Blues, Música

domingoblues# Stevie Ray Vaughan

Por Neivaldo Araújo

Nascido em 03/10/54 (Dallas), Stephen “Stevie” Ray Vaughan, se mudou para Austin com 17 anos, quando iniciou sua carreira musical.

Importante figura do blues, um estilo musical caracterizado pelo swing e pela fusão do blues com o rock, o qual alguém chamou de “Texas Blues“. Tornou-se um dos principais músicos do blues, com diversos álbuns lançados e uma carreira brilhante.

img_0.jpgNo início de sua carreira fazia apresentações na banda de seu irmão Jimmie Vaughan, a princípio tocando o contra-baixo, apenas para ter a oportunidade de tocar em uma banda, que era seu desejo na época. Com a experiência adquirida, assumiu a guitarra definitivamente e após tocar em uma série de bandas, formou o conjunto de blues, Country e rock chamado Double Trouble com o baterista Chris Layton e o baixista Jackie Newhouse no final dos anos 70.

Tommy Shannon substituiu Newhouse em 1981, no início conhecido apenas localmente, Vaughan atraiu a atenção de David Bowie e Jackson Browne, gravando em álbuns de ambos. O primeiro contato de Bowie com Vaughan havia sido no Montreux Jazz Festival. Bowie lançou Vaughan em seu álbum “Let’s Dance” na canção com o mesmo nome e também na canção “China Girl“.

O álbum de estréia do Stevie Ray Vaughan e Double Trouble foi lançado em 1983. O aclamado pela crítica, Texas Flood lançou o sucesso “Pride and Joy” e vendeu bem tanto nos círculos de blues como de rock. Os álbuns seguintes, “Couldn’t Stand the Weather” (1984) e “Soul to Soul” (1985), vivenciaram quase o mesmo sucesso dos discos anteriores.

O vício em drogas e o alcoolismo levaram Vaughan a ter um colapso durante sua turnê em 1986. Passou por um processo de reabilitação na Georgia um ano mais tarde. Após seu retorno, Vaughan gravou “In Step” (1989), outro disco aclamado pela crítica que ganhou um Grammy pela melhor gravação de Blues Rock, foi indicado a doze Grammys, vencendo seis; em 2000,

Vaughan morrreu tragicamente na manhã do dia 27 de agosto de 1990, ele morreu em um acidente de helicóptero, que seguia para uma apresentação no Alpine Valley Music Theater, onde na tarde anterior se apresentara junto com Robert Cray, Buddy Guy, Eric Clapton e seu irmão mais velho Jimmie Vaughan.

Quatro helicópteros estavam a disposição dos músicos, e Stevie encontrou um lugar vazio em um helicóptero com alguns membros da equipe de Clapton, e decidiu embarcar. Em consequência do céu extremamente nublado e da forte névoa, o helicóptero de Stevie virou para o lado errado e foi de encontro com uma pista artificial de ski. Não houve sobreviventes, Stevie Ray Vaughan foi enterrado no Laurel Land Memorial Park,em Dallas, no Texas.

Blues, Música

domingoblues# Beth Hart – Fire on the Floor

13906657_1410133339003227_2093218571253830164_nCantora e compositora norte-americana originária de Los Angeles, com oito álbuns na bagagem (sendo um desses ao vivo). Tem apenas 41 anos, e seu maior sucesso aconteceu em 1999, com o single “L.A. Song (Out Of This Town)“, que chegou ao Top 5 da parada americana. Com o sucesso veio a pressão, vício em drogas, necessidade de internação em clínicas e uma carreira promissora parecia indo para o ralo… Aos poucos, ela se recuperou: se livrou do vício, voltou a gravar álbuns e excursionar, pavimentando uma base de fãs (chegou a gravar uma canção com Slash para seu álbum solo; o guitarrista retribuiu o favor em um álbum da cantora). Até que ela conheceu Joe Bonamassa e eles resolveram gravar juntos um álbum de covers. A carreira da cantora deu uma guinada, com o sucesso deste disco (chegou na posição de número 22 na parada inglesa). O disco novo representa um grande momento criativo para a artista, que tem disparando álbuns aclamados junto aos maiores nomes da música e agitando as noites americanas com sua voz agre-doce. Pode-se dizer que com o novo disco Beth Hart está em chamas. Fire on the Floor trás canções assentadas na base do Blues com influências jazzísticas, capazes de agitar e de emocionar aos mais incautos. Sem mais delongas, aprecie!


Referências:

 

Blues, Música

domingoblues# Gregg Allman

Domingo blues em dose duple para homenagear Gregg Allman em virtude de seu falecimento neste sábado, 27/05/17. Não falaremos de sua obra, nem das possíveis causa de sua morte. Apenas ouviremos sua música.

Blues, Música

domingoblues# Ana Popovic – Unconditional.

CD 12 pg Insert PosterO mundo do blues moderno tem sua parcela de artistas que se destacam em algumas áreas, mas ficam devendo em outras. Por exemplo, alguém que se destaca como guitarrista pode ser meramente adequado como cantor. Ou, alguém que se destaca como um compositor pode ser apenas um cantor mediano e nem tocar muito bem o seu instrumento. Justamente por isso Ana Popovic representa uma tripla ameaça a estes artistas: ela é excelente como cantora, como guitarrista e como compositora. E sua força em todas essas áreas é evidente no disco “Unconditional”. Natural de Belgrado, na Sérvia (antiga Belgrado, Iugoslávia), Ana recebeu influência de muitos artistas. Isso lhe permite transitar por entre estilos e brincar com seu instrumento, como na intensa “Slideshow”, na qual, literalmente rasga sua guitarra através das notas, e mostra o quão talentosa ela é. Outros destaques do disco são a quase hard rock “Count Me In” e “Voodoo Woman”. Ao mesmo tempo, o amor de Ana pelo “soul” se mostra em “Your Love Ain’t Real,”, “Reset Rewind” e ana_home4 (1)2-2“Summer Rain”. Ela é orientada para o blues, mas nunca fez segredo sobre sua paixão pelo rock, soul e jazz. E falando em jazz, ela nos dá uma surpresa muito agradável em uma performance ardente de Nat Adderley “Work Song”. O estilo de Adderley tem sido freqüentemente interpretado como soul-jazz / bebop instrumental, mas, adicionada da letra de Oscar Brown Junior, recebeu diversas interpretações por artistas de jazz. Nesse sentido, a versão de Ana é incomum porque é executada numa linha mais hard, mas, não sem uma consciência jazzística. Aqueles que acompanharam os lançamentos anteriores certamente dirão que o estilo clássico de Ana está mantido em “Unconditional”. Um Belo disco, realmente!

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Referências:

Blues, Música, Rock/Metal

rock# As musas dos ídolos

Por Neivaldo Araújo. [exceto Janis Joplin, por Ricardo Cunha]

Houve um tempo em que todo grande roqueiro tinha uma musa, com ela badalava no Jet Set e para ela escrevia lindas canções.

jeggerDizer qual foi a beldade mais bonita que Mike Jagger namorou não é fácil, todas são lindas. De Bianca Jagger a Luciana Gimenez, mas acho que a beleza da inglesa Marianne Faithful era perfeita. Com o fim do namoro com Jagger, ela tentou uma carreira de cantora, até conseguiu algum sucesso, mas entrou no mundo das drogas, tornando-se viciada, e apesar de linda, caiu no esquecimento.

jerryNos anos 50, Jerry Lee Lewis, era um astro em ascensão, no começo do rock suas apresentações explosivas, sempre atraiam um grande público. Lewis se apaixonou por sua prima Myra Gale Brown de apenas 13 anos e fazia questão de aparecer com ela em todos os eventos; a sociedade estava mudando, mas nem tanto, isso foi suficiente para os fã deixaram de ir a seus shows, comprar seus discos, assim o astro caiu no ostracismo.

macTodos sabem que Paul McCartney era apaixonado por sua esposa Linda, que faleceu de câncer em 1998, Antes de Linda Paul teve outro grande amor, Jane Asher, assim como os Beatles, no começo dos anos 60, estava começando sua carreira como atriz. Paul chegou a morar na casa dela, era um casal muito querido nas terras da rainha, mas aí apareceu uma americana no meio do caminho, que não acabou apenas o noivado, mas também com a carreira de Jane, que hoje está casada e é uma boa dona de casa inglesa.

lenonOutro casal muito conhecido no mundo da musica é John Lennon e Yoko Ono e por mais que a impressa da época e seus fãs dissessem que ela era feia mais ele gostava, e se tornava dependente dela, apesar da bela história de amor, o casal entrou em crise no começo dos anos 70 e veio a separação. Lennon para compensar suas mágoas procurou outra asiática May Pang, o namoro foi rápido e Lennon indelicadamente definiu como um fim de semana perdido e voltou para Yoko.

ha_rry-2Ainda falando dos Beatles, um dos casos mais curiosos foi esse trio amoroso: George Harrison conheceu, se apaixonou e logo casou com a modelo Pattie Boyd, apesar da fama, o casal não resistiu, Pattie, logo após a separação, casou com outro astro, Eric Clapton e amigo do beatle, Harrison, por sua vez, não ficou ressentido e até desejou felicidade ao casal. Há quem diga que Something de George Harrison e Wonderful Tonight de Eric Clapton são dedicadas a ela.

brianMas nem tudo no amor são flores, muitas musas foram associadas ao declínio e até à morte dos astros. Para muita gente, a misteriosa morte por afogamento de Brian Jones, guitarrista e fundador dos Rolling Stones, foi, na verdade, um assassinato de sua namorada Anna Wohlin, que jura que foi apenas uma conspiração.

hendrixOutro grande astro que morreu praticamente nos braços da namorada foi Jimi Hendrix. Monika Dannemann foi a primeira pessoa que o encontrou em seu quarto após uma overdose que o levaria a morte, para muitos fãs ela demorou a pedir socorro. “Sabe-se que o músico passou boa parte do dia 17 com Monika Dannemann, uma patinadora alemã que, depois da morte de Hendrix, namorou o guitarrista do Scorpions, Uli John Roth. Foi Monika quem encontrou Hendrix desacordado em seu apartamento e chamou uma ambulância às 11h18. A conclusão do exame post-mortem foi de que ele morreu asfixiado no próprio vômito intoxicado por barbitúricos. Por falta de evidências, o exame não pôde determinar se o caso foi um suicídio ou não. Monika sempre afirmou que isso só aconteceu porque Hendrix havia tomado nove comprimidos do seu Vesparax, remédio sonífero que ela tinha com prescrição médica. Essa quantidade seria 18 vezes a dosagem recomendada.” [As Duas Mortes de Jimi Hendrix]

doorsUm dos galãs do rock, o vocalista Jim Morrison da banda The Doors, foi encontrado morto por sua companheira Pamela Susan Courson na banheira de um apartamento em que os dois viviam, vítima de overdose, apesar de não serem casados oficialmente, ela ficou com grande parte da fortuna deixada por Morrison, porém também foi devastada pelas drogas, demonstrando sinais de insanidade mental e acabou morrendo também de overdose.

Syd Vic_ius-2Agora, um dos casos mais tumultuados da história do rock, que virou até tema de filme, o Romeu e Julieta do Punk Rock (se assim podemos dizer). A louca história de Nancy Spungen e Syd Vicious, baixista da banda Sex Pistols, assim como foi o Movimento Punk, o namoro foi muito tumultuado com violência e drogas. Nancy morreu assassinada, Sid foi acusado, porém morreu de overdose antes do julgamento, sua culpa nunca foi comprovada.

Para terminar, Janis Joplin, que era, ela própria, a estrela dos estilos vigentes em sua época. E, portando, a musa de muitos. Como o rock ainda engatinhava como estilo, é possível falar de Janis como o símbolo maior de uma época que perpassa gerações. “A musa do Blues, R&B e Rock, faleceu à 46 anos, ela faz parte do seleto grupo dos 27, formado por músicos que morreram aos 27 anos. Até hoje é considerada como a maior voz que já passou pela Terra, fica aqui nossa homenagem a essa incrível musicista! R.I.P Janis Joplin” [Geek Up]

 

Blues, Música

domingoblues# Samantha Fish

“Samantha nunca se limitou por qualquer expectativa. Crescendo em Kansas City, ela trocou a bateria pela guitarra quando tinha apenas 15 anos de idade. Passou a maior parte do seu tempo em pequenos pubs ouvindo bandas de blues. Samantha chamou a atenção de Ruf Records. A gravadora lançou seu álbum, Girls with Guitars, conjuntamente com Cassie Taylor e Dani Wilde. Isso a levou a formar seu próprio trio e gravar mais três álbuns, Runaway (2011), Black Wind Howlin ‘(2013) e Wild Heart (2015). como consequência, recebeu um prêmio de Melhor Artista Debut no 2012 Blues Music Awards em Memphis. Ao longo do caminho ela se encontrou trabalhando com outros artistas também – Jimmy Hall, Devon Allman, e Reese Wynans, entre outros. De qualquer forma, nenhum de seus discos anteriores pode se comparar ao seminal de Chill & Fever.”

Particularmente, no disco Chill & Fever, vejo como notórias, três mudanças  muito significativas: 1) a migração, por parte de Samantha, do blues para o soul, 2) o quase descarte da guitarra (marca registrada desta bluesgirl), e 3) a transformação de Samantha em cantora (sendo esta, uma habilidade ainda em desenvolvimento). O que aponta para rumos “estranhos” na carreira da artista. Aguardemos o próximo disco!

Referências:

Blues, Música

domingoblues# Big Chico

“Big Chico é considerado um dos maiores nomes do Blues e da Soul music da atualidade. Já se apresentou nos mais renomados clubes de blues dos Estados Unidos, entre eles, B.B King’s Blues Club em Hollywood, Martini Blues, Cafe Boogaloo, Baby & Ricky’s Blues Bar, assim como na Argentina no Mr. Jones, Chile no Backstage, Europa e no Brasil no Bourbon Street, Sescs, eventos e principais casas do gênero de norte a sul do país.
Já gravou 05 CDS E 02 DVDS sendo que o terceiro CD Blues Dream foi gravado nos Estados Unidos com a banda do grande gaitista William Clarke e o segundo DVD gravado na Argentina. Nos principais festivais de jazz e blues nacionais e internacionais, dividiu o palco com grandes ícones como Rod Piazza, Keb Mo, Mark Hummel, Howard Levy, Deacon Jones, Johnny Rover, Rick Estrin, Mark Ford, Lucky Peterson, Lurrie Bell e abriu o show do lendário James Cotton.
Carismático e intérprete com muita emoção e energia, destaca-se como um artista completo com ótima voz, excelente gaitista e atualmente se dedica a guitarra seu novo instrumento e sua nova paixão sendo discípulo do conceituado mestre da guitarra blues Marcos Ottaviano. Big Chico é considerado um dos maiores nomes do Blues e da Soul music da atualidade!”

Aguardamos atualizações nos canais oficiais.

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