Música

Domingo é dia de Blues: Betty Bonifassi – No More My Lawrds

Inspirado em uma história real, a canção busca retratar [os bastidores] da indústria da moda, com suas instalações de trabalho em condições, por vezes, desumanas. O conceito do álbum gira em torno de uma escravidão moderna no qual Betty doa uma interpretação contemporânea para canções dos escravos do início do século e faz uma revisão de gravações de Alan Lomax. Consiste de um tributo à capacidade, resistência, força, dignidade e beleza de escravos africanos deportados para a América.

Fonte: Betty Bonifassi

Reflexão

Napalm Death – On The Brink Of Extinction

Esta banda, formada há mais de 30 anos em Birmingham, Inglaterra, é talvez um dos mais conhecidos de todos os nomes do metal extremo. Quando se trata de grindcore, Napalm Death é uma banda única e pioneira do gênero. Apesar das toneladas de mudanças na formação, ganhou um lugar na história da música extrema criando alguns dos mais intensos, altos e insanos sons grindcore. Mas o que diferencia esta banda são suas letras que abordam temas como ética e engajamento político. No lugar de se concentrar em temas como “sangue”, “coragem” e “morte”, a banda prefere canalizar sua raiva e agressividade contra os males da sociedade, como a “escravidão moderna”, o “controle corporativo”, a “exploração do terceiro mundo”, a “corrupção governamental” e muito mais.

Embora o Napalm Death seja uma banda muito popular entre os seguidores da cena death metal, também tem um grande prestígio no seguimento Punk/Crust/Hardcore.

Fonte: OC Weekly

Comportamento, Música

Flotsam and Jetsam: Doomsday for the Deceiver

flotsamandjetsam-doomsdayforthedeceiverRespondendo à provocação do amigo Sidney Alencar no Meus 300 Discos, diria que esse parece ser um caso de falta de familiaridade com o estilo. Isto, provavelmente influenciou na base sobre a qual construiu-se a crítica.

Para ampliar a perspectiva, proponho resgatar elementos da época:

1986 foi o ano em que o heavy metal se tornou o gênero musical mais popular no mundo. Sendo a segunda metade da década de 80, a época em que a juventude americana experimentava um tipo de liberdade jamais imaginada. Com tanto poder nas mãos os jovens reivindicavam independência e encontravam no Rock/HeavyMetal uma forma plena de expressão.
O estilo conhecido como Thrash Metal é um herdeiro direto do Punk cuja ideologia deu à música contornos de engajamento político que, por sua vez, despertou a consciência de muitos jovens para a luta de classes.
A banda Flotsan & Jetsan, representante desse estilo, surgiu como fruto dessa rebeldia punk e, em suas letras, questiona o established através de um discurso “politicamente incorreto”.
Musicalmente, o som do grupo é pesado, rápido e nervoso. Contém, claro, todos os clichês que tornaram o estilo tão apaixonante e, ao mesmo tempo, tão contraditório.

A banda ganhou mais notoriedade por ter um membro promovido a integrante do Metallica, do que, por sua própria obra. O que, a meu ver, é injusto!
Trilhou um árduo caminho em busca de reconhecimento ganhando admiração de milhares de fãs, mas nunca saindo, de fato, dos bastidores.

O disco Doomsday for the Deceiver, em sí, sofre de algumas limitações. Não sendo contudo, o caso de relegá-lo ao esquecimento. Tem valor intrínseco para um grande agrupamento de fãs espalhados pelo mundo.

Para finalizar afirmo que “Doomsday…” pode valer a pena ser ouvido. Contudo, se para o amigo, esta audição não foi tão prazerosa, que pelo menos, possa servir de parâmetro para as próximas. Já aí, Ressignificando o uso da expressão: “VALE SEU TEMPO?”!

Música

Domingo é dia de Blues: Charles Brown – Black Night

Quantos artistas de blues permaneceram no topo absoluto de seu estilo depois de mais de meio século de atuação? Um nome salta imediatamente à mente: Charles Brown. Suas habilidades incríveis de piano e entrega vocal descontraído e apaixonado permanecem tão hipnotizantes no final de sua vida como eram por volta de 1945.

Com seu modo inovador de compor, em “Drifting Blues”, criou algo totalmente novo para os amantes do estilo no pós-guerra: um gênero de blues sofisticado caminhando para o smooth jazz.

Fonte: iTunes

Reflexão

Alice no país do futebol #4

Alice via diariamente os noticiários e percebera um agravamento no formato das notícias que enfatizavam as mortes cruéis e os crimes violentos. Notara que o Estado se omitia quanto às denúncias de crimes por toda parte. Via um crescente e assustador domínio das organizações criminosas sobre o povo, e respostas cada vez mais limitadas do Estado.

Alice concluiu que que naquele país não havia políticas de combate ao crime. O que havia – se é que havia – era mera política de convivência com o crime.

Música

Domingo é dia de Blues: Al Miller Chicago Blues Band – In Between Time

Al Miller contribuiu para a cena blues de Chicago por mais de 30 anos quando, em 1994, ele finalmente gravou seu primeiro álbum solo, Wild Cards. Seu disco mais recente, “In Between Time”, segue a linha do autêntico Blues de Chigado, um cenário que deu voz a nomes como Eric Clapton, entre outros.

Para o disco, recrutou três mestres da guitarra: John Primer, Dave Specter & Billy Flynn. Para a surpresa de muitos, “Al” aparece tocando harpa. Logicamente, exercendo o papel principal da banda, tocando harmônicas, cantando, escrevendo e, ainda, auxiliando nas guitarra. Al embebe sua música de sentimento, sendo que, no blues, isto é justamente o que importa.

A banda é composta por Willie “Big Eyes” Smith, Kenny Smith, Barrelhouse Chuck e Ken Saydak, contando porém, com músicos de apoio.

Comportamento, Música

Onslaught: galeria de fotos [13/01/17]

Quem foi ao show dos ingleses do Onslaught em Fortaleza ontem, sexta-feira 13, pode testemunhar uma das performances mais brutais, no melhor sentido da palavra, nos últimos meses.

Apesar de adversidades como as mudanças de local e de horário, o show ocorreu, na medida do possível, da melhor forma possível. O GRAB é um espaço com certa tradição em shows de metal e recebeu bem os presentes. O som e a luz estavam bons e os músicos deram exemplo de profissionalismo. Havendo, inclusive, se divertindo com o público.

Por falar nisto, o público era pequeno, mas ávido. E os ingleses responderam com humildade e generosidade. Em pouco mais de uma hora despejaram todos os clássicos da banda, de uma forma insana e impecável. Valeu cada centavo!

Segue alguns registros amadores do show:

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