Reflexão

Cidade visível

wÍtalo Calvino, em seu livro Cidades Invisíveis, descreve cidades fantásticas idealizadas pela incrível imaginação de um vendedor/viajante, que também era um contador de histórias.

Umas cidades livres, outras maravilhosas; umas tristes, outras perigosas. Cada uma excepcional em sua natureza, mas nenhuma completa naquilo que as definia!

Um mote para se pensar os modelos de cidade atuais. Uma ponte para imaginar uma cidade possível. Talvez mais, um estalo para pensar a cidade em que vivemos.

Incrivelmente, Fortaleza me parece um misto de todas elas. Na verdade uma miscelânia de pessoas, ruas, casas, lugares, problemas, soluções, crises e dissoluções.

Podem haver várias vias para pensarmos esta ou aquela cidade. Contudo, há uma linha geral: a cidade somos nós! Não devemos, portanto, nos abster do direito de nos indignarmos com a forma segundo a qual o poder instituído conduz nosso modo de vida!

Disto, depende uma série de comportamentos/posturas que temos de exercer para atingirmos o bem-viver no contexto mais amplo da cidade. (…) A violência, a insegurança, o caos na saúde, a má educação, etc. são produtos do nosso comodismo. 

No caso de Fortaleza, que já foi “Terra da Luz”, “Fortaleza bela” e dona de outras tantas alcunhas, devemos não apenas protestar, mas também fazer a nossa parte para reaproximar a Fortaleza turística da Fortaleza do povo. Ou seja, reaproximar a cidade da sua gente e de tantos outros que nela vivem, convivem e, porque não dizer, sobrevivem!

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