Música

Black Sabbath: ” The Eternal Idol “

14956467_1273388996047441_2032205249086506228_nApós a saída de Glenn Hughes no início da turnê do álbum Seventh Star, substituído pelo então quase desconhecido Ray Gillen, a banda que prossegue até terminar a turnê era composta de Tony Iommi (G), Ray Gillen (V), Dave Spitz (B), Eric Singer (D) e Geoff Nicholls (T).

No início do projeto do subsequente álbum, que se chamaria Eternal Idol, havia um certo desentendimento entre o Produtor – Jeff Glixman, que após notar um certo desinteresse em Spitz, colocou-o de molho, convidando o renomado Bob Daisley (Ex Ozzy, Rainbow, Uriah Heep, etc.), que prontamente aceitou o convite.

Em setembro/outubro de 1986 são criadas e gravadas as bases das músicas do álbum, e também as letras (colaboração Daisley/Gillen). Bob é convidado para ser membro oficial do Black Sabbath, mas seus compromissos com Gary Moore o impedem. Essas bases compõem as primeiras versões do album, que vazaram e são facilmente disponíveis atualmente, embora totalmente extra oficiais. Existem, então duas versões, sendo que a primeira não possui solos de guitarra.

Bob Daisley se vai em novembro de 86, e a banda continua (em ritmo lento) trabalhando no álbum. Em Janeiro de 87 Eric Singer sai, por achar que a banda iria se desfazer, participa de audições para a banda de Gary Moore, mas, um pouco depois, Ray Gillen que também sai, se junta a Eric Singer e Jake Lee (Ex Ozzy) para formar o Badlands (em Março de 87).

Após a saída de Ray Gillen, Tony Martin é chamado para regravar o álbum, e como a banda tinha alguns shows marcados para julho, Bev Bevan (que já havia tocado na turnê do Born Again) assume as baquetas. Embora Bevan tenha créditos no álbum como percussão, não há conhecimento se ele realmente participou de alguma coisa.

Tony Martin afirma que existe uma pequena parte do vocal de Ray Gillen que permaneceu na versão final do álbum (algumas risadas em Nightmare). Neste momento, para completar o cargo vago de baixista para os shows de julho (Grécia), Geezer Butler é chamado e chega a ensaiar com a banda, mas no último minuto desiste e Dave Spitz é novamente recrutado para tocar nos shows de Sun City, na África do Sul, juntamente com Terry Chimes na bateria, devido a desistência de Bevan.”

Depois dos shows é realizada a produção final do álbum, que é lançado em novembro de 1987. Dave Spitz sai definitivamente da banda neste período e apesar de estar creditado como baixista no álbum, ele não toca uma nota, sendo o baixo todo do álbum tendo sido feito por Bob Daisley no início do projeto.

Após o lançamento do álbum, a banda grava o vídeo da música The Shining, mas como não havia nenhum baixista ativo, a banda recruta um completo desconhecido da rua, para aparecer no video tocando baixo. Tony Martin disse que o “baixista” do vídeo era um guitarrista, que chegou a realizar testes para completar o cargo vago na banda, mas foi recusado, voltando de onde veio.

O Baterista do vídeo é Terry Chimes , que juntamente com Jo Burt (B), fariam a turnê de Eternal Idol.

Eternal Idol marca o início da era Tony Martin no Black Sabbath e, que após rejeição inicial dos fãs antigos da banda, foi lentamente melhorando sua reputação como álbum de respeito e bom representante desta fase. É por muitos considerado o melhor dos álbuns de Martin, apesar do processo confuso de gravação descrito.

:: dedicado aos amigos Rogério Ribeiro e Plácido Felipe!

Fonte: Peregrinos da Sabbacracia

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