Música, Rock/Metal

rock/metal# Blitzkrieg: A História – parte 2

Clique aqui para ler a Parte 1:

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Blitzkrieg (versão 2016)

“Sem dúvida um dos nomes mais lembrados e respeitados da NWOBHM, o Blitzkrieg tem uma trajetória complexa, repleta de mudanças e reviravoltas, mas de um modo ou de outro sempre conseguiu manter um nome forte na cena, graças aos infatigáveis esforços de seu vocalista e líder Brian Ross. Sempre mantendo seus pés fincados no metal bretão do início dos anos 80, o conjunto segue na ativa, e mantém um grande número de fãs entre os apreciadores do metal mais tradicional.

…O já escaldado Brian Ross, no entanto, não deixou a peteca cair e logo reuniu os músicos necessários para gravar um novo trabalho. Juntaram-se a ele os guitarristas Glenn Howes (de volta ao time) e Martin Richardson (ex-Ragnarok) e o baterista Mark Hancock, e todos esses gravaram também as partes de baixo para o que viria a ser “The Mists of Avalon”, que chegou às lojas no segundo semestre de 1998.

14556Lamentavelmente, esse lamçamento não parece ter alcançado as boas marcas de seus antecessores, e a formação que gravou o disco sequer conseguiu manter-se unida tempo suficiente para divulgar o trabalho, tendo Richardson saído para a entrada de Paul Nesbitt (G) e Gavin Gray assumido o baixo ao vivo. A formação citada teve seus momentos (entre eles, uma prestigiosa aparição no Wacken Festival de 1998), mas problemas internos ocorreram como sempre e logo o Blitzkrieg estava em hibernação uma vez mais. Howes e Hancock dedicaram-se ao Earthrod, e Gray uniu-se ao The Almighty. Durante cerca de dois anos, tudo foi silêncio, e alguns chegaram a temer que este fosse o fim definitivo do Blitzkrieg. No entanto, Brian Ross e Tony J. Liddle chegaram a um acordo, e por volta de 2001 um novo Blitzkrieg surgiu, mantendo Paul Nesbitt na segunda guitarra e agora com Andy Galloway (BX) e Phil Brewis (BT) perfazendo a “cozinha” do conjunto. Essa formação deu ao mundo o elogiado “Absolute Power” (2002), um disco bastante pesado que dá um novo alento ao já veterano grupo. Mais uma vez a banda compareceu ao Wacken, E outras aparições de vulto em festivais como o Sweden Rock Fest e o Metal Meltdown nos EUA só confirmaram a força renovada do Velho Blitzkrieg.

51Zvlk7iGuLEm 2003, tivemos o lançamento de “A Time of Changes – Phase One”, um CD duplo que não só reapresenta em versão digital o LP de 1985 como inclui um grande número de faixas bônus, entre eles a demo “Blitzed Alive” (contendo até uma versão para “Highway Star”, do Deep Purple) e, finalmente, várias faixas retiradas das sessões de 1981, que comporiam um nunca lançado primeiro trabalho. Ou seja, um pacote dos sonhos capaz de deixar maluco qualquer fanático pela NWOBHM. No entanto, nem tudo é alegria e, como já era de se esperar, novas turbulências afetam a “Line-up” da banda. Decidido a decolar seu trabalho solo custe o que custar, Liddle deixa a banda mais uma vez, sendo substituído por Ken Johnson (G). As últimas notícias dão conta de que o quinteto, até aqui sem mais modificações, está trabalhando em novo material, com planos de lançá-lo o mais breve possível. E, para a alegria dos fãs do grupo, finalmente chega às lojas o muito aguardado CD ao vivo do Blitzkrieg, chamado “Absolutely Live”…”

75625Em 2005 a banda lança Sins and Greed, mais um disco que cumpre muito bem o papel de manter vivo o espírito da banda, já calejada pelo estrada e pelos percalços da trajetória. Sendo este o sexto de estúdio da banda, ele simboliza mais um retorno, ou seja, mais um ciclo de renovação para a banda, que, como quarteto, conta com Brian Ross (V), Ken Johnson (G), Paul Nesbitt (G), Paul Brewis (Bx) e Phil Brewis (Bt). O disco resgata o magnetismo dos bons tempos e tem uma energia transbordade em faixas como Hell express e Rise. Traitors Gate é um momento mais doom do disco, restaurando a atmosfera do velho e bom Blitzkrieg e renovando a fé dos seguidores da banda por anos a fio.

157131Com Guy Laverick substituindo Paul Nesbitt na guitarra, a banda lança o excelente Theatre Of The Damned. Um disco nos quais “…alguns momentos são especialmente empolgantes, como a raivosa faixa-título, a levada contagiante de “My Life Is My Own” e o ótimo trabalho de guitarras de “Spirit Of the Legend”, com direito a alguns duelos realmente emocionantes – nada mais justo em uma música que fala de uma guitarra possuída pelo diabo… “Together We Are Strong”, escrita por Ross em homenagem a sua esposa, é outro destaque: ao invés da baladinha melosa que se poderia esperar, temos um som bastante pesado e com um refrão cuja melodia gruda no cérebro e custa a sair. Talvez alguns protestem pelo fato do som aqui contido ser “datado” ou pelas músicas serem “parecidas demais” entre si, mas acho que uma crítica do tipo seria um pouco como admitir não ter entendido direito a moral da história – afinal, a idéia é essa mesma e está explícita desde o início. Questionáveis, talvez, apenas as regravações de “Blitzkrieg” e “Armageddon”, dois sons originalmente gravados no distante 1981. Nada contra as músicas (ambas são excelentes), mas me parece que a inclusão das duas é um exagero – só da faixa que dá nome à banda (aquela mesma que o Metallica fez cover e tudo o mais) já rolaram, contando essa, nada menos que oito versões diferentes! Convenhamos que tanto apego à própria história já é um pouco demais…”

blitzkrieg-back-from-hell“Após um hiato de 6 anos, o Blitzkrieg surge com um belo álbum ao seu estilo heavy oitentista e apresentando três novos integrantes a banda, Alan Ross na guitarra, Micky Kerrigan na bateria e Bill Baxter na guitarra. Com uma capa bem interessante, esse álbum volta ao tempo com histórias bem populares em suas letras, como: “Jack The Ripper” e “The Prisoner” da TV britânica dos anos 60, sem esquecer a paixão de Brian Ross (vocal) pelos filmes e seus documentários, pois as letras sempre são baseadas nesses temas. Falando do disco, o Blitzkrieg manteve sua raiz e sonoridade sendo assim sempre leais com seus fãs. Dois pontos interessantes marcam essa [compilação] que são o cover da música Seek and Destroy (Metallica), no disco está com o nome de S&D e o outro é a regravação de um antigo single da banda chamado Buried Alive que ficou realmente matador. Como o peso da idade chega pra todo mundo, com Brian Ross não foi diferente, é de notar uma certa diferença já em sua voz, mas que não comprometeu na execução das músicas, ainda continua com garra e técnica. Percebemos e bem o som oitentista em músicas como V, Complicated Issue e Back From Hell (que leva o nome do álbum). Como de costume, temos a perfeita balada One Last Time, que dá uma cadenciada no álbum, lembrando muito a excelente Into The Light do disco Theatre Of The Damned. Contendo uma canção instrumental chamada 4U, percebemos também a técnica do baixista Bill Baxter. Outras músicas como Sahara, We Have Assumed Control mostram a força da banda. Call For The Priest lembra muito o Judas Priest. Será que Halford está junto?!”

R-5296009-1389873099-8226.jpeg“‘Boys From Brazil Street’, de 2014, mostra a ascensão da banda de Leicester através de versões demo que mostram o resultados de três seções de estúdio. A compilação começa com “Blitzkrieg”, “Inferno” e “Armageddon”, as três faixas que primeiramente chamou a atenção da imprensa e dos fãs para a banda. Também inclui uma série de cortes “ao vivo no estúdio” que mostram que a Blitzkrieg foi e continua sendo uma grande banda. O álbum contém material inédito e versões originais de seis canções que, com a inserção de aplausos posteriormente adicionados, compuseram o lendário ‘Blitzed Alive’. [De acordo com] as recordações do guitarrista e co-fundador Jim Sieroto [uma explicação para o curioso título deste álbum (pelo menos para nós, brasileiros) é que o ‘QG’ da banda em sua terra natal, situava-se numa rua chamada Brazil. Daí a origem do nome “The Boys From Brazil Street”.

Clique aqui para ler a Parte 3:

Fontes:

1) Whiplash [Igor N. Vieira]

2) Whiplash [Igor Natusch]

3) Whiplash [Leandro Fernandes]

4) HIGH ROLLER RECORDS

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