Música

Rebekah Del Rio – Llorando

Cena do filme “Mulholland Drive” (Cidade dos Sonhos, no Brasil). Precisamente, o recorte do Teatro Silencio no qual “Rebekah Del Rio” interpreta de uma forma, ao mesmo tempo bela e dramática, a canção “Llorando”. Uma versão em espanhol do “Choro” de “Roy Orbison“, que evoca fortemente su(as) raízes latinas.


 

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Blues, Música

domingo blues# Joanne Shaw Taylor

joanne99Joanne Shaw Taylor detém todos os elementos do blues moderno. Dada sua destreza extraordinária como guitarrista e habilidades vocais, virou sensação no circuito do festival de blues, tanto nos EUA como na Grã-Bretanha, ainda quando tinha apenas 20 anos de idade. Ela pegou as mãnhas do blues ainda adolescente nos arredores de Birmingham. Ela ouvia as canções de Stevie Ray Vaughan, Albert Collins e Jimi Hendrix e sabia que era o tipo de gente que queria seguir.

O produtor Dave Stewart, da dupla pop Eurythmics, disse o seguinte sobre Joanne, anos antes de ela ganhar fama: “Eu toquei com todos os tipos de artistas do blues em todo o mundo. Eu até fiz um filme, Deep Blues, onde fui ao Mississippi e gravei com alguns músicos lendários, como RL Burnside e Jesse Mae Hemphill. Mas, no ano passado eu ouvi algo que pensei que nunca ouviria: uma garota branca britânica tocando blues num violão… tão profunda e apaixonadamente que fez com que meus pêlos arrepiassem”. Na ocasião, Joanne tinha apenas 16 anos de idade. Stewart ficou tão impressionado com sua musicalidade que pediu que ela o acompanhasse no seu supergrupo, DUP, em turnê pela Europa em 2002.

MI0000887476Joanne, aos 23 anos, lançou seu impressionante álbum de estréia, White Sugar, pela Ruf Records, um selo alemão com uma forte presença nos EUA. Ela se lançou numa longa turnê nos Estados Unidos, incluindo shows com o pianista e cantor / compositor Candye Kane. Para sua estréia, convidou o produtor mais admirado, Jim Gaines, que também produziu bons álbuns de seus artistas de blues favoritos, incluindo Jonny Lang, Luther Allison, Stevie Ray Vaughan e Carlos Santana. Acompanhando-a em White Sugar, veteranos músicos de estúdio de Memphis, Steve Potts, na bateria e Dave Smith no baixo.

394bbeb7-7943-4f38-a940-4ccdcafcc399Joanne voltou ao estúdio um ano depois, mais uma vez com Jim Gaines, para gravar seu segundo álbum, lançado em 2010, Diamonds in the Dirt. Em 2012, Taylor subiu ao palo com Annie Lennox para realizar o Jubileu de Diamante da Rainha Elizabeth II em frente ao Palácio de Buckingham. Com a marcha em quinta, na sequência, manteve a mesma performance no terceiro álbum, Almost Always Never. Seu quarto álbum, o ao vivo, Songs from the Road, foi lançado em 2013, seguido de The Dirty Truth no ano seguinte. Taylor retornou em 2016 com seu quinto álbum, Wild.


Referências:

Música

Os 10 melhores álbuns de mulheres de todos os tempos

Reproduzido da Revista Bula

Seleção reúne os álbuns mais importantes de mulheres em diferentes estilos musicais. A National Public Radio (NPR), nos Estados Unidos, publicou uma lista com os melhores álbuns de mulheres de toda a história da música. A seleção foi realizada em parceria com o Lincoln Center e contou com a ajuda de 50 mulheres que fazem parte da NPR. Dentre os álbuns do ranking, há diferentes estilos musicais, como blues, jazz e pop. Na primeira colocação está o álbum “Blue” (1971), de Joni Mitchell; seguido de “The Miseducation of Lauryn Hill” (1998), de Lauryn Hill. Já na terceira colocação encontra-se “I Put a Spell on You” (1965), da gloriosa Nina Simone. Representando produções mais recentes da música, a ícone pop Beyoncé ocupa a sexta colocação com “Lemonade” (2016). Para ouvir, clique sobre os nomes dos álbuns. 

 

 

 

 

JÉSSICA CHIARELI

Música, Rock/Metal

Encéfalo – DeaThrone, o passo seguinte na evolução!

A banda Encéfalo foi formada em 2002 sem muitas pretensões. Fazendo covers de grandes nomes do thrash metal mundial, após várias apresentações e, devido ao natural amadurecimento dos músicos, resolveu elaborar suas próprias composições.

Tendo como maiores influências, nomes como Sepultura, Kreator, Slayer, Destruction, entre outros, o grupo apresenta como diferencial, um repertório no qual mescla as características do puro thrash metal oitentista como elementos do heavy e do death metal tradicionais. O que denota a construção da sua personalidade.

001Em 2008, lancou seu primeiro registro fonográfico, a demo entitulada “Destruction”. Contendo cinco músicas, a faixa-título, “Dead Creation“, havendo sido bastante elogiada, acanbou se tornando o destaque da estreia. Sendo que que, para os apreciadores do estilo, o trabalho como um todo é bastante elogiável. Como decorrência, a banda realizou muitas apresentações  na promoção deste que é o seu filho primogênito.

Na sequência, o grupo começou a preparação de seu primeiro álbum completo, que culminou com o início das gravações de ‘Slave Of Pain‘ no final do ano de 2011.

002Lançado no início de 2012, Slave of Pain foi muito bem recebido pela mídia especializada e elevou o grupo de “banda revelação” para um nível mais profissional, abrindo as portas para uma nova realidade no contexto da música pesada brasileira. O disco é aclamado pelo público e apontado pela mídia especializada como um dos principais lançamentos do ano. Imediatamente, o grupo embarcou numa turnê, num giro que atravessou o país, percorrendo Nordeste, Sudeste e Sul do Brasil.

Em 2014 a banda faz sua primeira turnê europeia passando pelos países Alemanha, República Tcheca, Polônia, Holanda, Bélgica, França, Espanha e Portugal. Ao todo foram 21 apresentações num período de aproximadamente 30 dias.

No começo de 2015 os fãs foram pegos de surpresam quando o Encéfalo anunciou o desligamento de um de seus fundadores, o vocalista Alex Maramaldo. A banda seguiu como um trio.

Ainda em 2015, a banda, seguindo o direcionamento para o qual a sua música já apontava, decide trocar de logomarca. Elaborada por Illy Domingos, a nova arte é, agora,  assumidamente death metal.

003Die To Kill é o segundo disco lançado pelo grupo. O trabalho, que ainda conta com Alex no vocal, foi lançado em meados do ano de 2015 e mais uma vez colocou o Encéfalo entre os destaques nacionais do ano. Aqui, é notória a migração de estilo por parte da banda. Do thrash mais “oitentista” para o death metal mais moderno no qual se nota maior entrosamento entre os músicos. Como resultando as guitarras estão trampadas, o baixo mais presente e a bateria muito mais visceral. Destaque também para as vocalizações, muito mais brutais e sombrias.

Na sequência do lançamento do segundo disco, segue-se novo giro por várias cidades do país. De lá para cá, a banda tem mantido um ritmo intenso na divulgação da sua música: participou de diversas coletâneas, tocou ao lado de grandes nomes do metal mundial como Testament, Cannibal Corpse e Sinister, Belphegor, dentre outras.

19748506_1394625900620878_6261864082752560615_n2Atualmente com Lailton Sousa na guitarra, Rodrigo Falconieri na bateria e Luiz Henrique acumulando as funções de baixista e de vocalista, a banda se prepara para o seu terceiro álbum. DeaThrone é o primeiro disco da formação como um trio e assinala o passo seguinte na evolução da banda, reforçando as novas visões de mundo e revelando um maior aprofundamento na música extrema. O lançamento está previsto para o segundo semestre de de 2017.


Referências:

 

Blues, Música

blues# Felipe Cazaux – Blues com pegada rock n roll

636269275193456781O guitarrista paulista, mora em Fortaleza e traz a experiência de mais de 10 anos no mercado musical. Em suas turnês, tocou nas capitais e inúmeras cidades do Nordeste, Sul e Sudeste do Brasil, em Festivais e Projetos como: Virada Cultural, BR Blues, SESC Vila Mariana, Bourbon Street, Studio SP, Centro Cultural São Paulo [SP]; Festival Blues e Imagens [SESC Campos/RJ]; Festival de Jazz e Blues Guaramiranga [CE], Festival Canoa Blues [Canoa Quebrada/CE]; Fórum Harmônicas Brasil, Festival Ponto.CE, Mostra de Blues do Nordeste, Centro Cultural BNB, Projeto Casa do Blues, Órbita Bar [Fortaleza/CE]; Grito Rock, Burburinho [Recife/PE]; Festival DoSol, Natal Blues Festival [Natal/RN]; Centro Cultural DoSol [Mossoró/RN]; Barra Jazz Festival [Barra Grande/PI]; Mr. Jones International Blues Festival [BA/Argentina], além de vários outros.

Tocou ao lado de vários ícones da guitarra e da música mundial como Scott Henderson, Andreas Kisser, Magic Slim, John Primer, Eddie C. Campbell, André Matos, e muito mais. Estudou, tocou e se aprimorou em Chicago/EUA, desenvolvendo novas técnicas e tendo a oportunidade de tocar com vários músicos estrangeiros e se apresentar em clubes lendários como o do mestre Buddy Guy Legends e outros como Rosa’s Lounge e House of Blues. Estudou música na Universidade estadual do Ceará [UECE], e ganhou prêmios em Festivais de música universitários.

11062325_926377987405944_4025192584210371163_n (1)Lançou seu primeiro trabalho solo em 2007, o álbum intitulado “Help the Dog!”, deu início a parceria com o selo Blues Time Records, e foi muito bem aceito pela crítica e pelo público. Produzido por Dustan Gallas [Cidadão Instigado , Mad Monkees] conta com participações de Big joe Manfra, Jefferson Gonçalves, Robson Fernandes, e outros músicos da cena Blues do Brasil. O álbum continua atraindo admiradores, e contém algumas das músicas preferidas dos fãs como “Miss You”, “Must be the Money” e “Positive Feelings”.

Felipe lançou seu segundo álbum solo com oito anos de carreira. “Good Days Have Come”, de 2010 é o título do disco que tem 10 faixas produzidas por Régis Damasceno [Cidadão Instigado] e novamente se fixou no catálogo da Blues Times Records. O trabalho consolida as bases do artista em Fortaleza – CE, após várias incursões e passagens temporárias pelos Estados Unidos e por São Paulo/SP – onde gravou o álbum. Com esse trabalho, Felipe acredita ter conseguido captar toda energia de seus shows, com a força de um excelente “power trio”. Vasco Faé e Guizado fazem participações especiais. O álbum contém as músicas “Hello” e “Hey Mister” que ganharam vídeo clipes, ambos com milhares de visualizações.

11659497_926378164072593_3515174911474709870_nA voz singular e o timbre característico da guitarra de Felipe chamaram a atenção da mídia nacional, recebendo destaque em várias edições da revista “Guitar Player”. Também recebeu ótimas resenhas da revista “Blues’n’Jazz”, a maior em seu segmento, e destaque na revista “Backstage” para o álbum “Good Days Have Come”. Matérias nas revistas cearenses “Fale!”, “A Ponte” e “Bússola”, e em vários jornais, com destaque para: “Correio Braziliense”, “O Povo” e “Diário do Nordeste”. Além de entrevistas para inúmeros programas de Rádio e TV.

Em 2013 lança seu terceiro álbum, “Never Go Down” chega junto aos 30 anos de idade do artista, e a música também amadurece, com uma ferocidade ímpar, que faz com que o álbum soe mais Rock, com guitarras mais fortes e uma banda que demonstra extrema capacidade técnica de tocar arranjos mais complicados, mas muito empolgantes e de fácil assimilação pelo público.


Referências:

Música, Rock/Metal

Clamus: [de]construct, o disco novo, assinala a maioridade da banda.

demo 1Em março de 1999 foi formado no Estado do Ceará a banda de Thrash/Death Metal CLAMUS. O grupo surge com a proposta de aliar a sonoridade obscura do death metal à velocidade e rispidez do thrash metal, permeado por dois vocais em três idiomas, inglês, português e francês. Com duas demos, dois álbuns full length, vários shows pelo Brasil (incluindo uma turnê por estados do nordeste, norte e sudeste), o Clamus tem sedimentando seu nome no cenário metálico nacional com garra e identidade.

clamus demo IIIllawsion (2005), contém somente duas faixas de onde deduzo que tenha funcionado como uma prévia do full lenght, lançado em seguida. Pesadas e extremamente agressivas, as músicas mostram a banda com muita raiva. Illawsion e Irrelevant Hapiness revelam traços do cotidiano sob um ponto de vista sócio-filosófico. Na ocasião, a banda contava com Lucas Gurgel (guitarra/voz), Joaquim Cardoso (guitarra/voz), Carlos James (baixo/voz) e Clerton Holanda (bateria).

clamus influencesPrimeiro disco completo, Influences, (2005), é um disco com um certo grau de complexidade. As composições são intricadas e cheias de variações, com passagens que muito remetem às bandas americanas do início dos 90. Os riffs, que transitam pelo death e pelo thrash metal formam uma espécie de parede sonora na qual a bateria se sobrepõe de forma brilhante. Destaque para produção de alto nível e para a faixa Pão & Circo.

clamus frontiereFrontiere (2009), assinala o amadurecimento dos músicos em sua forma de compôr. A impressão que tive após realizar a primeira e única audição [até aquele momento] foi a de que a banda encontrou o seu som. Agora, com uma identidade própria, as composições primam pela originalidade com arranjos que evidenciam ainda mais a criatividade dos músicos. O fato de a banda cantar em mais de um idioma me fez lembrar de uma banda coreana, o Crash, cujo som guarda algumas similaridades. Não consigo destacar uma faixa em especial, todas têm o mesmo padrão de qualidade.

Para a tristeza de muitos, Joaquim Cardoso, depois de uma longa estrada, deixa a banda em meados de 2012. O grupo segue como um trio.

clamus EP IIIApós mudanças em sua formação a banda lança em 2014 o EP ‘III’, momento que representa a transição para o formato power trio e para uma sonoridade ainda mais coesa, rápida e técnica em que se consolidam os elementos do Death Metal em sua sonoridade. Atualmente formada por Lucas Gurgel (G/V), Felipe Ferreira ((B/V) KrenaK) e Edu Lino (D). Arrisco dizer que a sonoridade pela banda, aqui apresentada, se fixa como algo entre Deicide e Pantera.

capa_clamus_low-200x200Em 2017, ano em que a banda comemora 18 anos de existência, lança seu terceiro álbum, [de]construct. Gravado no VTM estúdio, foi produzido por Taumaturgo Moura juntamente com os caras da Banda. O título é uma metáfora para movimento, construção e desconstrução, elementos que são uma constante ao longo da trajetória do grupo. Fundindo energia do Thrash Metal à pegada orgânica do Death Metal, [de]construct apresenta em suas 8 faixas os conceitos de impermanência, subversão e de ceticismo como formas de afronta ao absurdo da existência. Destaque para a participação de Daniel Boyadjian [Obskure] nos solos e para a arte gráfica de Alcides Burn (que já trabalhou com artistas como Blood Red Throne, Malefactor e Headhunter D.C).


Referências:

Poesia

poesia# Chuva

Chove. Há silêncio, porque a mesma chuva
Não faz ruído senão com sossego.
Chove. O céu dorme. Quando a alma é viúva
Do que não sabe, o sentimento é cego.
Chove. Meu ser (quem sou) renego…

Tão calma é a chuva que se solta no ar
(Nem parece de nuvens) que parece
Que não é chuva, mas um sussurrar
Que de si mesmo, ao sussurrar, se esquece.
Chove. Nada apetece…

Não paira vento, não há céu que eu sinta.
Chove longínqua e indistintamente,
Como uma coisa certa que nos minta,
Como um grande desejo que nos mente.
Chove. Nada em mim sente…

[Fernando Pessoa]