Música

Testament (15/11/15): galeria de fotos

Testament é um dos fundadores do movimento conhecido como Bay Area Thrash Metal, surgido em meados dos anos oitenta em São Francisco/Califórnia (USA).

Ao contrário da maioria dos seus contemporâneos, que têm pouco a pouco caído no esquecimento, continuam a lançar ótimos álbuns e mantém uma sólida base de fãs em todo o mundo.

Esta é uma banda que dispensa apresentações em todos os sentidos. Sendo assim, revivendo a passagem da banda pelo Brasil, segue uma sequência matadora de fotos feitas no show de Fortaleza:

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Todas as fotos por: Cris Machado.

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Música

Cannibal Corpse (15/11/15): galeria de fotos

Formada em Buffalo (USA) em 1989, Cannibal Corpse é um dos principais expoentes da música extrema no mundo. Na verdade, eles são reconhecidos como uma das bandas Death Metal que mais vende discos no globo: mais de um milhão de álbuns vendidos em sua carreira até agora. Seu estilo e imagem quase não mudou ao longo dos anos, e eles não dão sinal de que pretendem mudar!

São poucas fotos para o tamanho da paixão dos fãs. E é justamente pelos fãs que a galeria de fotos do show de Fortaleza se torna real! Foram muitos anos de espera, mas valeu a pena, por que a performance do show ocorrido em 15/11/2015 foi hecatômbica.

Ladies and Gentlemen, vamos as fotos:

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Todas as fotos por: Cris Machado.

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Resenha

Fábio Allex: de volta ao passado que nunca vivi

[O texto a seguir é uma colaboração de Neivaldo Araújo]

capa_disco_fabio_alex-277547De Volta ao Passado que Nunca Vivi é o nome do segundo álbum do cantor e compositor maranhense Fábio Allex, como o próprio título do álbum sugere é recheado de canções saudosistas. Nas faixas Fábio faz dueto com várias artistas do cenário musical alternativo maranhense, como a cantora Camila Boueri, Mário Fernando, Kadu Ribeiro, entre outros, a única convidado que não é maranhense é a cantora paulista Mary Luz.

As canções de Fábio Allex se caracterizam pelas letras poéticas, seguindo uma antiga tradição da música brasileira, porém com arranjos modernos; apesar da predominância do pop, o disco passeia por diversos gêneros, como o blues e o folk, referências do artista.
Apesar de estar em carreira solo, Fabio Allex gosta de conduzir seu trabalho de forma coletiva, talvez isso justifique a presença de tantos convidados, herança que o autor guardou do tempo em que integrava a banda Mythra, de estilo alternativo, a qual foi membro entre os anos de 2004 e 2008.

O disco foi disponibilizado na internet e o clipe da música Niilismo, que Fábio Allex apostou como sua música de trabalho, está no Youtube:

Download Album

neivaldoNeivaldo Araújo

Tendo a música como seu maior referencial artístico e cultural, pesquisa e escreve sobre temas como o romantismo e o existencialismo dos anos 70 e 80, os quais, foram imprescindíveis para o surgimento e a qualificação dos movimentos musicais brasileiros e internacionais.

Música

Lenine: Eu deveria!

Eu deveria estar nos hospitais lutando por mais leitos e mais médicos.
Eu deveria estar nas escolas batalhando por uma educação digna e salários decentes para os professores.
Eu deveria bradar aos quatro ventos a insegurança social em que vivemos.
Eu deveria testemunhar pessoalmente a morte do Rio Doce e cuspir a culpa na cara dos criminosos deste desastre irreversível.
Eu deveria berrar até perder a voz contra uma elite tirana e tacanha.
Eu deveria nunca parar de gritar contra a impunidade e a corrupção.
Faço o que posso – e o que sinto que devo!
Tenho vergonha de viver no Brasil de hoje.
Participei da fundação do PT no ABC paulista.
Fui à rua, com minha família, celebrar a vitória de Lula.
Vislumbrei um futuro melhor… e o imaginei possível.
O país cresceu social e economicamente.
Proporcionalmente a este crescimento, fomos descobrindo o real preço dessas conquistas. E o pior: quem estava pagando por elas.
A mecânica do exercício da política nunca mudou.
O mesmo rito, o mesmo jogo.
Congresso e Senado, em sua quase totalidade, são compostos por gente despreparada, desqualificada e dissimulada.
Não reconheço como legítimo esse governo não eleito que aí está.
Não votei em Dilma. Fui Marina no 1º turno, anulei no segundo.
Tristeza e incredulidade.
São estes os meus sentimentos em relação ao que estamos vivendo.
Só uma profunda reforma política poderá mudar nosso futuro possível.
Só com a união de todos os poderes e instituições para que tenhamos o quanto antes: eleições gerais!

Lenine [cantor, intérprete, compositor, artista]

19/05/2016

Fonte:

 Lenine Oficial Website

Poesia

Nós

Da leveza das belas tardes ao êxtase das madrugadas vívidas. Onde as realidades não bastam e as palavras não dizem. Ao contrário, entrelaçam-se para além do limite das horas. Subtraídos de tudo. Sussurrando semi-palavras, colhendo fragmentos... Num estado de puro esquecimento. Éramos a principal parte do todo. Éramos nada... Éramos sentimentos.
Da magia das tardes ao êxtase das madrugadas.
Realidades contemplam o que os verbos não exprimem.
Ao contrário, entrelaçam-se sobrepondo-se ao limite das horas.
Subtraídos de tudo,
Sussurrando semi-palavras… colhendo fragmentos
Num estado de puro esquecimento.
Éramos nada.
Éramos tudo!
Música

O olhar de Elis

[O texto a seguir é uma colaboração de Neivaldo Araújo]

O mundo da musica ainda estava de luto com a morte de John Lennon dois anos antes, quando foi surpreendido em janeiro de 1982, com a morte da cantora Elis Regina, de apenas 37 anos. Logo as primeiras suspeitas se confirmaram, Elis morreu de overdose. Por motivo de depressão a cantora sucumbiu diante da mercantilização da música e pelo fim das ideologias, que moveu sua geração. Definitivamente, o sonho tinha acabado!

Falar de todo o legado de Elis em texto, é difícil. Teria que relatar que a cantora veio do Rio Grande do Sul, para competir com a sensação da época Cely Campelo, mas isso merece um capítulo à parte. Todavia, o twist passou, Cely passou, mas Elis tornou-se uma estrela. Estrela esta, que não queria ser vista como uma cantora regional. Não tenho registros de Elis bebendo chimarrão, ou vestindo trajes tradicionais de sua terra natal. Elis era uma cantora do Brasil!

Sua contribuição na famosa Era dos Festivais. Venceu o I Festival de Música Popular Brasileira na TV Excelsior em 1965, com a música Arrastão de Edu Lobo e Vinicius de Moraes. No III Festival de Música Popular Brasileira em 1967 ganhou como melhor interprete com a música O Cantador, de Dori Caymmi e Nelson Motta, voltando a vencer na primeira Bienal do Samba, em 1968 com a música Lapinha de Baden Powell e Paulo César Pinheiro. E atuou como jurada no III FIC em 1969.

Elis era uma artista cheia de qualidades, o seu repertorio era impecável e, de acordo com o que podemos acessar, não cedeu às modas impostas pelo mercado musical, só gravava aquilo que gostava e acreditava. Com tantos atributos há, ainda, uma virtude que quero destacar: o “faro” para descobrir novos talentos. Vários dos grandes compositores da musica brasileira, foram revelados e/ou tiveram suas carreiras impulsionadas depois de gravações de Elis Regina.

Milton Nascimento

MiltonMilton Nascimento já era um nome conhecido na musica depois de ter conquistado o 2º Lugar no II FIC de 1968, com a música Travessia vendendo também como melhor intérprete, porem ainda buscava conquistar seu espaço como compositor.

Conta a historia que Elis Regina conheceu Milton Nascimento no ambiente dos festivais de musica, e convidou o jovem compositor mineiro para ir à sua para conhecer suas composições, a cantora estava selecionando musicas para seu novo álbum. E, ao chegar à casa de Elis, Milton encontrou Gilberto Gil, que estava lá pelo mesmo objetivo. Depois de cantar varias composições e nenhuma despertava o interesse da cantora, Milton já estava para desistir quando Elis perguntou “Não tem mais nenhuma?”.

Milton exaurido pelo desconforto diante de Gil, pela indiferença de Elis, pelo nervosismo natural, tocou como saideira, era a Canção do Sal, apenas para cumprir tabela, ao terminar colocava o violão no saco quando sentiu um brilho na sala. “É essa, Milton!”, disse Elis “É essa musica que eu quero”, seria a primeira de varias canções de Milton que Elis gravaria, destacando Caxangá, Saudades dos Aviões da Panair, Morro Velho e outra musica que se tornaria clássico na interpretação de Elis Maria, Maria.

Raimundo Fagner

fagnerRaimundo chegou ao Rio de Janeiro no início dos anos setenta. Com ele, sonhos, um repertório de belas músicas e um recado. Elis Regina havia escutado algumas músicas de Fagner e queria conhecê-lo. Um bilhete de um amigo de Elís, que Raimundo conhecera, fez com que o cearense fosse ao teatro onde a cantora estava fazendo shows e ensaiando.

Entre idas e vindas, Raimundo ficou sentado com o desejo de falar com Elís. Em um certo momento ela ia passando e foi apresentada ao jovem cantor. -Elis, eu sou o Raimundo.

A pimentinha respondeu eufórica e surpresa. –“Puta que pariu, eu estava te procurando faz tempo!”. De Fagner, Elis só gravou a melancólica Mucuripe escrita em parceria com Belchior, que Roberto Carlos também gravaria.

Porem a amizade dos dois foi intensa, sabendo das dificuldades que Fagner passava no Rio de Janeiro, passando até por privações, Elis ofereceu sua casa para Fagner se hospedar o tempo que fosse necessário, o cantor conta que se hospedou porem viu um grande constrangimento, o casamento de Elis Regina com o compositor e produtor musical Ronaldo Bôscoli, estava em crise, Elis explicou a Fagner que não se preocupasse que era seu hospede e muito bem vindo, Fagner morou três anos na casa de Elis.

Fagner lembra também que aqueles dias na casa Elis, deram a tranquilidade necessária para tocar sua carreira e se tornar um dos maiores vendedores de discos dos anos 80.

Ivan Lins

ivanIvan Lins era outro compositor da Era dos Festivais, participando também do MAU – Movimento Artístico Universitário, sua carreira decolou logo depois do sucesso de Madalena, canção de Ivan Lins em parceria com Ronaldo Monteiro de Souza, gravada por Elis em 1971, com um ótimo arranjo de Chiquinho Morais, pode-se ouvir nitidamente o piano de Ivan Lins com seu toque inconfundível.

Duas outras grandes canções de Ivan Lins composta em parceria com Vitor Martins, gravadas por Elis Regina foram: Cartomante, lançada no seu LP de 1977, também com a participação de Ivan Lins no piano. Letra que fala dos problemas sociais da cidade grande. E, Aos Nossos Filhos, incluída no show de Elis Regina “Saudade do Brasil”, apresentação de grande êxito no canecão no Rio de Janeiro e depois em São Paulo. Traz uma letra dramática e comovente como uma mensagem para geração futura.

João Bosco

boscoEm 1972 Elis Regina conheceu João Bosco e logo gravou uma parceria sua com Aldir Blanc, Bala com Bala; a carreira do compositor deslanchou com o sucesso da interpretação da cantora para o bolero Dois pra lá, dois pra cá também da dupla e outras canções foram gravadas por Elis como: Corsário e O Mestre Sala dos Mares.

Até chegar a O Bêbado e a Equilibrista canção também da parceria João Bosco e Aldir Blanc, que marcou definitivamente a carreira de Elis Regina, composta em 1978, foi um grande sucesso da cantora se tornando uma espécie de tema da anistia e da abertura política que o pais começava a viver. Uma das mais belas intepretações de Elis.

A identificação de Elis com a musica foi tão grande, que despertou diversos elogios: “com ela, a música popular soube encarnar com absoluta perfeição o momento histórico!”, disse Geraldo Carneiro; “Em uma certa hora aquela música cai na mão da Elis Regina e ela se apaixona. Quando ela grava está completamente possuída por aquela música, já não nos pertence!”, disse João Bosco!

Outros compositores que ganhavam destaque depois de suas canções haverem sido gravadas por Elis Regina foram: Renato Teixeira – ele conta que construiu uma casa com o sucesso da versão da cantora para a sua canção Romaria; Belchior, cuja canção Sentimental eu Fico, emocionava plateias na interpretação de Elis. Belchior também viu na voz de Elis, sua canção Como Nossos Pais se tornar um hino da juventude dos anos 70; duas grandes compositoras da geração de 80, Joyce (Essa Mulher) e Fátima Guedes (Onze fitas) tiveram suas composições gravadas por Elis Regina.

Por isso e muito mais, que podemos considerar Elis Regina não apenas a maior cantora de sua geração, como também a madrinha da moderna musica brasileira.

neivaldoNeivaldo Araújo

Tendo a música como seu maior referencial artístico e cultural, pesquisa e escreve sobre temas como o romantismo e o existencialismo dos anos 70 e 80, os quais, foram imprescindíveis para o surgimento e a qualificação dos movimentos musicais brasileiros e internacionais.

Poesia

intermezzos

Entre a gênese e o fim, intermezzos. Nada há que nos salve da vida. A não ser, a certeza de eternos recomeços.
Entre
a gênese
e o fim,
intermezzos.
Se nada nos salva da morte,
louvemos os recomeços!