Música

Discos

Wolfmother - VictoriusWolfmother – Victorius (19/02/16)

Com pegada de rock setentista, esse disco contem elementos que conectam a energia do Led Zeppelin ao peso do Black Sabbath. Dotado de personalidade e sem medo de ousar, em Victorius, a banda experimenta sons “mais” comerciais, sem soar tão comercial, claro! Uma banda que se tornará grande muito em breve!

BlaBlackSabbathck Sabbath – Black Sabbath (13/02/70)

Primeiro disco daquela que é tida com a precurssora do que hoje convencionou-se chamar “Heavy Metal”. O disco, que leva o nome da banda, tem raízes no blues e nos jazz da época. Um álbum cheio de musicalidade, onde as harmonias produzem climas que se projetam como imagens estendendo-se pelos recantos mais obscuros da mente.

Iron Maiden - Iron MaidenIron Maiden – Iron Maiden – (02/02/81)

Ao mesmo tempo em que a resistência Punk  dava seu último suspiro, nascia, na Inglaterra, um movimento de renovação musical que viria a se tornar fenômeno mundo afora: a New Wave of British Heavy Metal (NWBAM). O Iron Maiden como um dos pioneiros dessa onda lança o disco homônimo. Um petardo notadamente influenciado pelo punk, enquanto símbolo de rebeldia musical, contudo, adicionado de melodias e cheio de versatilidade. Um elo difícil de se imaginar entre dois universos tão opostos e tão próximos.

Mark Lanegan Band – Blues FuneralMark Lanegan Band – Blues Funeral (06/02/12)

Com vogal que as vezes lembra Johnny Cash, Mark – contrariando o título do disco, chega aos ouvidos como um verdadeiro sopro de vida numa época em que a música se encontra marcada pela descartabilidade. Um disco de rock com toques de blues somados a alguns experimentalismos fazem desta peça algo, assim… sutilmente agradável.

 

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Música

Alucinação, de Belchior – 40 Anos

[O texto a seguir é uma colaboração de Neivaldo Araújo]

Em 2012, o jornal O Povo, um dos mais tradicionais jornais de Fortaleza, fez uma pesquisa entre críticos e internautas para saber qual é o melhor disco da Música Cearense de todos os tempos, foi uma disputa difícil entre os álbuns citados, constam os discos de estreia solo dos cantores Raimundo Fagner, Manera Fru Fru (1973) e Ednardo O Romance do Pavão Mysterioso (1974), Meu corpo minha embalagem todo gasto na viagem (1973) de Ednardo, Rodger e Teti, disco que deu origem ao movimento Pessoal do Ceará e o antológico disco manifesto Massafeira (1980), porém o grande vencedor entre críticos e internautas foi o segundo álbum do cantor Belchior, Alucinação lançado em 1976 pela POLIGRAM com dez canções todas de sua autoria.

BELCHIORAfinal, o que esse álbum tem de tão especial para ser uma unanimidade cearense? Em minha opinião três pontos são fundamentais: o momento histórico do disco que Belchior descreve tão bem, a repressão que os artistas viviam através da censura: “Por favor, não saque a arma no “saloon” eu sou apenas um cantor / Mas se depois de cantar você ainda quiser me atirar / Mate-me logo, à tarde, às três, que à noite tenho um compromisso / E não posso faltar por causa de você”. Seria uma mensagem aos militantes, que eles não tinham o que temer os cantores, que apenas queriam cantar o que pensam, “Ano passado eu morri, mas esse ano eu não morro”, evidencia a esperança de dias melhores e mais liberdade. As letras de, modo geral, transmitem diversas interpretações e temáticas, como solidão urbana, violência, cotidiano, desencontros habituais, formando um grande painel de sua geração.

O segundo ponto seria o repertório do disco, um verdadeiro desfile de canções que se tornariam clássicos no repertório de Belchior, destacando a faixa inicial “Apenas um Rapaz Latino Americano”. Uma canção biográfica que se inicia citando sua origem latinoamericana e humilde, a letra cita ainda trecho da canção “Divino Maravilhoso”, de Gilberto Gil e Caetano Veloso, que diz: “Tudo é divino! Tudo é maravilhoso!”, ao finalizar a canção, se posiciona contrário àquela visão exposta anteriormente afirmando: “Mas sei que nada é divino / Nada / Nada é maravilhoso, nada / Nada é secreto, nada”. A Palo Seco mais uma vez a influência latinoamericana aparece forte. Há diversas teorias ou definições que tentam explicar o título, que nitidamente faz referência a um poema de João Cabral de Melo Neto e é uma de suas canções mais regravadas, além do autor, que gravou em seu o primeiro disco, Mote e Glosa (1974), foi registrada também por Raimundo Fagner, no álbum Ave Noturna (1975) Ednardo no Romance do Pavão Mysterioso (1973). Oswaldo Montenegro também gravou uma versão acústica desta canção no DVD “Um Barzinho e Um Violão”, de 2001. A banda carioca Los Hermanos incluiu a canção sem suas apresentações, citando a influência de Belchior. Como Nossos Pais” talvez seja o grande clássico de Belchior, a letra critica a acomodação dos jovens diante dos problemas da vida, virou o hino de uma geração, a canção também foi um grande sucesso da cantora Elis Regina, gravada no disco Falso Brilhante de 1976, a música trouxe para Elis, uma aproximação com a linguagem pop, coisa que nunca ocorrera antes.

Alucinação”, faixa que dá título ao álbum, é quase uma afronta ao seu tempo e apresenta claramente o mundo real e as condições de existência como sendo sua alucinação, não sendo necessária “essas coisas do oriente” pois, “suportar o dia a dia” e a “experiência com coisas reais” são suas alucinações e delírios”, segue em tom melancólico um relato do cotidiano, meditações sobre a sociedade, a vida repetitiva e vazia e suas hipocrisias, mas ao fim de tudo ele nega essa melancolia dizendo, mais uma vez, que não está interessado em nenhuma teoria, a canção ganhou uma versão moderna da banda gaúcha Os Engenheiros do Hawaii, lançada no álbum Minuano em 1997. Em “Velha Roupa Colorida Belchior alerta para as profundas mudanças que aconteceriam no mundo, principalmente na música e no comportamento da juventude, mudanças que se conformaria nos anos seguintes, a letra faz referência a duas canções dos Baetles “She’s leaving Home” e “BlackBird” e uma de Bob Dylan, “Like a Rolling Stone”, a cantora Elis Regina gravou a canção no álbum “Falso Brilhante” com um arranjo totalmente diferente do original.

Para terminar, outro ponto definitivo do sucesso do álbum, é seu autor, devido à belchioorcomplexidade de suas letras, sua obra, em alguns momentos é comparada a Chico Buarque e Caetano Veloso e outros grandes nomes da MPB, buscando fazer letras e melodias de alcance mundial, fugindo do forte regionalismo, tão comum em cantores nordestinos, com apenas dois discos lançados Belchior é consagrando um dos maiores compositores de sua geração, chegando a ser aclamado por muitos, um gênio.

Na metade da década de 80, esse disco era uma das estrelas da discoteca do meu irmão, estranhamente não tinha encarte que trazia as letras e ficha técnica de todas as músicas, só conheceria o encarte deste disco nos sebos do centro da cidade.

Os 40 anos de lançamento do disco serão comemorado em um show no Sesc Pinheiros no dia 25 de fevereiro com a participação de nomes da nova cena musical brasileira como Dani Black, Pélico, Hélio Flanders (Vanguart) e Teago Oliveira (Maglore). O objetivo da iniciativa é revisitar os clássicos produzidos pelo músico cearense. “Na maioria das músicas que serão tocadas no evento, os arranjos são bem semelhantes aos originais, mas alguns foram alterados, para dar uma linguagem mais atual ao projeto”, afirmou Xuxa Levy, maestro responsável pela direção artística e musical do evento.

Alucinação é um exemplo de disco atemporal, por mais que Belchior, suma da mídia, que sua figura se torne cada vez mais enigmática, sua obra jamais será esquecida.

[Para meu irmão Luís Neto]

neivaldoNeivaldo Araújo

Tendo a música como seu maior referencial artístico e cultural, pesquisa e escreve sobre temas como o romantismo e o existencialismo dos anos 70 e 80, os quais, foram imprescindíveis para o surgimento e a qualificação dos movimentos musicais brasileiros e internacionais.

Comportamento, Reflexão

Pensar fora da caixa[2]

Como é sabido popularmente, a expressão “Pensar fora da caixa” tem andado muito em voga. Sendo proferida nos contextos mais diversos, tornou-se jargão no mundo corporativo. Num contexto global, o significado dessa expressão informa que o “livre pensar” pode, com algum esforço, ser acessado.

Ao pé da letra, todavia, essa expressão pode assumir outros significados. O pensamento é construído de acordo com os modelos de cultura e educação vigentes em cada comunidade. A familia, a escola e a universidade são os exempos mais banais dos modelos aos quais estamos sistematicamente submetidos.

Logicamente, cada um desses exemplos corresponde a um tipo de caixa. É como se houvesse uma infinidade de caixas (de tamanhos, aspectos e regras distintas,) nas quais são agrupados os pensamentos em formação. Desse modo, cada caixa shutterstock_149218022-780x832forma pensamentos de acordo com suas regras.

Assim, pode-se afirmar que, se o pensamento é construído segundo condições específicas, ele não pode ser livre! E, uma vez que não há livre pensar, não é possível acessá-lo.

Nesse contexto, a expressão “Pensar fora da caixa” pode ser reformulada, para “pensar fora da PRÓPRIA caixa”. Que, por sua vez, passa a significar “pensar diferente dos que compartilham da mesma caixa”; e (se as circunstâncias coincidirem), pensar igual a outros que convivem noutra(s) caixa(s).

Dessa forma, conclui-se que, o exercício a ser feito, seria o de acessar os conhecimentos adquiridos numa caixa (domínio) e aplicá-los noutra. Pois o intercâmbio entre os membros das diversas caixas enriquece os referenciais individuais do ponto de vista do pensamento coletivo.

Comportamento, Reflexão

Pensar fora da caixa[1]

rótulo-criatividade

A expressão “Pensar fora da caixa” oriunda do inglês “Think outside the box” conota “pensar livre das amarras convencionais” e tem sua origem controversa; a primeira versão do surgimento dela é a do consultor americano John Adair em 1969; a segunda é que teria sido criada por Mike Vance. De acordo com ele, o termo foi utilizado em um treinamento do Grupo Disney – durante a resolução de um dos mais famosos quebra-cabeças corporativos: o de passar o lápis em todos os pontos de um quadrado sem tirá-lo do papel.

 

Seguindo esse ponto de vista e com a evolução dos conceitos da administração moderna, o fato é que é crescente a busca por profissionais aptos a incorporarem a criatividade ao mundo corporativo para conseguirem, com arrojo, entender e driblar as contingencialidades nos negócios.

Contudo, Mario Persona, professor da Uninove, ainda faz uma releitura dessa expressão e nos apresenta: “quem está dentro da garrafa não consegue ler o rótulo”. Muitas vezes (e não só na nossa carreira), possuímos certo “engessamento”. Chega uma hora que precisamos quebrar esses paradigmas e entender que quem está ao lado pode ter mais razão e pode saber mais que a gente, por ter uma visão privilegiada. Sair da caixa ou da garrafa é um exercício que devemos praticar diariamente.

E você sabe qual é o maior obstáculo para a criatividade dentro de uma empresa?
O nosso maior inimigo está dentro de nós mesmos. Um preconceito ou conceito ultrapassado pode ser tão incorporado em seu pensamento, que você nem sequer perceba que eles estão lá. “Essa é a forma como fazemos as coisas por aqui” é um exemplo de grande vilão da criatividade! Estamos em um mundo de acelerada rotatividade de conhecimento e dinamismo da informação. Temos que estar abertos para o novo e ficar cada vez mais admirados com o que não conhecemos. As empresas precisam fazer a roda da inovação e da criatividade girar constantemente.

Dicas para você pensar fora da caixa:
1- Tenha sempre um bloco de anotações por perto. Você nunca sabe quando uma boa ideia pode aparecer e quando ela pode querer fugir de você, daí a importância de anotá-la.
2- Ouça pessoas de outras áreas e de outras culturas. Mas ouça-as. Aprenda a ouvir com atenção.
3- Exercite a capacidade de enxergar através do ponto de vista de outras pessoas, entenda que nem sempre somos os donos da verdade.
4- Livre-se de preconceitos. Tabus, muitas vezes são curativos equivocados para os nossos defeitos.
5- Leia livros, jornais, vá ao cinema, exposições, peças de teatro. Durma menos e consuma mais bens culturais.

E quando eu me ergui para olhar fora da caixa, percebi que não existia nenhuma caixa!

gui_menorGuilherme Leite –  Publicitário, especialista em Docência do Ensino Superior. Diretor Executivo da Verso e Prosa, agência de marketing, comunicação e redes sociais, pioneira em social media na região noroeste paulista: (17) 3046 – 3713.
Escreve às terças-feiras, a coluna Cotidiano Empresarial, no Jornal A Cidade de Votuporanga. Apaixonado por marketing, reuniões e “japanese food”!

Reflexão

Diálogos com Zygmunt Bauman

Coletivamente, somos todos responsável pelo momento histórico no qual estamos inseridos. Cada atitude individual tem impacto nos rumos da nossa sociedade. E a sociedade, por sua vez, é reflexo dos modelos vivenciados em família, nos grupos, comunidades, etc… Os modelos de produção e de consumo não estão necessariamente sincronizados. Daí a invenção, por parte do mercado, de criar necessidades para manter o fluxo de coisas em nome de uma economia política.

Música, Reflexão

Um Qualquer

Em meados de 2008, durante o curso de filosofia, tive uma professora, com quem me identifiquei muito (e, não por acaso, tornou-se minha orientadora no proocesso monográfico), a Professora Doutora Cristiane Marinho, que durante uma de suas aulas clássicas, soltou uma frase que me pareceu brilhante:

“… enquanto muitos levam uma vida inteira em busca de um sentido para a existência, outros o encontram facilmente numa canção ou numa mesa de bar!”

Assim, dando corpo à frase da Professora Cristiane, segue uma dessas canções que nos ajudam a pensar com mais clareza sobre a vida e sobre a existência: