Poesia

Arte de amar

1426603_707358755943850_512908635_nSe queres sentir a felicidade de amar, esquece a tua alma.

A alma é que estraga o amor.

Só em Deus ela pode encontrar satisfação.
Não noutra alma.

Só em Deus – ou fora do mundo.

As almas são incomunicáveis.

Deixa o teu corpo entender-se com outro corpo.

Porque os corpos se entendem, mas as almas não.

[Manuel Bandeira]

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Música

Jazz Rock Consert – Vídeo completo.

Conserto realizado pela Orquestra Eleazer de Carvalho, em Fortaleza, no qual a mesma executou clássicos do rock e do heavy metal com arranjos para a música clássica. O Theatro José de Alencar foi o local escolhido para o evento e a regência ficou a cargo do maestro Arthur Barbosa. Apresentação ocorrida em23/10/13.

Música

Jazz Rock Concert – Fortaleza, 23/10/13

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Foto: Elisa Lombard (Facebook).

Devido ao sucesso da apresentação do dia 27/08/13, no Teatro José de Alencar, em Fortaleza, A Orquestra Eleazar de Carvalho, realizou, à pedido dos fãs, dois novos consertos com vistas à contemplar ao público que não pôde assistir no primeiro dia. Veja como foi a partir das impressões da antropóloga Abda Medeiros:

“Como não me emocionar com a música?! Não sei. Não saberia viver sem ela e a capacidade que tem de nos transportar ao passado e, imediamente, nos colocar no presente. Sabe, no Rock Concert, cada canção era como se o próprio intérprete estivesse ali, só para mim.E para qualquer um. 
Pela imaginação, Freddie Mercury estava ali, regendo-nos ao som de “Love of my life”. Em “Stairway to heaven”, o Led Zeppelin se fazia tão presente, que na minha frente Robert Plant e Jimmy Page sincronizavam seus corpus musicais, como eu acho que foi assim que ocorreu quando gravaram a música. E a indiscutível força e sensibilidade do AC/DC estavam lá: “Highway to hell” e etc.

O Elvis, na pele de branco, dançava como os negros; e assim se consagrava como o “rei do Rock”. Quando chegou a vez de “Let it be”, nossa, as lágrimas inundaram o papel no qual eu tudo anotava. Mas isso não foi suficiente: quando a Orquestra executou “Nothing Else Matters”, aí sim, o corpo entrou em combustão de lembranças e memórias, que nem a morte apagará. Mas, em “Fear of the Dark”, o Teatro José de Alencar veio “abaixo”. Faltava ela, faltava esta. E era sinal de que a festa chegava ao final, mas continuaria no coração e na alma da audiência.

E aqueles músicos, o maestro, aquele equipamento cultural tão nosso chão e tão longe de nossos corpos? Ah, eu imagino que o arrepio tomou conta e fez a tudo rodopiar. Invadiu os poros, dobrou “pedaços de vidas cruas”, irrigou artérias de muitos órgãos esvaziados de sensibilidades, fez pulsar vida onde tantos medos parecem gritar ensurdecidamente.

E você, Alencar, o poeta da “terra de Iracema”, sorriu do nosso som, vibrou no túmulo feito “O demônio familiar” de uma de suas obras. E Eleazar, o de Carvalho, estava ali, em cada partitura, nas formas da regência de Arthur Barbosa, reverenciando cada músico e arranjador daquelas canções que marcam tantas vidas, aqui, ali e em qualquer lugar.

A música, penso eu, é a educação dos sentidos e o despertar das sensibilidades. Tudo que ela precisa é de um terreno fértil onde possa brotar. Até mesmo nos labirintos da burocracia e do Estado mal feitor das belas artes.”

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Abda Medeiros

Antropóloga/pesquisadora-bolsista na empresa CNPq – Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico.

Música

Contra-senso

A sociedade capitalista tem lá suas contradições: as pessoas protestam contra o uso de animais como cobaias, todavia, não deixam de consumir os produtos que, por sua vez, foram viabilizados mediante a realização de testes com as referidas cobaias animais!

Música, Resenha

Faixa-a-faixa: Darkside – Prayers In Doomsday

prayersOriginal de Fortaleza-CE, a banda Darkside é formada pelos músicos Richardson Lucena (d), Renato Alves (b), Helder Jackson (g), Tales Groo (g) e Marcelo Falcão (v). Alex Eyras, vocalista no disco Prayers In Doomsday, deixou a banda algum tempo depois do lançamento do mesmo.

Lançado em 2012, Prayers In Doomsday revela-se uma grata surpresa para os fãs do bom e velho heavy metal. Com influências que vão de Judas Priest a Megadeth, os músicos estavam muitíssimo inspirados no processo de composição desta “singela” obra!

Como a proposta aqui é fazer um breve faixa-a-faixa, vamos direto ao que interessa;

1-Bubonic: som pesado e rápido no qual se percebe influências de Overkill nos seus melhores dias. Uma faixa curta cujas imagens mentais que causa, remetem a um cenário de desolação e desconformidade (estranho, isso)!

2-Sacrificed Parasites: uma de minhas favoritas. Acho que esta seria melhor música de abertura para o disco, pois tem uma pegada muito empolgante. Contudo, na hora do refrão – momento do êxtase – a música desacelera, deixando o grito “sacrificed parasites”, meio preso na garganta. Uma pena!

3-Anticitzen One: faixa que, para mim, melhor representa o conceito da capa do disco. A música tem um refrão inspirado nos melhores momentos do thrash oitentista, variações cativantes e muito peso.

4-Prayers in Doomsday: faixa que dá título ao álbum: Uma composição que exigiu mais do vocal, Alex Eiras. Nota-se aqui que, apesar de correto, falta ao músico, alguma estrada a percorrer. O que, entretanto, não desmerece o vocalista nem tira o brilho da composição.

5-Born for War: nesta, são perceptíveis influências que estão entre Exodus (atual), Omen e Manowar. Riffs que agradam bastante o ouvido de quem tem o heavy metal como estilo de vida. O vocal faz muito bem sua parte!

6-Cursed by the Dawn: esta canção conta um refrão tão legal que nos induz a repeti-lo mentalmente diversas vezes depois que a música acaba: ♪ “Cursed byyy the Da-a-awn” ♪ Muito legal!

7-Crossfire: particularmente, para mim, outro grande momento do disco. Destaque para os solos belos de Tales e Helder, lembrando mesmo que remotamente a dobradinha Chuck Schudinner e Andy LaRocque, no disco Individual Thought Patterns.

8-The Apocalypse Bell: para fechar bem o disco, esta última faixa contem os tradicionais peso + agressividade presentes em todo o disco, mas não é só isso, há um sentimento típico das rodas de mosh! Uma sensação que só quem ama o rock, 1385029_381365731967085_1510242925_nreconhece. Da vontade de correr pra roda!

De um modo geral, para os incautos, esse disco pode soar parecido a tantos outros do estilo, e, isto pode até ser verdade. Mas aqui tem uma coisa que falta à maioria: garra e personalidade!

Considere-se ainda que, produzir um disco de heavy metal (em que as harmonias tem estruturas mais complexas), exige mais do que um disco de death/black metal. Principalmente se isso é feito de modo independente.

Então, para encerrar, se tivesse que dar uma nota, ela certamente seria “9”. O 1, que falta, fica por conta do aprendizado que todos temos até o fim de nossas vidas!


Download do álbum completo:

Poesia

Intersecção de corpos

Diz-se dos corpos que estão contidos um no outro!

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Reflexão

Coragem?

Era medo o que eu tinha.

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