Música

Obskure: evolução sonora e musical

Quem viveu o final dos 80 e início dos 90 no Ceará, sabe como era difícil ser “roqueiro” naquela época. Não havia lugares onde as bandas – que eram bem poucas – pudessem se apresentar; não havia espaços públicos para se ouvir rock, e as rádios não tocavam nada além de baladas das bandas de hard rock americano.1989 Sound Polution

Eram raros os shows até mesmo das bandas de fora do estado. Poucas bandas de São Paulo, que detinham algum reconhecido nacional, se habilitavam em tocar por estes lados. Mesmo assim, com intervalos grandes entre uma aparição e outra.

Este era o cenário de muitos que, durante anos, batalharam pelo direito de poder se expressar como músico de rock/metal e pelo reconhecimento desse estilo como arte, pelo meio artístico de um modo geral.

1990 Uterus and GraveAssim, em meio a todo tipo de dificuldades, numa época cheia de contrassensos, a banda Obskure surge como um dos pioneiros do estilo death metal no estado do Ceará.

No início, a música praticada pela banda, era nada mais do que uma réplica de tantas outras bandas brutais existentes mundo afora.

Em 1989, grava a demo Sound Polution. Uma fita contendo registros de ensaios que, segundo Amaudson Ximenes, foram gravados em sua residência, sem nenhum aparato técnico.

No ano seguinte, em 1990, a banda lança outra demo, a famosa Uterus and Grave. Um brutal grindcore cujas referências mais próximas seriam Carcass e Benediction de inicio de carreira.

Com Opressions In Obscurity, de 1992, a banda se mantem na mesma linha da demo anterior praticando um brutal grindcore, tosco e sem concessões.

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Da direita para a esquerda: Daniel Boyadjian, Jolson Ximenes, Amaudson Ximenes, Mano e Cris Coturno

Em 1993, ano em que comecei a acompanhar a banda, lançam The Singin of Hungry. Ocasião na qual, registra-se as primeiras inovações com à introdução de teclados à sonoridade do grupo e pela adição de uma mulher à formação. Cristiane Rocha – mais conhecida como Cris Coturno.

No 1993 The Singin of Hungryintervalo de 1994 a 1997 a banda passou por mudanças internas, e isso parece tê-la motivado mais. Refinou-se musicalmente e preparou o terreno para aquele que foi o seu primeiro álbum completo.

Overcasting foi lançado em 1998. Um disco magnifico, que combina peso, agressividade, melodia e suavidade. Com esta obra, a banda conseguiu realizar uma fusão sonora ao mesmo tempo extrema e musical.

Na tour de Overcasting a banda percorre os quatro cantos do país. Sendo que um dos momentos mais marcantes, foi a participação como convidado especial do Krisiun, no show de encerramento da turnê do álbum Conquerors Of Armageddon em São Paulo.

ObskureNovamente, em meio à mudanças de formação e outras intempéries, lança os EPs The Emptiness Spectable, em 2001, que conta com a participação de Alex Camargo (Krisiun) e From One Who Stopped Dreaming, em 2005.

Em 2008, a banda representou o Ceará na Metal Battle Brasil, seletiva para o festival alemão, Wacken Open Air (atualmente, o maior festival de Metal do mundo), ocorrida em São Paulo.From One Who Stopped Dreaming

Em 2012 a banda renasce com o excelente Dense Shades of
Mankind. Um disco no qual a banda explora a fundo suas influências mais “raízes” na linha do old school death metal.

Em “Dense” as influências mais evidentes são Hipocrisy, Nocturnos, Dimmu Borgir e Morbid Angel (entre outras). Uma obra complexa e cheia de nuances. Mas, acima de tudo, cheia de qualidades!

Ainda em 2012 a banda relança a demo Opressions in Obscurity e, em 2013, numa parceria com os santistas do No Sense, relança a demo Uterus and Grave, em formato split EP, 7”.

Em 2014, celebrando 25 anos de carreira, a banda lança o DVD “Obskure 25 anos”, gravado no Festival Dragão Metal, no Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, em Fortaleza/CE.

Os anos de estrada levaram o Obskure de um nível ultrarradical para outro mais elaborado mas, nem por isso, comercial. A coragem dos músicos em pretenderem-se originais os colocou dentre os principais nomes do estilo no Brasil, tornando-os relevantes na luta simbólica contra a exacerbação das distorções sociais e das muitas formas de intolerância em nome do death metal.


Coletânias:

1995-The Winds of a new Millennium #1
1997-Atitude #1
1999-Noise for Deaf (CD beneficente)
2000-CD da Revista Planet Metal #6
2002-Unidos pela Causa Underground
2014-Em nome do medo – A Brazilian tribute to Moonspell

Fontes:

Música

Obituary: galeria de fotos (28/03/15)

No dia 28 de março de 2015, os americanos do Obituary, uma das bandas mais respeitadas bandas do estilo death metal, tocou em Fortaleza pela primeira vez. O show foi alucinante: houve sinestesia entre banda e público e a performance da banda no palco foi algo, assim – no bom sentido – brutal!

Para reviver um pouco daquela noite incrível, trazemos estas belíssimas imagens. Para os que estiveram presente, uma grande recordação. Para os que perderam, uma degustação do que foi este espetáculo:

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Todas as fotos por: Cris Machado.

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Música

Black Sabbath: bastidores dos ensaios para o fim!

Comportamento, Música

Soulfly: banda tem história pra contar!

A banda Soulfly foi formada por Max Cavalera logo após sua saída do Sepultura, em 1997. De lá para cá muita água rolou e a banda, hoje, se solidifica como um grande nome do Metal Mundial. Todavia, Se hoje a banda estabilizou-se em sua line up, e produziu grandes discos, pode-se dizer que nem tudo foi flores para o grupo liderado por Max. A trajetória desta banda foi marcada por altos e baixos e o início, após a separação, talvez tenha sido o período mais difícil.

Quanto ao estilo, pode-se dizer que Max, como um bom brasileiro, absorveu muitas influências musicais durante sua carreira. As influências foram tantas que, em alguns momentos chegam a confundir até mesmo ao fã mais assíduo. Hoje, no entanto, é possível notar que Max aprimorou muito seu jeito próprio de fazer música. E isso é possível de se constatar no mais novo disco, Archangel.

Archangel é um disco que contém peso e todos os elementos que, ao longo do tempo, tornaram-se marca de Max Cavalera. Elementos percussivo-tribais, ruídos e microfonias que, somadas ao vocal pujante de Max, fazem deste, um dos trabalhos mais interessantes do Soulfly. Principalmente depois de inúmeros experimentos, motivados pela mente inquieta de Max, que canalizou essa energia dando limites  a irresistível necessidade de criar algo novo, como ocorreu quando acidentalmente criou o “Nu Metal”. Estes elementos, até pouco tempo determinavam as diretrizes musicais da banda. Hoje, entretanto, equilibram-se e passam a existir em função dos conceitos mais tradicionais do gênero do qual Max é nativo: o Metal!

Segue a discografia com as respectivas line up’s ao longo de quase 20 anos:

Soulfly
1998 Roadrunner

  1. Eye For An Eye
  2. No Hope = No Fear
  3. Bleed
  4. Tribe
  5. Bumba
  6. First Commandment
  7. Bumbaklaatt
  8. Soulfly
  9. Umbabarumba
  10. Quilombo
  11. Fire
  12. The Song Remains Insane
  13. No
  14. Prejudice
  15. Karmageddon
  16. Cangaceiro
  17. Ain’t No Feeble Bastard
  18. The Possibility Of Life’s Destuction
  • Max Cavalera
  • Jackson Bandeira
  • Marcelo Dias
  • Roy Mayorga

Primitive
2000 Roadrunner

  1. Back To The Primitive
  2. Pain
  3. Bring It
  4. Jumpdafuckup
  5. Mulambo
  6. Son Song
  7. Boom
  8. Terrorist
  9. The Prophet
  10. Soulfly II
  11. In Memory Of…
  12. Flyhigh
  • Max Cavalera
  • Mikey Doling
  • Marcelo Dias
  • Joe Nunez

III
2002 Roadrunner

  1. Downstroy
  2. Seek’n’strike
  3. Enterfait
  4. One
  5. LOTM
  6. Brasil
  7. Tree of Pain
  8. One Nation
  9. 9 11 01
  10. Call to Arms
  11. Four Elements
  12. Soulfly III
  13. Sangue De Bairro
  14. Zumbi
  • Max Cavalera
  • Mikey Doling
  • Marcelo Dias
  • Roy Mayorga

Prophecy
2004 Roadrunner

  1. Prophecy
  2. Living Sacrifice
  3. Execution Style
  4. Defeat U
  5. Mars
  6. I Believe
  7. Moses
  8. Born Again Anarchist
  9. Porrada
  10. In the Meantime
  11. Soulfly IV
  12. Wings
  • Max Cavalera
  • Marc Rizzo
  • Bobby Burns
  • Joe Nunez

Dark Ages
2005 Roadrunner

  1. The Dark Ages
  2. Babylon
  3. I And I
  4. Carved Inside
  5. Arise Again
  6. Frontlines
  7. Inner Spirit
  8. Corrosion Creeps
  9. Molotov
  10. Riot Starter
  11. Bleak
  12. (The) March
  13. Fuel The Hate
  14. Stay Strong
  15. Soulfly V
  • Max Cavalera
  • Marc Rizzo
  • Bobby Burns
  • Joe Nunez

Conquer
2008 Roadrunner

  1. Blood Fire War Hate
  2. Unleash
  3. Paranoia
  4. Warmageddon
  5. War Ghost
  6. Rough
  7. Fall Of Sycophants
  8. Doom
  9. Rot
  10. Touching The Void
  11. Soulfly VI
  • Max Cavalera
  • Marc Rizzo
  • Bobby Burns
  • Joe Nunez

(EP) Blood Fire War Hate
2009

  1. Blood Fire War Hate
  2. Prophecy (live)
  3. Downstroy (live)
  4. Frontlines (live)
  5. Living Sacrifice (live)
  6. Mars (live)

Omen
2010 Roadrunner

  1. Bloodbath & Beyond
  2. Rise of the Fallen
  3. Counter Sabotage
  4. Jeffrey Dahmer
  5. Lethal Injection
  6. Great Depression
  7. Mega-Doom
  8. Kingdom
  9. Off With Their Heads
  10. Vulture Culture
  11. Soulfly 7
  • Max Cavalera
  • Marc Rizzo
  • Bobby Burns
  • Joe Nunez

Enslaved
2012 Roadrunner

  1. Resistance
  2. World Scum
  3. Intervention
  4. Gladiator
  5. Legions
  6. American Steel
  7. Redemption of Man By God
  8. Treachery
  9. Plata O Plomo
  10. Chains
  11. Revengeance
  • Max Cavalera
  • Marc Rizzo
  • Tony Campos
  • Dave Kinkade

Savages
2013 Nuclear Blast

  1. Bloodshed
  2. Cannibal Holocaust
  3. Fallen
  4. Ayatollah Of Rock ‘N’ Rolla
  5. Master Of Savagery
  6. Spiral
  7. This Is Violence
  8. K.C.S.
  9. El Comegente
  10. Soulfliktion
  • Max Cavalera
  • Marc Rizzo
  • Tony Campos
  • Dave Kinkade

Archangel
2015 Nuclear Blast

Max Cavalera
Marc Rizzo
Zyon Cavalera
Igor Cavalera Jr.
  1. We Sold Our Souls To Metal
  2. Archangel
  3. Sodomites
  4. Ishtar Rising
  5. Live Life Hard!
  6. Shamash
  7. Bethlehem’s Blood
  8. Titans
  9. Deceiver
  10. Mother Of Dragons

Fonte: BNR Metal Pages

Comportamento, Música

Iron Maiden (24/03/15): galeria de fotos

Dizem que uma imagem vale mais do que mil palavras. Se assim for, então o que dirá dezenas de imagens? E se estas imagens contiverem a essência de um momento? Se elas puderem traduzir e/ou representar um sonho adolescente que se concretiza? Se estas imagens pudessem ainda transmitir a dinâmica de um autêntico espetáculo de heavy metal? E, se este espetáculo for da maior banda do planeta? Bom, espero que cada um que lá esteve possa, a partir destas imagens, dar resposta a esta e a outras perguntas, que certamente surgirão. Senhoras e senhores, aqui estão as fotos do show do Iron Maiden em Fortaleza:

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Todas as fotos por: Cris Machado.

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