Arte, Curiosidades, dicas de leitura

1922

Tal como 1976, um ano, marcante para a humanidade em muitos aspectos. A politica, a economia e sobretudo as artes assinalaram ali, marcos estruturais, como nos contam os registros literários da época:

Capa_Constelacao de genios.indd“Quando publicado na Inglaterra há dois anos, Constelação de Gênios mereceu crítica do também escritor Will Self. “O livro se distancia do senso comum sendo ao mesmo tempo insanamente simples de ler. Na verdade, acho que não é nenhum desserviço a Jackson dizer que este livro é aquilo que o modernismo procurava: “um caminho para o seu labirinto simbólico“, observou ele, em texto publicado no The Guardian.


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Ulisses e A Terra Devastada tornaram-se, de fato, os ápices da literatura modernista. O primeiro – publicado em uma data palíndroma, 2/2/22 – revolucionou a forma e a estrutura do romance, influenciando decisivamente o desenvolvimento da “corrente [ou fluxo] da consciência” e impulsionando a linguagem e as experiências downloadlinguísticas aos limites da comunicação. Já o poema de Elliot, em seus 400 versos, é muitas vezes lido como uma alegoria à desilusão experimentada pela geração pós-guerra. “Ulisses documenta um distanciamento da fé; [enquant0] A Terra Devastada, um desejo passional e atormentado por redenção“, observa Jackson. “Foram os primeiros grandes escritos a avaliar o mundo depois do final da 1ª Guerra Mundial.”

913171._UY200_O pesquisador lembra que 1922 foi marcante também pelo lançamento de Sodoma e Gomorra, um dos últimos volumes de Em Busca do Tempo Perdido, monumental obra de Marcel Proust, que morreria em novembro, aos 51 anos, e de Tractatus Logico-Philosophicus, na qual o jovem matemático austríaco Ludwig Wittgenstein (1889-1951) vislumbrava uma lógica com contradições, diferente da versão ortodoxa – e essa foi uma abertura fundamental para o conceito de “paraconsistência”.

Veja outros momentos marcantes que tornaram 1922 um ano especial:

Louis Armstrong

LS_ LOUIS ARMSTRONG.JPGPara Jackson, o dia 8 de agosto foi possivelmente o mais importante da história do jazz. Naquela data, o jovem cornetista de 21 anos chegou a Chicago (vindo de Nova Orleans), onde gravaria seus primeiros álbuns e se destacaria como um inovador da música, tornando-se um dos primeiros solistas desse gênero – historiadores atestam que Armstrong era capaz de atingir nada menos que 200 notas mi. Segundo um de seus biógrafos, “dentro de poucos anos, uma geração de músicos de jazz, negros e brancos, construiriam carreiras inteiras sobre o nosso estilo de jazz que Louis começou a forjar em Chicago no final de 1922”.

Alfred Hitchcock

Em março, o jovem inglês virgem e rechonchudo estreou como diretor com uma comédia em curta-metragem, Mrs. Peabody ou Número 13. A falta de financiamento impediu sua conclusão e quase todos os rolos de filme foram destruídos, restando apenas algumas imagens. A experiência, no entanto, forjou um cineasta que se acostumou a respeitar orçamentos e a criar obras geniais.

Alcance do rádio

A capa do Saturday Evening Post de maio trouxe o quadro Casal Idoso Escutando Rádio, de Norman Rockwell. A pintura, que se tornaria uma das mais famosas imagens do artista acerca da [do estilo de] vida norte-americana em uma pequena cidade, é indicação de que o rádio havia rapidamente se tornado parte essencial da rotina diária de milhões de pessoas.

Dalí, Buñuel e Lorca

Em setembro, o artista catalão Salvador Dalí, de 18 anos, ingressou na Escola Especial de Pintura, Escultura e Gravura. E, como aluno, teve direito a viver em uma das mais extraordinárias instituições de Madri, a Residencia de Estudiantes, conhecida popularmente como Resi. Foi ali que cultivou amizades apaixonadas com outros dois jovens que se tornariam as figuras mais celebradas da moderna cultura espanhola: o poeta Federico García Lorca e o cineasta Luis Buñuel.

Bauhaus

Em julho, a tradicional escola alemã fundada pelo arquiteto Walter Gropius, em 1919, anunciou a contratação do pintor russo Wassily Kandinsky. Estudo, organização, muito rigor e também aplicação estavam na base do projeto que vinculava arte, indústria e academia. Com isso, a Bauhaus tornou-se a grande escola moderna de arquitetura e design. Outros professores que lá passaram foram Paul Klee e Piet Mondrian. A escola é fechada em 1933, após uma série de perseguições por parte do governo nazista.

Charles Chaplin

Com Dia de Pagamento, lançado em abril, o roteirista, ator e diretor Charles Chaplin se despedia do formato de curta-metragem. Ele já filmara um longa no ano anterior, O Garoto, mas, em 1922, decidiu dar uma virada na carreira, preparando, no final do ano, a produção de Casamento ou Luxo, iniciando uma sequência de clássicos inquestionáveis – Em Busca do Ouro, O Circo, Luzes na Cidade e Tempos Modernos.

Walt Disney

No final de julho, Walt Disney lançou sua primeira animação, Chapeuzinho Vermelho. Durava apenas 6 minutos, era em preto e branco e sem som. Um império estava nascendo.

Dashiell Hammett

A edição de outubro da revista de H. L. Mencken, The Smart Set, publicou um conto bem curto (apenas um parágrafo) intitulado The Parthian Shot (Um Brusco Adeus). Foi o primeiro trabalho publicado de Dashiell Hammett, ex-detetive que logo se tornaria um dos principais escritores de novela policial, assinando obras como O Falcão Maltês, Seara Vermelha e A Chave de Vidro.”

Fonte: Diário do Grande ABC

Curiosidades

Patativa do Assaré: o poeta do sertão

 Antônio Gonçalves da Silva, dito Patativa do Assaré, nasceu a 5 de março de 1909 na Serra de Santana, pequena propriedade rural, no município de Assaré, no Sul do Ceará. É o segundo filho de Pedro Gonçalves da Silva e Maria Pereira da Silva. Foi casado com D. Belinha, de cujo consórcio nasceram nove filhos. Publicou Inspiração Nordestina, em 1956, Cantos de Patativa, em 1966. Em 1970, Figueiredo Filho publicou seus poemas comentados Patativa do Assaré. Tem inúmeros folhetos de cordel e poemas publicados em revistas e jornais. Está sendo estudado na Sorbonne, na cadeira da Literatura Popular Universal, sob a regência do Professor Raymond Cantel. Patativa do Assaré era unanimidade no papel de poeta mais popular do Brasil. Para chegar onde chegou, tinha uma receita prosaica: dizia que para ser poeta não era preciso ser professor. ‘Basta, no mês dPatativa do Assaré 1e maio, recolher um poema em cada flor brotada nas árvores do seu sertão’, declamava.
Cresceu ouvindo histórias, os ponteios da viola e folhetos de cordel. Em pouco tempo, a fama de menino violeiro se espalhou. Com oito anos trocou uma ovelha do pai por uma viola. Dez anos depois, viajou para o Pará e enfrentou muita
peleja com cantadores. Quando voltou, estava consagrado: era o Patativa do Assaré. Nessa época os poetas populares vicejavam e muitos eram chamados de ‘patativas’ porque viviam cantando versos. Ele era apenas um deles. Para ser melhor identificado, adotou o nome de sua cidade.

Filho de pequenos proprietários rurais, Patativa, nascido Antônio Gonçalves da Silva em Assaré, a 490 quilômetros de Fortaleza, inspirou músicos da velha e da nova geração e rendeu livros, biografias, estudos em universidades estrangeiras e peças de teatro. Também pudera. Ninguém soube tão bem
cantar em verso e prosa os contrastes do sertão nordestino e a beleza de sua natureza. Talvez por isso, Patativa ainda influencie a arte feita hoje. O grupo pernambucano da nova geração ‘Cordel do Fogo Encantado’ bebe na fonte do poeta para compor suas letras. Luiz Gonzaga gravou muitas músicas dele, entre elas a que lançou Patativa comercialmente, ‘A triste partida’. Há até quem compare as rimas e maneira de descrever as diferenças sociais do Brasil com as massaré001úsicas do rapper carioca Gabriel Pensador. No teatro, sua vida foi tema da peça infantil ‘Patativa do Assaré – o cearense do século’, de Gilmar de Carvalho, e seu poema ‘Meu querido jumento’, do espetáculo de mesmo nome de Amir Haddad. Sobre sua vida, a obra mais recente é ‘Poeta do Povo – Vida e obra de Patativa do Assaré’ (Ed. CPC-Umes/2000), ass
inada pelo jornalista e pesquisador Assis Angelo, que reúne, além de obras inéditas, um ensaio fotográfico e um CD.
Como todo bom sertanejo, Patativa começou a trabalhar duro na enxada ainda menino, mesmo tendo perdido um olho aos 4 anos. No livro ‘Cante lá que eu canto cá’, o poeta dizia que no sertão enfrentava a fome, a dor e a miséria, e que para ‘ser poeta de vera é preciso ter sofrimento’.
Patativa só passou seis meses na escola. Isso não o impediu de ser Doutor Honoris Causa de pelo menos três universidades. Não teve estudo, mas discutia com maestria a arte de versejar. Desde os 91 anos de idade com a saúde abalada por uma queda e a memória começando a faltar, Patativa dizia que não escrevia mais porque, ao longo de sua vida, ‘já disse tudo que tinha de dizer’. Patativa morreu em 08 de julho de 2002 na cidade que lhe emprestava o nome.

:: Patativa faleceu em 8 de julho de 2002.

Livros
· Inspiração Nordestina – 1956
· Inspiração Nordestina: Cantos do Patativa -1967
· Cante Lá que Eu Canto Cá – 1978
· Ispinho e Fulô – 1988
· Balceiro. Patativa e Outros Poetas de Assaré – 1991
· Cordéis – 1993
· Aqui Tem Coisa – 1994
· Biblioteca de Cordel: Patativa do Assaré – 2000
· Balceiro 2. Patativa e Outros Poetas de Assaré – 2001
· Ao pé da mesa – 2001

Poemas mais conhecidos
· A Triste Partida
· Cante Lá que eu Canto Cá
· Coisas do Rio de Janeiro
· Meu Protesto
· Mote/Glosas
· Peixe
· O Poeta da Roça
· Apelo dum Agricultor
· Se Existe Inferno
· Vaca estrela e Boi Fubá
· Você e Lembra?
· Vou Vorá

Fontes:
Tanto.Com
SuaPesquisa.Com

 

Curiosidades, Música

Where Did You Sleep Last Night?

Em 1994, o Nirvana lança o seu primeiro disco Ao Vivo, o MTV Unplugged. Uma performance que rendeu à banda o 1º lugar na Billboard 200 daquele ano, tendo ainda, a colocado em primeira posição em vários outros países.

Algumas curiosidade sobre o álbum giram em torno do repertório, que privilegiou as canções menos conhecidas da banda.

A surpresa ficou por conta de “Where Did You Sleep Last Night” (Leadbelly), que conferiu à banda “grunge” alguma versatilidade e, mostrou com isso, que o grupo andou tomando uns goles na fonte do tradicional blues americano!

O trabalho conta, ainda, com ótimas execuções para as canções de The Vaselines, “Jesus Wants Me for a Sunbeam”; David Bowie, “The Man Who Sold The World”; Meat Puppets, “Plateau”, “Oh, Me” e “Lake of Fire”.