Brasileirinhas, Música

brasil# Geração Massafeira – Cantores, compositores e intérpretes [2]

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[o presente texto é uma colaboração de Neivaldo Araújo]

Francisco Pio Napoleão um simplesmente Chico Pio nasceu na Parnaíba, filho de pais cearenses. Mudou para Fortaleza aos 14 anos, logo dando início a sua carreira musical. Em 1975, fez shows em bares e teatros no Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais. Teve músicas registradas por Lúcio Ricardo, Ângela Linhares, Paulo Rossglow e Zé Ramalho.

Além do Massafeira que cantou “O que foi que você viu?” uma parceria com Stélio Valle e Nertan Alencar, participou de muitos festivais, conquistando o 1º lugar no “Festival Universitário” (Rio de Janeiro-1977) e “Festival do BNB” (Fortaleza-1980), sendo também premiado no “Crédimus da Canção” (Fortaleza-1980) “Rádio Jornal O Povo” (Fortaleza-1981), “Chama” (Crato-1994), “Canta Nordeste” (Fortaleza-1996) e quatro vezes no “Verão Musical” (Camocim-1989/91/92/99).

Alguns de seus parceiros musicais: Nertan Moreno, Soares Brandão, Luciano Cléver, Alano Freitas, Neudo Figueiredo, Dunga Odakam, Olímpio Rocha, Eugênio Leandro, Ubaldo Sólon, Ricardo Bezerra, Marcelo Serpa, Capinan, Manassés de Sousa, Totonho Laprovitera e Fausto Nilo.

Chico Pio tem três CD’s gravados: Chico Pio (1995), Marca Carmim (1997) em parceria com Luciano Cléver e Beira do Mundo (1999).

Antes de falar do compositor Ferrerinha, queria comentar sua entrevista que consta no site Amigos de Fagner, no qual fala que no Massafeira tem algumas coisas ruins, inclusive sua musica Atalaia composta em parceria com os irmãos Graco e Caio Sílvio, eu discordo plenamente a musica é linda, uma das minhas preferidas.

Depois do Massafeira mudou seu nome artístico para Francisco Casaverde é compositor pianista, tecladista, arranjador e professor de música, deste criança gostou de tocar piano e lembra que Caio Sílvio e Graco (amigos de infância),  foram muito importantes durante o processo de se tornar um  compositor, sempre ajudaram e afirma que aprendeu muito com eles.

Na década de 70 através de shows teve oportunidade de conhecer Fagner, Ricardo Bezerra, e compor uma de suas musicas mais conhecidas “Frenesi” em parceria com Petrucio Maia e Fausto Nilo, foi gravada por Fagner no lp Beleza em 1979, no começo de 1981 mudou-se para o Rio de Janeiro mesmo bairro que morava Fausto Nilo, aprimorando a amizade entre os dois.

Como compositor tem, entre outras, músicas gravadas por Fagner (Qualquer Música, Cartaz, Reisado, Deixa Viver, Amor e Crime); Simone (Um desejo só não basta); Belchior (Lira dos Vinte Anos, Amor de Perdição, Baihuno, Balada do Amor Perverso); Roupa Nova (Fumaça); Tânia Alves (Bocas Iguais); Ritchie (Dejà vu, Obsessão), em parcerias com Fausto Nilo, Belchior, Ritchie, Caio Sílvio e outros.

Em 2000 lançou o cd Rubi de música instrumental, com doze músicas inéditas, dez das quais são de sua autoria. Este trabalho é composto por sequenciadores e baterias eletrônicas com instrumentos acústicos e ritmos brasileiros, contando com uma participação de Mingo Araújo (percussão), Manassés de Sousa (violas) e Adelson Viana (acordeon e piano), budista lançou também lançou cds sobre meditação.

Graco Silvio Braz, cantor e compositor cearense, participou do Album Massafeira-Feira Livre com a musica “Pelos Cantos”, junto com o irmão, Caio Sílvio, compôs “Noturno”, a música que foi um grandes sucessos do cantor Raimundo Fagner.

Lembra: “O Fagner viu uma apresentação da gente durante o SBPC, lá em Fortaleza, viu e pediu uma fita pra gravar uma outra música, do Graco e do Raimundo Osvaldo. E gravou Noturno, nesta fita nós incluímos Noturno, mandamos três músicas pra ele e ele gravou Noturno. Quando ele ouviu casou muito com a música, disse que era a música que tava faltando pro disco dele”, a musica tornou-se tema de abertura da novela Coração Alado exibida pela Rede Globo em 1980.

Mesmo tendo participado de vários festivais de música em Fortaleza, Graco optou por seguir a carreira de publicitário, mas sem abandonar totalmente a música. Parceiro de Belchior, Graco teve várias músicas suas gravadas por ele, assim como por Oswaldinho e Joanna.

Morando em São Paulo desde os anos 80, Graco gravou seu CD solo, “Kizumba-Mass” em 2001, pela gravadora Atração. Com um belo projeto gráfico e participações especiais de Ednardo, Anastácia, Oswaldinho e Daniel Taubkin, o CD traz a versão do autor de “Noturno” e passeia por vários ritmos, mostrando a diversidade e a universalidade da música de Graco.

Outro grande sucesso da dupla Graco e Caio Silvio é a musica “Vertigem” faixa de abertura do álbum Vidamor da cantora Joana lançado em 1982.

O cantor e compositor Lúcio Ricardo surgiu na cena musical cearense por volta de 1976 e 77, inspirados pelos pais que eram cantores de rádio, seu padrasto foi um dos primeiros a gravar na Radio Assunção e ter prestigio e fama como cantor de radio em Fortaleza.

Nessa época Lucio fundou o “Perfume Azul”, grupo se manteve por dois ou três anos com varias formações ressaltando a ultima: Siegbert Franklin na guitarra, Ronald de Carvalho  no baixom Mocó na bateria e Nélio também na guitarra, foi um dos primeiros grupos rock a surgir em Fortaleza, Influenciado por diversos gêneros musicais como o blues, além do o rock clássico, Jimi Hendrix, Janis Joplin, o tropicalismo e a Jovem Guarda, sempre combinada à tradicional canção cearense.

Foi um dos artistas mais prestigiados do álbum Massafeira, cantando duas musicas ”Aviso aos navegantes” e “Em cada tela uma história” as duas de sua autoria.

Dono de um timbre grave com forte influencia do blues, é conhecido como um show men da noite cearense, já foi premiado em festivais, participou de vários cds coletivos, em 2003 lançou durante a Feira da Musica um cd ao vivo no qual regravou “Aviso aos navegantes”, “Sorvete” (canção já gravada por Lucio em um disco de Stelio Valle), clássico da geração Massafeira), “Eu não sabia que você Existia” (sucesso da dupla Leno e Lilian) entre outras.

005_-2Marta Lopes antou “Frio da Serra” uma das poucas canções que não eram inéditas em Lp, a musica já tinha sido gravada por Fagner em participação especial no disco da banda Santaren entre seus membros um dos autores da musica, Petrucio Maia e o violonista Manasses, a letra remete a sensação de liberdade tão desejada por aquela geração.

Nos créditos do álbum o nome de Marta aparece apenas como M. Lopes, ela cantou acompanhada do irmão Raimundo Fagner e Ednardo, apesar de todo sucesso do irmão, Marta não seguiu carreira, e pouco ouvi falar dela nesses anos, apenas que ainda mora em Fortaleza.

006_-2Mona Gadelha era uma das interpretes mais novas do Movimento Massafeira, cantou de sua autoria o blues “Cor de Sonho”, ao longo dos anos tornou-se sua canção de assinatura, segundo a autora escrita quando tinha apenas 16 anos no tempo que morava no centro da cidade.

Mona além de cantora, compositora é jornalista, formou-se em Comunicação Social na Universidade Federal do Ceará e fez pós-graduação em Globalização e Cultura na Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo.

Começou a carreira cantando em bandas de rock de Fortaleza, tais como Kaleidoscópio e Emoções Perigosas. Com esta última, gravou um single e excursionou pelo Nordeste.

Mona venceu o Concurso de Contos Femininos do Jornal O Povo, com júri presidido pelo escritor Moreira Campos, em 1980. Também como escritora, publicou um perfil biográfico de José de Alencar (2001) e o livro de contos Contagem Depressiva (1980). Foi também editora do semanário Meio e Mensagem, atuando ainda como jornalista na TV Manchete, O Povo e O Estado de S. Paulo, sempre atuou nas áreas de comunicação e cultural,

Lançou os CDs Mona Gadelha (1996), Cenas e Dramas (2000), Tudo se Move (, 2004), Salve a Beleza (2010), “Praia Lírica, um tributo à canção cearense dos anos 70 (2011)

Parte 3


02 - neivaldo-9-2Neivaldo Araújo
é um estudioso da música brasileira a qual marcou sua vida desde a infância. Natural  de Fortaleza/Ce, pesquisa e escreve sobre os temas mais variados, fazendo uso de uma abordagem simples e direta, busca apresentar a “nossa” música através de uma perspectiva pessoal, porém, de largo alcance.

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