Música

Power Ballads: canções que embalaram sonhos juvenis.

[esse texto é uma colaboração de Neivaldo Araújo]

A banda Scorpions tem muitos fãs no Brasil, principalmente por dois motivos: primeiro, por suas apresentações antológicas no Rock in Rio I, em 1985, e depois por ser uma das principais bandas de um subgênero do rock muito popular nas rádios, o Hard Rock, que produziu muitas power ballads, ou melhor, muitas canções que embalaram romances entre roqueiros e não-roqueiros pelo mundo.

Um tipo de música normalmente caracterizado por um ritmo cadenciado, com presença de vocais agudos, partes que contém percussão e baixo bem casados para melhor emocionar e belos solos de guitarra, que representam o clímax de qualquer canção do estilo. Elementos como estes estão geralmente presentes em álbuns de bandas de hard rock e heavy metal.

Entre os maiores sucessos do gênero são citadas:

Still Loving You, gravada pelos Scorpions, escrita por Rudolf Schenker e Klaus Meine, para seu nono álbum de estúdio, Love at First Sting. Segundo Schenker, “É uma história sobre um caso de amor, onde o casal reconhece que pode ter acabado, mas irá tentar de novo”. Foi um dos grandes destaques do Rock in Rio e fez parte da trilha sonora da novela “Corpo a Corpo”, exibido pela TV Globo. Wind of Change é outra canção referencia desse gênero musical e foi escrita pelo vocalista Klaus Meine em 1990. Inspirada nos “ventos de mudança” que atingiam a Europa, com a Guerra Fria culminando com o fim da União Soviética e a queda do Muro de Berlim.

Outra banda muito popular no gênero é o Whitesnake (grupo que também se apresentou no Rock in Rio I). Talvez sua canção mais popular seja Is This Love?, do álbum “1987”, lançada no ano de mesmo nome. Foi escrita pelo vocalista David Coverdale e o guitarrista John Sykes. Here I Go Again, originalmente lançada no álbum Saints e Sinners em 1982 foi escrita David Coverdale, e pelo ex-guitarrista Bernie Marsden. Lover Why gravada pela banda francesa Century no álbum And… Soul It Goes em 1986.

O álbum The Final Countdown lançado pela banda sueca Europe em 1987, trouxe dois outros clássicos: a canção que dá título ao disco, que é um pouco mais heavy metal, porém, um hit do gênero, e Carrie, uma power ballad no melhor estilo. Escrita pelo vocalista Joey Tempest e o tecladista Mic Michaeli em 1985.

Outra canção de muito sucesso é More Than Words gravada pela a banda norte- americana Extreme, destacando-se na musica os vocais de Gary Cherone, bem como a performance do guitarrista Nuno Bettencourt. Desse entrosamento nasceu uma das mais famosas canções do gênero:

Bandas veteranas passaram a gravar canções no estilo

Algumas banda consideradas veteranas passaram grava canções do gênero como a banda britânica Slade (formada em 1966), um dos grandes nomes do Glam Rock nos anos 70, voltaram ao sucesso com My Oh My escrita por Noddy Holder, Don’t Want to Miss a Thing lançada pela da banda norte-americana Aerosmith (formada em 1970), incluída na trilha-sonora do filme Armageddon, permaneceu no topo da parada por quatro semanas consecutivas e I Want to Know What Love Is canção gravada pela banda americana Foreigner (formada em 1976) em 1984.

No Brasil um grande representante do gênero

Foi a banda Yahoo, fundada pelo guitarrista Robertinho de Recife, seu maior sucesso foi a canção Mordida de Amor que era uma versão da musica Love Bites, da banda Def Leppard, outro clássico das Power Ballads, versão foi tema da telenovela Bebê a Bordo exibida pela Rede Globo:

Para alguns “roqueiros” tradicionais, o gênero é meloso e – talvez – brega, mas pouco importa! Essas canções subsistiram por gerações e embalaram os sonhos românticos de muitos adolescentes, notadamente os apaixonados. Tornaram-se clássicos e continuam emocionando as pessoas nos dias de hoje.

Tendo a música como seu maior referencial artístico e cultural, pesquisa e escreve sobre temas como o romantismo e o existencialismo dos anos 70 e 80, os quais, foram imprescindíveis para o surgimento e a qualificação dos movimentos musicais brasileiros e internacionais.

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5 thoughts on “Power Ballads: canções que embalaram sonhos juvenis.”

  1. é muito bom ver que o tempo nem sempre interfere ou transforma, num sentido mais amplo claro. Scorpions é mesmo uma banda histórica, mais do que nunca, em plena forma. Subsiste. Sensacional a construção do post.

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