Economia

Mobilidade urbana: o viaduto do cruzamento da Av. Antônio Sales com Av. Eng. Santana Jr.

Maquete_Viaduto_AntonioSales_v03_30997Viaduto sobre o Cocó: o benefício é temporário, os transtornos vêm para ficar

Não são “apenas” 94 arvores, é o modelo e o projeto de cidade que vão à contramão da preservação ambiental, da mobilidade urbana e da solução de problemas sociais. A crítica deste texto se direciona amplamente à política de transportes que se vem adotando em Fortaleza recentemente.

Entre 2001 e 2010, a frota de veículos automotivos individuais de Fortaleza cresceu aproximadamente 90% (DENATRAN). Por que cresceu em tamanha proporção? A resposta vai além da recente facilitação da compra de automóveis. Infelizmente, dada a atual circunstância de precariedade do transporte público, o carro particular é hoje, no Brasil, o transporte mais eficaz. Ao se ofertar mais estrutura, como a Prefeitura pretende, andar de carro continuará individualmente vantajoso e a população continuará adquirindo tal bem em alta proporção.

O carro particular é o meio de transporte urbano mais ineficiente, tanto do ponto de vista ambiental quanto do ponto de vista técnico, pois gera consideravelmente mais poluição e transtornos no espaço viário por passageiro transportado do que qualquer outro modo de transporte. Dessa forma, os problemas, equivocadamente solucionados com alargamento de ruas e construções de viadutos, tendem a retornar em curto prazo. Essa é a explicação para a máxima “construa (mais rodovias) que eles (carros) virão”.

A construção de viadutos e túneis “vicia” a malha viária e traz a necessidade de outras obras do mesmo tipo, pois intervenções pontuais só transferem o problema para um ponto mais adiante, como é o caso do viaduto da Av. 13 de Maio.

Lembramos que a sustentabilidade não está ligada somente à questão ambiental, mas de continuidade de um modelo. E o modelo de transporte individual demanda tanto investimento em infraestrutura viária, e estes investimentos têm tantos efeitos colaterais (poluição visual, ambiental, desvalorização de terrenos e do comércio, problemas com segurança pública, etc), que se torna um modelo altamente insustentável e antidemocrático, pois os investimentos favorecem apenas a pequena parcela que utiliza carros.

Mas como limitar, ou mesmo emperrar, o crescimento da frota de veículos automotores individuais para o movimento pendular (casa – trabalho/estudo)? A resposta é clara: atacando as causas expostas no segundo parágrafo. Isto é, tornando vantajoso para as pessoas a utilização de outros modos de transporte, seja construindo ciclovias arborizadas e iluminadas, a fim de mitigar os problemas de desconforto térmico e de violência (importantes empecilhos para o investimento em ciclovias), seja aumentando a frota de ônibus e de seus espaços exclusivos, tornando mais vantajoso o uso do transporte público e das ciclovias em relação ao uso de carros individuais, favorecendo também o pedestre.

O carro deveria ser um veiculo para lazer e passeio – assim como o é em qualquer cidade verdadeiramente desenvolvida – mas Fortaleza parece caminhar no sentido oposto ao do desenvolvimento e progresso. A solução de fluência de tráfego pelo uso de viadutos, assim como toda prática que insiste em aumentar a oferta de espaço para veículos individuais automotivos, já é rejeitada nos modelos de sucesso de mobilidade urbana de todo o mundo.

Baseado nos princípios de sustentabilidade ambiental, urbana, social, no Plano Diretor de Fortaleza, no Plano Nacional de Mobilidade e na lei Federal 9.985, o Centro Acadêmico de Engenharia Civil da UFC, com o propósito de defender as boas práticas de engenharia e a qualidade de vida de toda população, posiciona-se contra o projeto do viaduto da Av. Antônio Sales com Av. Engenheiro Santana Júnior, e se une às demais entidades estudantis e da sociedade civil para propor uma melhor solução para o problema. Solução essa que contemple os critérios supracitados.

Documento aprovado por unanimidade pelos atuais membros diretores do Centro Acadêmico de Engenharia Civil.

:: fonte: http://portalcaecufc.wordpress.com/2013/07/26/mobilidade-urbana-e-o-viaduto-do-cruzamento-da-av-antonio-sales-com-av-eng-santana-jr/ [CAEC UFC].

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Música

Soulfly + Angra

1012208_618175304867350_124463113_nATENÇÃO, AMIGOS!
Empire e D&E Entretenimento apresentam um show histórico em Fortaleza.
Dia 24/08 na Biruta tem Angra (Angra’s Page) comemorando 20 anos, com Fabio Lione do Rhapsody Of Fire no vocais e Soulfly (banda de Max Cavalera), pela primeira vez em Fortaleza tocando todos os clássicos da do Soulfly e do Sepultura.
Vendas a partir de AMANHÃ, Dia Mundial do Rock, na Planet CD’s (Galeria Pedro Jorge) e Ingressando. Pista – R$ 45,00 (Meia) / Front Stage R$ 80,00 (Meia).
Agora é com vocês!

Reflexão

Cidades em construção

Existe uma cidade invisível dentro de cada cidade real.

Uma cidade, a real é aquela feita de concreto, de obras inacabadas, de riqueza (de um lado), de miséria (de outro), e de outros tantos entretantos.

Já a cidade invisível, é concebida pela sua essência, pelo “algo de belo” que guarda em si mesma. Algo que, apesar das mudanças provocadas pelo tempo, será sempre este, o motivo pela qual alguém dela lembrará.

Talvez esse “algo” do qual me refiro seja um romantismo que se quer fortaleza-rica-e-pobremudo aos olhares desatentos, que se preserva resistente ao mal humor, ao desamor, e a outros absurdos.

Algo que, por natureza, recusa-se em compactuar com o descaso, com a imoralidade e, com a morosidade dos poderes instituídos, que permitem desigualdades segregando a sua gente de forma brutal.

São atributos abstratos de uma cidade que existe apenas como possibilidade, ou, de uma cidade ideal dentro da cidade real, cuja realização depende da capacidade de evolução de seu povo. Uma cidade que se constrói, construindo sua própria gente.

Uma utopia que gosto de imaginar que é possível!

Reflexão

1976

O ano de 1976 foi um ano conturbado no mundo inteiro. Notadamente na política, ocorreram fatos que mudaram os rumos da história no Brasil e no mundo! … Uma década inteira guarda em si um conjunto de eventos que arregimentou revoluções pelo mundo.

Segue alguns fatos marcantes:

– O Congresso Nacional do Brasil, por 221 votos a favor, aprova a Lei Falcão, que regulamenta a propaganda eleitoral no rádio e na televisão.

– O atleta brasileiro João Carlos de Oliveira, João do Pulo, ganha a medalha de bronze no salto triplo nos Jogos Olímpicos de Verão de Montreal.

– Morre o ex-presidente do Brasil, Juscelino Kubitschek em um acidente de carro na Rodovia Presidente Dutra, próximo de Resende, Rio de Janeiro.

– Três dirigentes do Partido Comunista do Brasil são mortos após um tiroteio no bairro da Lapa, São Paulo, na chamada Chacina da Lapa.

– Expositores para grande parte da sociedade brasileira do real estado de arbítrio promovido pelo Movimento de 1964, apressaram os planos do governo e ocasionaram um enfraquecimento do poder da chamada linha-dura dentro da administração federal, com a demissão, pouco tempo depois das mortes, do general Ednardo D’Ávila Mello, comandante do II Exército, responsável pelas prisões de Herzog e Fiel Filho. No auge da crise institucional, Geisel neutraliza uma tentativa de golpe do general Sylvio Frota, principal expoente da “linha-dura” e tido como um dos favoritos à sua própria sucessão, e termina por exonerá-lo em outubro de 1977.

– Na Argentina, uma sucessão de golpes e governos militares, intercalados pelos governos de Perón e Isabelita, levou  ao governo a junta militar liderada por Jorge Videla, que praticou uma repressão considerada genocídio, com seqüestros, torturas, assassinatos e “desaparecimentos”, sumiços de opositores políticos e de seus filhos, até hoje denunciados pelas “madres de Ia Plaza de Maio”. No Uruguai, o governo de Juan Maria Bordaberry (que desde 1972 abriu caminho para a ditadura militar) foi deposto, em 1976, por um golpe militar que intensificou as perseguições políticas, situação que fez com que imensos contigentes de uruguaios abandonassem o país.

Música

Apenas ouça: Anathema – Inner Silence

Havendo migrado de um doom profundamente dark, Anathema optou por um som mais sóbrio, mas nem por isso, menos depressivo. As letras continuam falando de alguma dor interior, mas agora também referem-se ao amor como causa. Inner Silence é dessas que falam de amor, mas antes de tudo, uma bela canção.