Feito no Brasil, Música

brasil# Manuel, o Audaz!

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Entre as diversas canções deixadas pelo falecido letrista Fernando Brant, considero uma especial: Manuel, o Audaz. Como a maioria das canções do Clube da Esquina, é uma música que fala de coisas simples, do cotidiano dos seus membros, sendo Manuel Audaz o nome carinhoso dado ao Jeep Land Lover modelo 51 que pertencia a Fernando. Tal título certa vez foi chamado de estranho pelo ex-apresentador do Fantástico, Cid Moreira.

Do veículo criaram-se muitas histórias – a grande maioria, lendas – como, por exemplo, que o veículo costumava descer sozinho as ladeiras de Belo Horizonte. Verdade ou não, certeza que o Jeep amarelou inúmeras vezes, como diz a letra da canção, viajou em estradas de terra batida, conduzindo o grupo ao interior de Minas, em busca de inspiração nas cidades históricas e montanhas mineiras, de onde nasceram várias canções.

Fernando Brant tinha como seu parceiro constante Milton Nascimento. Juntos escreveram diversos sucessos como Travessia (a primeira canção da dupla), Canção da América, Nos Bailes da Vida, San Vicente, entre outros. Porém, quem fez a melodia para a música foi o guitarrista Toninho Horta, também membro do Clube da Esquina. Já vi diversos blogs na internet citando como gravação original da canção o registro do LP de Toninho Horta lançado em 1980. Essa versão foi gravada em dueto com Lô Borges, e termina com um longo e maravilhoso solo de Toninho Horta.

Porém, esta não foi a gravação original. A primeira versão que conheço da canção é de 1973, lançada em disco coletivo. Além de Toninho Horta, no disco também está presente Beto Guedes que, assim como Toninho, era um estreante em discos (e futuro astro do movimento Clube da Esquina); o pernambucano Novelli, que seguiu carreira como musico de estúdio e Danilo Caymmi – o caçula do mestre Dorival. A gravação é bem intimista se comparada com a versão lançada em 1980, que além de ser a primeira versão que eu conheço, também é minha favorita. Na época do vinil, esse disco era uma raridade, talvez por isso essa versão seja pouco conhecida.

A canção foi gravada em 1981 pela cantora paraense Jane Duboc, que na época estava iniciando sua carreira. O próprio Toninho Horta voltaria a gravar a canção outras vezes. Destas versões, merece destaque a gravação do LP Moonstone lançado em 1989, quase no fim da era do vinil, registrada com o título Eternal Youth (Toninho lança muitos álbuns no mercado estrangeiro) de maneira instrumental. A beleza da gravação consegue superar a ausência da bela letra de Fernando Brant. A música pode ser encontrada também em diversas coletâneas lançadas em tributo ao Clube da Esquina.

Na década de 90, com produção de Nestor Sant’anna e com roteiro do próprio Fernando Brant, foi encenado o espetáculo Manuel, o Audaz. Eram quarenta pessoas e duas pessoas diretamente envolvidas na produção e o período de preparação durou dez meses. No palco, um elenco de 17 cantores, atores e dançarinos contavam a história do Jeep que conduzia pelas estradas de Minas jovens músicos e poetas sufocados pelas restrições de um tempo sem liberdade. As cenas eram costuradas por belíssimos textos de Fernando e o espetáculo resultou no CD Fernando Brant 30 Anos de Travessia. No disco, a música Manuel, o Audaz é interpretada por Tadeu Franco.


Por Neilvado Araújo

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jazz, Música

Jimmy Raney – ao mestre, com carinho

Jimmy Raney foi um guitarrista de sofisticado e definitivo em seu estilo, um solitário bop com um som silencioso que teve uma grande inspiração interior. Ele trabalhou com grupos locais em Chicago antes de passar nove meses com Woody Herman em 1948. Desde então, ele estava nos principais agrupamentos, tendo ligações com Al Haig, Buddy DeFranco, Artie Shaw e Terry Gibbs. Seu trabalho com Stan Getz (1951-1952) foi histórico, como o par fez para uma parceria musical clássica. Raney também se sentia muito em casa no Red Norvo Trio (1953-1954) antes de passar seis anos trabalhando principalmente em um clube de música com o pianista Jimmy Lyon (1954-1960). Depois de tocar com Getz durante 1962-1963, ele voltou para Louisville e ficou fora da música por algum tempo, até finalmente ressurgir no início dos anos 70. Época durante a qual Raney gravou muitas vezes para Xanadu. Ele trabalhou com freqüência com seu filho, Doug Raney (que tem um som muito parecido com a guitarra) e foi menos ativo no final dos anos 80 e 90, até a morte de 1995.


Referências:

Blues, Música

John Lee Hooker: 100 anos de Blues

Conhecido pelos fãs de música no mundo todo como o “Rei da Boogie”, John Lee Hooker continua sendo um dos mais autênticos superstars do blues. Seu trabalho é amplamente reconhecido por seu impacto na música moderna – suas canções simples, porém profundamente eficazes transcendem fronteiras e idiomas ao redor do globo. Cada década da longa carreira da Hooker trouxe uma nova geração de fãs e novas oportunidades para o artista sempre em evolução. Ele nunca desacelerou: quando John Lee Hooker entrou em seus 70, ele de repente se encontrou na era mais bem sucedida de sua carreira – criou e reinventou, e energizado como sempre, fazendo turnês e registrando tudo até o seu falecimento.

Nascido perto [da cidade] de Clarksdale, Mississippi, em 22 de agosto de 1917, numa família que gostava de música, a influência mais antiga de Hooker veio de seu padrasto, William Moore ̶ , um músico de blues que ensinou seu jovem enteado a tocar violão e a quem John mais tarde creditou por seu estilo único no instrumento.

No início da década de 1940, Hooker se mudou para Detroit, vivendo entre Memphis e Cincinnati. Durante o dia, ele trabalhava como zelador nas fábricas de automóveis, de noite, como muitos do interior, ele entretinha amigos e vizinhos tocando nas festas da casa. O “Hook”, como era conhecido, ganhou fãs nos arredores da cidade por conta desses shows, incluindo o proprietário da loja de discos locais, Elmer Barbee. Este ficou tão impressionado com o jovem músico que o apresentou a Bernard Besman, um produtor, distribuidor de discos e proprietário da Sensation Records. Em 1948, Hooker  ̶ havenfo aperfeiçoado seu estilo na guitarra elétrica  ̶ gravou várias músicas para Besman, que, por sua vez, licenciou as faixas para a Modern Records. Entre essas primeiras gravações foi “Boogie Chillun” (logo depois de aparecer como “Boogie Chillen“), que se tornou um hit, vendendo mais de um milhão de cópias. Este sucesso foi logo seguido de uma série de outros, incluindo “I’m in the Mood“, “Crawling Kingsnake” e “Hobo Blues“. Hooker assinou com um novo selo, o Vee-Jay Records, com o qual, durante anos, manteve um cronograma de gravação profícuo, lançando mais de 100 músicas.

Quando os jovens artistas boêmios da década de 1960 “descobriram” Hooker, entre outros notáveis ​​artistas do blues, ele seguiu sua carreira assumindo uma nova direção. Com o movimento popular em alta velocidade, Hooker voltou ao seu solo, raízes acústicas, e havia grande demanda para se apresentar em faculdades e festivais populares em todo o país. Através do Atlântico, bandas britânicas emergentes estavam imitando o trabalho da Hooker. Artistas como os Rolling Stones, os Animals e os Yardbirds introduziram o som da Hooker em audiências novas e ansiosas, cuja admiração e influência ajudaram a construi-lo como artista até o status de superstar. Em 1970, Hooker se mudou para a Califórnia e muito se ocupára colaborando em diversos projetos com astros do rock. Uma dessas colaborações foi com Canned Heat, que resultou no hit de 1971 Hooker ‘n’ Heat. O álbum duplo tornou-se o primeiro disco de ouro de John Lee Hooker.

17022111_1455182634516148_1639674282748038813_nAo final dos anos 70 e 80, John Lee girou pelos EUA e pela Europa constantemente. Sua aparição no lendário filme Blues Brothers [no Brasio, Irmãos Cara de Pau] resultou em mais popularidade pelo mundo. Então, aos 72 anos, John Lee Hooker lançou o maior álbum de sua carreira, The Healer. Ganhou o Grammy Award de 1989 emparelhando a artistas contemporâneos (Bonnie Raitt, Carlos Santana, Los Lobos e George Thorogood, entre outros). The Healer foi aclamação pela crítica como melhor do ano e vendeu mais de um milhão de cópias. Hooker terminou a década como artista convidado dos Rolling Stones, na transmissão nacional de sua turnê de 1989, Steel Wheels.

19510679_1586221471412263_8641811609191464372_nCom seus sucessos recentes, John Lee entrou na década de 1990 com uma sensação de inspiração renovada. Não só a década foi uma época de celebração e reconhecimento para o lendário artista, mas também foi uma era altamente produtiva. Ele lançou cinco álbuns de estúdio nos anos seguintes, incluindo o Mr. Lucky, que mais uma vez juntou Hooker com uma série de artistas; Boom Boom, que visava introduzir novos fãs no seu material clássico; o Chill Out do Grammy Award, e uma colaboração com Van Morrison, Do not Look Back, que também obteve dois prêmios no Grammy de 1997.

14183756_1269345269766553_2120871416056211973_nAo longo da década, o grande trabalho de Hooker e as contribuições para a música moderna foram reconhecidos não só por seus pares, mas também por uma geração mais jovem. Ele se tornou um rosto familiar na cultura popular, com aparições no The Tonight Show e Late Night com David Letterman. Em 1990, um enorme show de homenagem ocorreu no Madison Square Garden de Nova York, com Hooker e uma lista de artistas convidados. Um ano depois, John Lee foi incorporado ao Hall of Fame do Rock & Roll, enquanto em 1997 foi apresentado uma estrela no Hollywood Walk of Fame.

Taken from the official galleryEm 2000, pouco antes do falecimento, John Lee Hooker foi reconhecido com um Grammy Lifetime Achievement Award (conjunto da obra). E há apenas uma semana antes de sua morte, o bluesman passou toda a noite de sábado tocando blues – noite agora, lendária – para uma casa lotada no Centro Luther Burbank para as Artes, em Santa Rosa, CA. Hooker vive: sua música pode ser ouvida regularmente em programas de TV, comerciais e filmes, e muitas de suas faixas também encontraram uma segunda vida em novas músicas testadas e aprovadas por lendas da música moderna como o artista do hip-hop Chuck D e o da música eletrônica, St Germain, entre outros.


Referências:

Música, Rock/Metal

Circus Maximus: nem só de black metal vive a Noruega

Circus Maximus é uma banda de metal progressivo originária de Oslo, Noruega. Seu som assemelha-se ao de bandas como A.C.TEvergreyQueensrÿcheSymphony X e Dream Theater, entre outras. Começaram como uma banda cover, mas depois de duas demos muito bem produzidas assinaram com um o selo americano especializado em heavy metal, Sensory Records, que deu suporte para o lançamentos de um disco completo.

Cover_The1stChapter-960x960O seu álbum de estreia, chamado The 1st Chapter, foi lançado em maio de 2005, mixado em diversos estúdios na Noruega e na Dinamarca pelo produtor Tommy Hansen (Helloween, Pretty Maids, Wuthering Heights). Em novembro de 2005, o membro-fundador Espen Storø decidiu deixar a banda por razões pessoais e foi substituído no início de 2006 por Lasse Finbråten (ex-membro da banda norueguesa Tritonus). Disco bastante maduro para um “primeiro álbum”, com excelentes composições e uma boa dose de aproach!

Cover_Isolate-960x960Isolate, o segundo disco, e o favorito deste que vos escreve, mostra uma banda completamente amadurecida mostrando não apenas técnica apurada, mas trazendo composições complexas e cheias de nuances. Destaque para o vocalista Michael Eriksen, que além de haver encontrado um belo timbre vocal, interpreta as canções belissimamente. De um modo geral, todos na banda são exímios instrumentistas e juntos fizeram um disco que poderá se tornar clássico, um dia.

581091_355928907803778_1467067656_n“Muito aconteceu em nossas vidas pessoais nos últimos anos”, explica o baterista Truls Haugen. “Três de nós tivemos filhos, além disso, também tivemos vários solavancos na estrada com a produção. Portanto, não foi exatamente somente alegria, mas é ótimo finalmente haver feito um grande álbum, e depois de todo esse tempo, estar pronto para libertar nosso novo monstro! Para este novo disco, a banda apresenta o melhor de dois mundos – oferecendo os momentos mais melódicos e ao mesmo tempo mais pesados ​​de seu repertório, com a classe e a maturidade que é realmente de outro mundo. “A maioria do material no novo registro foi escrito por Mats Haugen e ele levou a música a uma abordagem mais simples e acessível, mas manteve os elementos progressivos e o “núcleo” disto que é o Circus Maximus”, diz Truls Haugen. “Na verdade, somos mais melódicos e pesados ​​neste novo disco do que nunca”.

Cover_HavocO quarto álbum de estúdio mostra que o tempo tem o poder de redefinir todos os nossos referenciais, sejam eles quais forem, em função de nossos objetivos, que também estão sujeitos à mudanças. Havoc mostra a banda literalmente mais acessível e menos robusta quanto as suas marcas principais: a complexidade das composições (componente que melhor emprestava à banda características do progressivo) e o vocal (que a despeito de toda a sua capacidade de alcance, se mostra mais brando). Não que seja um disco ruim, é que parece mesmo se orientar para a abertura de público.

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“Em 6 de fevereiro de 2016, o Circus Maximus comemorou o lançamento de seu quarto álbum de estúdio, Havoc, com um show esgotado no Rockefeller em Oslo, com uma impressionante produção ao vivo que envolveu pirotecnia e uma enorme plataforma de iluminação. A banda queria fazer deste show uma das performances mais memoráveis da história do Circus Maximus e depois compartilhar essa noite com o mundo. Então, foi decidido capturar a noite inteira com várias câmeras de alta definição para um lançamento em Blu-Ray e DVD, além do tradicional CD. O resultado chama-se Havoc In Oslo.”

Como o disco Ao Vivo foi inspirado na performance ocorrida no Japão pouco antes, e como não foi disponibilizado o vídeo Havoc In Oslo no YouTube, deixo-os com o belo vídeo de Live In Japan:


Referências:

Feito no Brasil, Música

brasil# Os Borges

A amizade da família Borges com Milton Nascimento foi fundamental para criação do movimento musical Clube da Esquina, na época a família morava no edifício Levy no centro de Belo Horizonte, no mesmo prédio morava Milton Nascimento recém chegado de Três Pontas, cidade que foi criado. As cantorias que ocorriam no prédio aproximou Milton dos Borges. Entretanto, logo depois a família se mudaria para o bairro de Santa Tereza, na nova residência a amizade continuaria, e com ela, surgiriam as primeiras composições. Pelo habito de tocar na rua, o grupo receberia definitivamente o nome de Clube da Esquina.

O pai, Salomão, era jornalista e chegou compor algumas canções com os filhos, entre os irmão Marilton o mais velho, apesar de não ter seguido a carreira de artista, era um nome conhecido no meio musical de Belo Horizonte, antes mesmo de Milton gravar a musica Clube da Esquina, Marilton já a tocava em bares de BH onde costumava se apresentar.

Salomão Filho, conhecido como Lô Borges, a estrela da família, iniciou a carreira no disco Clube da Esquina lançando em parceria com Milton Nascimento, com apenas 18 anos. Suas canções como “Girassol da cor do seu cabelo”, “Tudo que você pode ser”, “Paisagem na Janela“, foram fundamentais para o sucesso do disco e a afirmação daquela nova maneira de fazer musica.

Como compositor, teve suas canções gravadas por grandes intérpretes da MPB como Milton Nascimento, Simone, Nana Caymmi, Gal Costa, Elba Ramalho, Elis Regina, Ney Matogrosso, Boca Livre, e Tom Jobim, entre outros.

Marcio Borges é outro nome da família de grande importância para o movimento,. letrista inspirado e autor de varias canções com o irmão Lô e Milton. Foi por incentivo do amigo Márcio que Milton começou a compor, portanto Marcio Borges foi o primeiro parceiro de Milton Nascimento, em canções como “Gira, Girou”, “Tarde” e “Vera Cruz”. Já nos anos 2000 a musica “Quem sabe isso que dizer amor” da dupla Lô e Marcio Borges fez grande sucesso, gravada por Milton Nascimento e depois, também, por outros artistas. Marcio também escreveu um livro contando a historia do movimento.

Solange Borges é uma das poucas irmãs da família Borges que atuou de maneira direta na área musical, fez duas participações importantes no disco “Equatorial“, do irmão Lô, cantando Clube da Esquina n° 2 e Vento de Maio. Lançou seu disco “Bom dia Universo” em 1984, todavia, não deu continuidade ao seu trabalho.

O irmão caçula Telo Borges que época do Clube ainda era criança, revelou-se também um compositor afinado com canções como “O Poder Magico”, “Vento de Maio” e “Voa Bicho”, que virou tema de novela.

Em 1980 a família lançou um LP com composições de quase todos os irmãos, com participações especiais do eterno amigo Milton, Elis Regina e Gonzaguinha. O disco não chegou ser um sucesso, mas é um belo registro de uma família que representou uma geração brilhante.


Por Neilvado Araújo

Blues, Música

blues# Raful Neal

mqdefaultNascido em Baton Rouge em 1936, Neal pegou a harpa aos 14 anos, atiçado por um artista local chamado Ike Brown e influenciado pelo maior gaitista de Chicago, Little Walter. A primeira banda de Neal, a Clouds, tinha o guitarrista Buddy Guy. Esta foi a banda que Little Walter ouviu enquanto estava em Baton Rouge e os convidou para se mudar para Chicago e completrar os shows que Walter não conseguiu fazer. Buddy deu-lhe uma chance, mas Neal decidiu ficar na Louisiana e criar sua família. O harpista estreou em vinil em 1958 com um compacto de 45s pelo selo Houston Peacock Records de Don Robey. Mas “Sunny Side of Love“, embora tenha sido uma boa canção, não levou a mais gravações pelo mesmo selo ou qualquer outro por um bom tempo. O álbum de estreia intitulado Louisiana Legend, foi lançado pelo selo King Snake Records de Bob Greenlee. Em I Been Mistreated, seguiu-se o mesmo estilo grudento de Neal e foi lançado no Ichiban no ano seguinte. Seus filhos, Noel (baixo) e Raful Jr. (guitarra) se juntaram para ajudar seu velho pai. Neal percorreu o mundo e, em 1997, contribuiu com arranjos de harpa para duas faixas no registro Tab Benoit’s Live: Swampland Jam. O discreto, mas sólido “Old Friends” foi lançado em 1998. Raful Neal morreu em 1 de setembro de 2004, depois de uma longa luta com câncer.


Referências:

Música, Rock/Metal

Galadriel: o metal eslovaco se renovando pela morte dos próprios mitos.

232c_1Banda eslovaca fundada em julho de 1995 pelo vocalista e baixista Dodo Datel, o guitarrista Voloda Zadrapa e o baterista Victor Gieci. Originalmente, mais orientada para o doom metal, que era um estilo muito forte em meados dos anos 90. O começo foi marcado pela busca pelas pessoas certas para completar a line up. Então, houve muitas mudanças na formação.

Na segunda metade de 1996, a vocalista Sona Witch Kozakova entrou na banda. Com essa formação a banda gravou seu primeiro CD promocional em agosto de 1996. Os teclados foram registrados pelo amigo King ((Lunatic Gods) à época). Posteriormente, o guitarrista Chulo Malachovsky entrou na banda. Com sua ajuda, a banda escreveu as próximas três músicas e as gravou em janeiro de 1997.

01Naquela época, o Unknown Territory (um novo e pequeno selo britânico) ofereceu um contrato para o álbum de estréia. Assim, ambas as gravações foram completadas e, finalmente, lançadas em setembro de 1997 como um CD, “Empire Of Emptiness“. Mas no verão de 1997, mais uma baixa na banda: o principal guitarrista, Voloda Zadrapa deixou a banda e o jovem talento de guitarra Tomax Gabris tomou seu lugar.

mirror99A banda adicionou o tecladista Erik Schmer. Assim, a banda iniciou as gravações do seu novo material, concluídas em novembro de 1997. Mais duas músicas foram gravadas na primeira metadae de 1998 (já sem o tecladista Erik Schmer). Todas essas músicas foram lançadas em janeiro de 1999 como um segundo CD, “The Mirror Of Ages“, pelo mesmo selo. Os anos seguintes foram assinalados por outras mudanças na banda. Irmão de Sona J.S.K. assumiu os teclados e o guitarrista Gabriel Holenka substituiu Chulo Malachovsky.

oblivionEm 1999, a GALADRIEL escreveu e gravou todas as músicas para o seu terceiro CD “Oblivion” que foi lançado em março de 2000. O processo de gravação foi realmente complicado e a banda nunca ficou satisfeita com esse registro. De qualquer forma, foi o último registro pelo antigo selo. Na Primavera de 2001, a banda gravou um cover da canção “Bournemouth” (The Hobbit) do Blind Guardian para a compilação de tributo” “Tales from the Underground“(já sem o guitarrista Gabriel Holenka).

Galadriel - From Ashes & Dust - FrontA atmosfera na banda não era muito boa naquela época, mas o resultado dessa música ajudou a reunir os membros novamente. Novas músicas foram concluídas rapidamente e, alguns meses depois, GALADRIEL gravou seu quarto CD “From Ashes & Dust“. Podemos dizer que esse registro foi um ponto de virada para a banda. O som e os arranjos deste registro foram muito melhores do que antes. Com este disco, a banda assinou um contrato com a Metal Age Productions (selo eslovaco) que o lançou em 2002.

No final de 2002, o guitarrista base Matus Hanus entrou na banda. Mas no início de 2003 resurgiram problemas antigos e a banda chegou perto acabar. Três membros antigos deixaram a banda (Sona Witch Kozakova, J.S.K. e Dr. Victor).

Galadriel - World Under World - FrontPassada a tempestade, a banda (Dodo Datel, Tomax Gabris e Matus Hanus) compôs novas músicas e, (outra vez) no outono de 2003, gravou seu quinto álbum com muitos músicos convidados. Este CD foi chamado “World Under World” [o favorito deste que vos escreve] e foi lançado em março de 2004 pelo mesmo selo. A banda fez muitos shows com músicos convidados, mas em setembro de 2004, após 20 meses de existência caótica, o guitarrista principal Tomax Gabris deixou a banda.

O sinal dos velhos tempos (a vocalista feminina Sona Witch Kozakova) voltou à banda junto com o irmão J.S.K. (chaves). O grupo encontrou o novo baterista, Hoyas. A banda começou a fazer shows novamente em 2005 e após uma longa busca por um substituto adequado para Tomax Gabris, chegaram a Era Skkipi Skuppin

renascenceEm 2006, a banda escreveu novas músicas para um novo álbum. No início do ano de 2007 o baterista Hoyas deixou a banda. Logo, a banda entrou no estúdio para gravar o novo álbum “Renascence Of Ancient Spirit” com dois bateristas convidados (Victor Gieci, ex-membro da banda e Jan Valer Tornad). No processo de gravação, o tecladista J.S.K. Deixou a banda para que Matus Hanus gravasse a maioria das partes do teclado no registro. O novo álbum “Renascence Of Ancient Spirit” foi lançado pela Metal Age Productions em junho de 2007.

No início de 2008, Andrej Kutis entrou na banda como novo tecladista. A banda fez muitos shows com bateria pré-gravada e em fevereiro de 2009 Adam Zelenay finalmente se tornou o baterista da GALADRIEL. No final do verão, problemas com o guitarrista Skkipi Skuppin culminaram com o fim da cooperação entre ele e a banda. Este foi o momento perfeito para a volta de Tomax Gabris após cinco anos.

7queenLogo após essa mudança, a banda começou a escrever novas músicas para o próximo álbum. Mas, como sempre, as coisas não seriam tão fáceis. Após outras complicações pessoais, a banda entrou no estúdio em março de 2012. O novo álbum “The 7th Queen Enthroned” foi lançado pela Gothoom Productions em novembro de 2012 e o baterista Matej Ferianc e o guitarrista Michal Kolejak foram oficializados como membrosda banda.

14991963_10154644278388480_4910411006589114101_nEm 2015, a banda emite a última nota oficial de que tive notícia pela Web: “Caros fãs, nossa banda surgiu em 1995 e este é o ano [2015] de seu 20º aniversário. É um marco na nossa história e, portanto, será celebrado com o lançamento de um EP especial intitulado “Lost in the Ryhope Wood“, inspirado no trabalho de Robert Holdstock. O EP contém seis canções – três músicas re-gravadas de álbuns mais antigos e três novas. A gravação e mixagem de “Lost in the Ryhope Wood” acontecerá em maio e junho no Grindhouse Studio em Atenas e Pulp Studio em Bratislava. O EP será lançado em vinil através da Paøát Magazine & Productions em 1 de setembro de 2015. Durante a nossa existência, lançamos sete discos e fizemos mais de 200 shows em toda a Europa. Esse número aumentará quando a tour de aniversário [prevista] para setembro for anunciada! OBRIGADO POR O SEU APOIO PERMANENTE E LONGO !!!”

Na sequência, conforme dito acima, ocorre o lançamento do EP “Lost in the Ryhope Wood”, do qual uma faixa foi disponibilizada no YouTube:


Referências: