Música

Metal Church – No Tomorrow (Official Vídeo (2016))

metal-churchFundada pelo guitarrista Kurt Vanderhoof no início dos anos oitenta, a popularidade da banda Metal Church subiu rapidamente, e seu primeiro álbum auto-intitulado foi tudo o que os fãs poderiam ter esperado, um álbum de metal de respeito com “Metal Church” e “Beyond The Black”. Pouco depois, o vocalista David Wayne saiu, sendo substituído por Mike Howe, anteriormente, membro da Heretic (ironicamente, Wayne recrutou dois outros membros Heretic para sua nova banda, Reverend). Até o momento de Hanging In The Balance (com aquela capa horrível) a popularidade da banda tinha diminuído bastante, apesar do fato de que os três álbuns após The Dark foram tão bons quanto os dois primeiros. No entanto, a banda se distanciou e acabou por se separar, até se reformular com Wayne em 1999, quando lançou o álbum “Masterpeace”, um bom disco de retorno. Depois de outro longo período de inatividade (durante o qual tanto Vanderhoof quanto Wayne trabalharam em projetos solo), uma nova formação se juntou e gravou The Weight Of The World em 2003, e desde então gravou vários discos. Depois de algum tempo decidiram terminar em junho de 2009, para então, retornar novamente em 2013 com Generation Nothing, e Rat Pak, em 2016.

Referência: 

the BNR Metal Pages

Música

Domingo é dia de Blues: De Blues em Quando!


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ma das bandas mais reconhecidas no nordeste do Brasil. Sendo também considerada uma das melhores do país, graças à sua interpretação de diversas vertentes do Blues. “Você Vai curtir!” É o segundo álbum da banda, muito simples e autêntico, mantendo a tendência que tem sido o trabalho do grupo desde a sua criação em 2004. Cantando em português, a banda pratica um som acessível para um público amplo e diversificado. Demonstrando sensibilidade e paixão, tocam canções autorais e clássicos do Blues nos quais a gaita e a guitarra slide fazem a ponte com o Blues do Mississipi, de Chicago, do Texas, etc. Com 13 anos de carreira, a banda tem no currículo o DVD “Ao vivo no CCBNB” (2005), “O que fazer para ganhar dinheiro” (2010), “Você Vai curtir” (2016) e o DVD “DBEQ in Sessions” (2016). Atualmente a banda é formada por Alvin (guitarra e vocal), Diogo Farias (gaita), Dudu Freire (baixo) e Aristides Cavalcante (bateria).

Referências:

Historias Del Blues

De Blues em Quando official

Música

Overdose: banda retorna após 20 anos

 A Overdose é uma das bandas de metal mais antigas do Brasil. Foi formada em Belo Horizonte no início dos anos 80 por Pedro “Bozó” e Claudio David. Em 1985, com uma formação estável e algumas composições próprias, a banda atraiu o interesse da gravadora Cogumelo. Como eles ainda não tinham material suficiente para um álbum completo, dividiram um LP dividido com outra banda a, Sepultura. O resultado foi o Split “Seculo XX/Bestial Devastation”, que uniu as duas bandas para sempre. Este foi um importante lançamento para a história do metal brasileiro. Todavia, enquanto o Sepultura conquistou o mundo alguns anos após, o Overdose conquistou razoável sucesso nacional, mas não tanto fora do país. Tanto é verdade, que uma boa parte do seu material só foi lançado no Brasil. Os dois álbuns que obtiveram sucesso internacional foram Circus Of Death (1992) e  Scars (1995). O estilo evoluiu de um heavy metal mais tradicional para um thrash metal vigoroso, que a partir do álbum Progress of Decadence, foi adicionado de elementos da música brasileira.

Após o lançamento de seu último álbum (Scars, em 1995), a banda passou por  mudanças na formação, incluindo, ironicamente, a adição do guitarrista fundador do Sepultura Jairo Guedz, mas eles se dissolveram em 1997.

Para a surpresa e alegria de muitos, depois de 20 anos a Overdose volta aos palcos para uma performance especial, ocorrida em sua terra natal, Belo Horizonte, em 18/02/17. Show que contou com a participação de membros da formação que gravou o famoso disco Século XX.

Contudo, a formação atual, que faz planos para o futuro, conta com Bernardo Gosaric (B), Sergio Ferreira (G), Claudio David (G), Pedro Bozó (V), Heitor Silva (Bat).

Referência: the BNR Metal Pages

Comportamento, Reflexão

O amor como tema da filosofia

arthur_schopenhauer_1-artigoDesde sempre o amor é objeto de inquietação de filósofos e, mais recentemente, de psicólogos, sociólogos e psicanalistas. Amor sobre o qual Platão escreveu na sua obra “O Banquete” em que Sócrates expõe a teoria que ficaria conhecida como “amor platônico”. Quando somos jovens e ignorantes em filosofia, tendemos a nos apaixonar por pessoas fisicamente atraentes. Com o passar do tempo a fixação quase maníaca por um corpo em particular diminui e passamos a amar a beleza interior. Somos capazes de aprender que a beleza da alma é muito mais valiosa do que a beleza física. Aristóteles nunca escreveu especificamente sobre o amor, mas sobre a amizade. Ele achava que uma boa amizade, na qual duas pessoas se unem no amor pela verdade, era o que podia haver de melhor entre os homens. Para Shopenhauer, filósofo do século XIX “o sentimento amoroso radica exclusivamente no impulso sexual”. O amor é apenas um nome inventado que damos a um impulso de reprodução da espécie. Conforme cita Schopenhauer “(O amante) imagina que se esforça e se sacrifica por seu próprio prazer, mas tudo que faz, na verdade, é guiado pela reprodução da espécie”. Em sua obra máxima, “O Mundo com Vontade e Representação”, Shopenhauer explica porque o amor é um tema eterno:

“O amor” é o objetivo último de quase toda a preocupação humana; é por isso que ele influencia nos assuntos mais relevantes, interrompe as tarefas mais sérias e por vezes desorienta as cabeças mais geniais. Ele não hesita em interferir nas negociações dos homens de Estado e nas investigações dos sábios. Ele sabe como insinuar seus bilhetes de amor e seus anéis de cabelo nas pastas ministeriais e nos manuscritos filosóficos”.

Jean–Paul Sartre, filósofo mais recente, dizia que o amor é um “ideal irrealizável”. Isso porque queremos algo impossível das pessoas que amamos: somos atraídos pela liberdade e independência que detectamos nelas. No entanto, ficamos tão apavorados que tentamos privá-las desses atributos quando estabelecemos uma relação amorosa. “O amante quer ser amado pela liberdade, mas exige que essa liberdade, como liberdade, não seja mais livre”. Muitos outros filósofos tentaram traduzir em palavras o sentimento amoroso, mas parece ter sido os poetas aqueles que melhor conseguiram expressá-lo, conforme os versos de Quintana: “O amor é quando a gente mora um no outro.”

Fonte: Marcos Kayser

 

Reflexão

Apenas Ouça: Lizz Wright – Silence

Uma música belíssima que parece exaltar a condição da mulher fugindo das convenções e dos (pré)conceitos. Lizz é uma artista completa e sua arte é libertadora.

Música

Domingo é dia de Blues: Gabriel Yang – Dry

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O trabalho criacional de Gabriel se estende aos instrumentos peculiares fabricados por ele próprio.

“Músico independente, compositor, produtor e também membro fundador da banda de rock Jardim de Ferro. Utilizando-se de recursos minimalistas e seguindo o conceito DIY (do inglês faça você mesmo), o artista mescla suas guitarras distorcidas e seus instrumentos personalizados a suas letras inquietantes e subjetivas.”

“Após lançar seu primeiro disco solo em 2015 (Poeira), cujo foco se manteve numa mistura de blues/rock e música nordestina e, tendo como elemento principal o uso de instrumentos peculiares feitos com matéria prima reciclada, Gabriel Yang lança agora o Ep “Dry”, que contém 4 faixas com sonoridades cruas, adentrando com sagacidade o universo [pluralista do blues].”

Mais sobre o artista: 

I Don’t Have a Pretty Face

Disco Poeira (Full Album)

Dry (Full Album)

Soundcloud

Música

Armored Saint – Symbol Of Salvation

51kgyp63ulEmbora o Armored Saint tenha alcançado um nível razoável de sucesso em meados dos anos oitenta (estando, inclusive desfrutando de uma popularidade renovada desde o seu retorno em 1999), pode-se afirmar que eles não têm o mesmo poder de fogo do início. A banda foi muito popular no circuito de clubes de Los Angeles nos seus primeiros anos, e detinha potencial pra se tornar  grande, mas o estrelato nunca se concretizou. Umas explicação possível para tanto, é que a banda nunca teve um grande selo de gravação. O Chrysalis, selo da banda no começo, não tinha a menor idéia de como promover uma banda de metal. Os álbuns lançados por esse selo eram bons em muitos aspectos, mas talvez tenha faltado algo que poderia tê-los impulsionado. Com a morte do guitarrista David Pritchard devido a leucemia em 1990, a banda perdeu uma parte importante. Conseguiu terminar o álbum Symbol Of Salvation para, de certa forma, homenageá-lo antes que John Bush partisse para o Anthrax. Passaram-se sete anos até que a formação do “Salvation” decidisse retornar, eventualmente lançando o bem-recebido álbum “Revelation”  em 2000. Estando Joey Vera e John Bush envolvidos em uma série de outras bandas e projetos, a atividade da banda tornou-se esporádica.

Referência: the BNR Metal Pages