Comportamento, dicas de leitura

Em tudo o que faço, Eu procuro ser muito Rock and Roll!

1236200_211190442382072_1932814214_nAos poucos, vai-se desenvolvendo no Brasil, uma literatura com conteúdo voltado para o universo do rock. No livro que dá título ao post, busca-se uma compreensão do universo roqueiro, bem como a desmistificação dos diversos fenômenos apresentados pela grande mídia como não construtivos e/ou alienados.

“Ao analisar os roqueiros de Fortaleza, a pesquisa (estudo) identifica a organização de uma complexa rede social, a rede roqueira, articulada em meio a diversos atores sociais distintos: artistas e público; além de promotores de festas; empresários; donos de estúdios musicais; funcionários e técnicos; lojistas; distribuidores; proprietários de bares, boates e restaurantes; e grupos associativos vários, como movimentos culturais institucionalizados e ONGs. ”

“A rede roqueira não pode ser entendida como um coletivo homogêneo. Ao contrário, o universo do rock é extremamente variado, subdividido em coletivos menores que a pesquisa chama de agrupamentos: maneiras diferenciadas de vivenciar na pratica o estilo de vida roqueiro. Na pesquisa em Fortaleza foram encontrados agrupamentos bastante ativos como metaleiros, alternativos, skinheads, emos e bluseiros.”

“A pesquisa procura entender como se dá a movimentação dessa rede roqueira, as características internas dos agrupamentos, os usos do espaço público e os conflitos que surgem no seio deste estilo de vida. Afinal, num universo repleto de tantas significações, ganham destaque as disputas simbólicas por legitimidade, daí a necessidade de analisar as senhas de entrada e os modos de exclusão encontrados pelos agrupamentos para permitir ou proibir a vinculação com a identificação que carregam”.

Mais informações aqui: http://www.repositorio.ufc.br/ri/handle/riufc/1295

Política, Reflexão, sociedade

Ética: afinal, o que é?

etica

Aproveitando o ensejo do momento pelo qual a crise ética e moral nos campos da política (que se generaliza em diversos seguimentos da sociedade) assola o país, me dei conta da confusão existente entre os significados desses termos.

Me propus a isolá-los em função das formas de uso, para melhor compreendê-los e, assim, construir um conceito.

Assim, de forma simplista, temos que:

“Ética é um conjunto de princípios que orienta o modo de agir do homem em sociedade.”

Mas o conceito de ética vai além:

De um lado Habermas acredita que a ética fundamenta-se em dois princípios da moralidade: justiça e solidariedade! De outro, Kant defende que a ética deve estar subordinada á moral e ao respeito pelo dever.

Podemos concordar ou não com o que dizem os filósofos. Todavia, as duas afirmativas carecem de complementação.

Ética e moral são duas formas distintas e, apesar de interagirem em diversos campos da vida prática, não podem e não devem ser confundidas.

A principal distinção é que, enquanto a primeira é subjetiva, a segunda é concreta. Sendo, portanto, uma discursiva (teórica) e a outra, positiva (prática).

A ética, enquanto conjunto de princípios, deriva dos valores e costumes vivenciados em comunidade (família, grupos sociais, etc.). A moral, enquanto elemento da práxis é positiva, ou seja, é algo que está posto pelo homem com base no seu comportamento efetivo, visando expressar-lhe claramente o que deve e o que não deve fazer em sociedade.

Explicando melhor:

-A moral diz: faça isto, não faça aquilo!
-A ética diz: porquê eu devo fazer isto e não aquilo?

Dessa forma, pode-se dizer que a moral é a lei propriamente dita.

Mas e a ética, afinal o que é?

Bem, com base nos elementos apresentados acima, pode-se afirmar que:

Ética, é uma reflexão sobre o agir humano! Esta reflexão consiste em validar o comportamento humano dentro de uma lógica universal de igualdade. Ou seja, a ética existe como orientador dos processos de interação entre as pessoas com a finalidade de promover a igualdade e o respeito entre os membros de uma comunidade e/ou sociedade.

O exercício da reflexão ética tem caráter subjetivo por tratar-se de um processo individual. Quando posto no plano coletivo, cria-se as condições de possibilidade para isto a que chamamos de Moral.

Música, Resenha

Black Sabbath – 13: faixa-a-faixa

BlacksabbathcapaFalar do Sabbath nas circunstâncias atuais, considerando sua tragetória e tudo pelo qual passaram seus integrantes não é fácil. Não quero incorrer no erro de ser leviano ou superficial, por isso, desde o início encarei a tarefa de ouvir “13” com seriedade, pois tenho esta, como a maior banda de heavy metal de todos os tempos.
1 – End of the Beginning: não me parece a melhor canção para se introduzir um disco aguardado pelos fãs, por mais 30 anos. Mas tudo bem, afinal este não é mais o mesmo Sabbath, e minha proposta é manter a mente aberta. A composição é boa, os riffs do mestre Iommi continuam lá, mas sem o peso de outrora. Some-se a isso, a sutil diferença provocada pela suavizada nos climas soturnos, que, no passado, fora a marca registrada da banda.
2 – God Is Dead: música de trabalho que serve bem para vender o disco em virtude do tema abordado, mas não tanto para vender a si própria, contudo, uma boa música! Aqui, os climas sombrios começam a ganhar forma.
3 – Loner: começo a gostar do disco neste momento. Sem esperar nada em troca, deixo o som rolar e percebo uma espontaneidade honesta por parte dos músicos. Como se eles dissessem entre si: “não temos que provar nada a seu ninguém!” E, de fato, não têm!
4 – Zeitgeist: impossível não associar a Planet Caravan, do disco Paranoid. Só que, uma canção mais simples, executada com mais emoção. Já, uma de minhas favoritas.
5 – Age of Reason: aqui os “homes” mostram progresso dentro desta nova proposta da banda, que seria algo como, soar igual ao velho Sabbath, sendo, no entanto, um novo Sabbath. A música é boa, os riffs são cativantes e há uma atmosfera mais sombria. Aliás, “uma atmosfera envolta numa leve penumbra” ficaria melhor! Destaque-se aqui o ambiente perturbador. Não vi a letra, mas parece tratar-se de algo sobre a mente humana, uma das linhas do “anti” filósofo Nietzche!
6 – Live Forever: acho que nesta faixa, o trabalho foi mais instrumental do que conceitual. Ozzy pegando mais leve nos vocais e Iommi fazendo riffs mais quebrados. Lembrando muito, alguns momentos do 1º disco, mas, a despeito disto, é uma faixa convencional!
7 – Damaged Soul: belo momento. O começo é excepcional com uma pegada hard que, em seguida, se torna blues. Não sei explicar o porquê, mas, para mim, o melhor momento do disco até a gora. Linda!
8 – Dear Father: fico pensando que o trabalho mais difícil para a construção desse disco, foi feito sobre as pessoas, pois a química sonora está mantida. Mais uma boa canção!
9 – Methademic: não curti muito essa, mas não pelo trabalho musical, que mantém o nível das canções anteriores. Acho que, mais por antipatia mesmo.
10 – Peace of Mind (bônus): faixa mais curta do disco. Contém bons riffs e climas que variam bastante, levando o ouvinte a vivenciar diferentes sentimentos num espaço menor de tempo.
11 – Pariah (bônus) – Carvalho! uma pancada, essa! Peso e cadência consolidados de uma forma muito segura. Ozzy canta um pouco diferente aqui. 2º melhor momento do disco!
12 – Naivete In Black (bônus): rockão pra niguém botar defeito. Os velhinhos entendem do riscado! Boa música pra encerrar o disco!

Após uma audição completa, voltando algumas faixas quando oportuno, e me esforçando para fazer as black-sabbathdistinções necessárias. Conclui que o disco é bom, aliás, muito bom! Pode se tornar clássico? Não sei! Mas eu gostei!

Ressalvo contudo, que a banda perdeu muito com a ausência do mestre Bill Ward. Além do que, andou polindo o trabalho mais do que deveria. As guitarras estão muito limpas, a bateria suavizada, e até o Ozzy, se rasga menos do que faz em sua banda solo. Considero ainda, que, se algumas músicas fossem mais curtas, ganhariam em coesão.
Entretanto, no quesito coerência, o trabalho é 10: considerando-se os aspectos citados na introdução, cujo principal deles é a idade dos músicos, vê-se que tudo está no seu devido lugar. A química e a experiência fez deste Sabbath, um bom vinho envelhecido: nem todos os aspectos do paladar podem dar conta do sabor, mas você sabe, lá no fundo, que está aprimorado! Nota: 9,5!

Comportamento, Música

Audição Coletiva! (?)

Não sei se já comentei aqui, mas eu gosto de rock.

Rock pesado.
….
Heavy metal pra ser mais exato..E também tenho uma ruma de amigos que gostam do mesmo estilo musical.
Mas toda vez que a gente se encontra é uma confusão porque cada um quer falar do som que está escutando e é muito difícil coincidir algum disco em comum.

Eis que aconteceu um negócio muito doido, que só a maravilhosa internet pode propiciar.
Como estava ficando cada vez mais difícil nos encontrarmos pessoalmente, inventamos a Audição Coletiva.

E o que diabos é isso?

Funciona assim:

A cada semana, um integrante da turma escolhe um disco e no dia e horário determinado, todos entram no chat e começam a colocar suas impressões sobre o álbum.

No final, a galera dá uma caprichada e faz um texto bonito, tipo uma mini resenha e também dá a nota final de 0 a 5.

Ô coisa sem futuro, né não??

Até pode ser, mas a verdade é que na prática a idéia saiu muito melhor do que imaginávamos!
Nessa confusão sai muita opinião bacana e também muita discussão(briga) engraçada, sem falar nas provocações com as bandas queridinhas de cada um.
Normalmente a gente faz essa marmota às segundas-feiras à noite, o que pra mim transformou o (geralmente) pior dia da semana, num dos dias mais aguardados!

Achou bacana? Pois daqui pra frente vou transcrever aqui a minha resenha semanal, junto com a minha nota e a ficha técnica do álbum, blz?

Olha aí a primeira!
Clica aqui!