. Fizeram várias músicas juntos, inclusive um dos mais recentes sucessos de Oswaldo, Estrada Nova. Em 1997 Mongol torna-se líder, cantor e compositor da banda Akundum (Reggae). Com o referido grupo já gravou CDs e fez apresentações em programas de televisão, convidado pela internacional Inner Circle, Mongol passou uma temporada em Miami, onde teve a oportunidade de fazer uma turnê como banda de abertura.

07Porem, ninguém melhor personifica o clima de longanimidade e amizade entre os menestréis, como Madalena Salles. Instrumentista que acompanha Oswaldo praticamente desde o início de sua carreira, tocava flauta na orquestra de Brasília, quando conheceu Oswaldo. Este a convidou para acompanhar sua banda num show no Rio de Janeiro, mas, acabou mesmo a levando para seguir carreira teatro-musical. Seguiram-se diversos espetáculos musicais como “A Dança dos Signos“, “Léo e Bia” “A Aldeia dos Ventos“, “Os Menestréis“. Para a amiga Oswaldo escreveu diversas canções como “Brilho” e “O Azul e o Tempo”. Madalena ficou conhecida como a menina da flauta.


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brasil# Ingroove – Ok!

ingroove1Banda que está na ativa desde 2010 cujas influências vão na linha de djavan, lenine, joão bosco, jorge vercillo, Los Hermanos, etc. O gênero é algo que pode ser situado entre Soul, Funky, groove, pop e MPB com forte apelo para tocar no rádio. A banda é oriunda de Iguatu/Acopiara, cidades do interior do estado do Ceará, e atualmente é formada por Helinho Gomes [Voz e Teclados], Léo Lima [Voz, violão e guitarra], Welkinay Lima [Baixo], Sussu Mendonça [Bateria] e Paulo Cascavel [Acordeom]. Tem dois disco na bagagem: o primeiro intitulado  simplesmente “Ao vivo e Ponto” e o segundo, que atende pelo singelo nome de 18057719_1521505614555911_7185038728196954316_n“Ok!”, ambos lançados de forma independente. Quanto a este último, musicalmente os material é bom! As composições têm arranjos de muito bom gosto e mostra músicos em sintonia com a modernidade. Diria mesmo que, com melhores condições técnicas a banda realizaria mais amplamente o seu verdadeiro potencial. Entretanto, como pontos a desenvolver destaco a elaboração das letras, que são demasiado românticas, e o vocal, que necessita de um pouco mais de amadurecimento. No geral, o lançamento do álbum “Ok!” consiste de um trabalho importante para a construção da identidade da banda. E certamente tem potencial para agradar muita gente.

Referências:

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brasil# Chico Pio lança disco novo!

Aproveitando o lançamento do seu novo disco, “bonito pra chover”, como convidado de Mimi Rocha, vamos relembrar um pouco a história desse talentoso artista.

Chico Pio nasceu na Parnaíba, filho de pais cearenses. Mudou para Fortaleza aos 14 anos, logo dando início a sua carreira musical. Em 1975, fez shows em bares e teatros no Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais. Teve músicas registradas por Lúcio Ricardo, Ângela Linhares, Paulo Rossglow e Zé Ramalho.

18582225_1398188470240958_7528847539414538209_nAlém do Massafeira que cantou “O que foi que você viu?” uma parceria com Stélio Valle e Nertan Alencar, participou de muitos festivais, conquistando o 1º lugar no “Festival Universitário” (Rio de Janeiro-1977) e “Festival do BNB” (Fortaleza-1980), sendo também premiado no “Crédimus da Canção” (Fortaleza-1980) “Rádio Jornal O Povo” (Fortaleza-1981), “Chama” (Crato-1994), “Canta Nordeste” (Fortaleza-1996) e quatro vezes no “Verão Musical” (Camocim-1989/91/92/99).

Alguns de seus parceiros musicais: Nertan Moreno, Soares Brandão, Luciano Cléver, Alano Freitas, Neudo Figueiredo, Dunga Odakam, Olímpio Rocha, Eugênio Leandro, Ubaldo Sólon, Ricardo Bezerra, Marcelo Serpa, Capinan, Manassés de Sousa, Totonho Laprovitera e Fausto Nilo.

Chico Pio tem três CD’s gravados: Chico Pio (1995), Marca Carmim (1997) em parceria com Luciano Cléver e Beira do Mundo (1999).

Referência: