Economia, Política

Protestos no Brasil: entenda o fenômeno!

:: Recebdinheiroi este texto por email e achei a abordagem tão inovadora que resolvi compartilhar! O texto revela como o dinheiro é a mola mestra da sociedade civilizada e porquê a sua concentração nas mãos de grupo específico gera a inflação e o empobrecimento do povo:

“Para entender melhor o que está acontecendo na rua, imagine que você é o presidente de um país fictício. Aí você acorda um dia e resolve construir um estádio. Uma “arena”.
O dinheiro que o seu país fictício tem na mão não dá conta da obra. Mas tudo bem. Você é o rei aqui. É só mandar imprimir uns 600 milhões de dinheiros que a arena sai.
Esses dinheiros vão para bancar os blocos de concreto e o salário dos pedreiros. Eles recebem o dinheiro novo e começam a construção. Mas também começam a gastar a grana que estão recebendo. E isso é bom: se os caras vão comprar vinho, a demanda pela bebida aumenta e os vinicultores do seu país ganham uma motivação para produzir mais bebida. Com eles plantando mais e fazendo mais vinho o PIB da sua nação fictícia cresce. Imprimir dinheiro para construir estádio às vezes pode ser uma boa mesmo.
Mas e se houver mais dinheiro no mercado do que a capacidade de os vinicultores produzirem mais vinho? Eles vão leiloar as garrafas. Não num leilão propriamente dito, mas aumentando o preço. O valor de uma garrafa de vinho não é o que ela custou para ser produzida, mas o máximo que as pessoas estão dispostas a pagar por ela. E se muita gente estiver com muito dinheiro na mão, essa disposição para gastar mais vai existir.
Agora que o preço do vinho aumentou e os vinicultores estão ganhando o dobro, o que acontece? Vamos dizer que um desses vinicultores resolve aproveitar o momento bom nos negócios e vai construir uma casa nova, lindona. E sai para comprar o material de construção.
Só tem uma coisa. Não foi só o vinicultor que ganhou mais dinheiro no seu país fictício. Foi todo mundo envolvido na construção do estádio e todo mundo que vendeu coisas para eles. Tem bastante gente na jogada com os bolsos mais cheios. E algumas dessas pessoas podem ter a ideia de ampliar as casas delas também. Natural.
Então as empresas de material de construção vão receber mais pedidos do que podem dar conta. Com vários clientes novos e sem ter como aumentar a produção do dia para a noite, o cara do material de construção vai fazer o que? Vai botar o preço lá em cima, porque não é besta.
Mas espera um pouco. Você não tinha mandado imprimir 600 milhões de dinheiros para fazer um estádio? Mas e agora, que ainda não fizeram nem metade das arquibancadas e o material de construção já ficou mais caro? Lembre-se que o concreto subiu justamente por causa do dinheiro novo que você mandou fazer.
Mas, caramba, você tem que terminar a arena. A Copa das Confederações Fictícias está logo ali… Então você dá a ordem: “Manda imprimir mais 1 bilhão e termina logo essa joça”. Nisso, os fabricantes de material e os funcionários deles saem para comprar vinho… E a remarcação de preços começa de novo. Para quem vende o material de construção, tudo continua basicamente na mesma. O vinho ficou mais caro, mas eles estão recebendo mais dinheiro direto da sua mão.
Mas para outros habitantes do seu país fictício a situação complicou. É o caso dos operários que estão levantado o estádio. O salário deles continua na mesma, mas agora eles têm de trabalhar mais horas para comprar a mesma quantidade de vinho.
O que você fez, na prática, foi roubar os peões. Ao imprimir mais moeda, você diminuiu o poder de compra dos caras. Inflação é um jeito de o governo bater as carteiras dos governados.
Foi mais ou menos o que aconteceu no mundo real. Primeiro, deixaram as impressoras de dinheiro ligadas no máximo. Só para dar uma ideia: em junho de 2010, havia R$ 124 bilhões em cédulas girando no país. Agora, são R$ 171 bilhões. Quase 40% a mais. Essa torrente de dinheiro teve vários destinatários. Um deles foram os deputados, que aumentaram o próprio salário de R$ 16.500 para de R$ 26.700 em 2010, criando um efeito cascata que estufou os contracheques de TODOS os políticos do país, já que o salário dos deputados federais baliza os dos estaduais e dos vereadores. Parece banal. E até é. Menos irrelevante, porém, foi outro recebedor dos reais novos que não paravam de sair das impressoras: o BNDES, que irrigou nossa economia com R$ 600 bilhões nos últimos 4 anos. Parte desse dinheiro se transformou em bônus de executivo. Os executivos saíram para comprar vinho… Inflação. Em palavras mais precisas, o poder de compra da maioria começou a diminuir. Foi como se algumas notas tivessem se desmaterializado das carteiras deles.
Algumas dessas carteiras, na verdade, sempre acabam mais ou menos protegidas. Quem pode mais tem mais acesso a aplicações que seguram melhor a bronca da inflação (fundos com taxas de administração baixas, CDBs que dão 100% do CDI…, depois falamos mais sobre isso). O ponto é que o pessoal dos andares de baixo é quem perde mais.
Isso deixa claro qual é o grande mal da inflação: ela aumenta a desigualdade. Não tem jeito. E esse tipo de cenário sempre foi o mais propício para revoltas. Revoltas que começam com aquela gota a mais que faz o barril transbordar. Os centavos a mais no ônibus foram essa gota.”

Fonte: Revista Super Interessante.

Reflexão

Um sopro divino

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Tomando o barro em suas mãos, deu-lhe forma. Depois, soprando-o, vida!
Comportamento

Como nossos pais?

Hoje estou meio nostálgico… Possuindo por um certo romantismo.

Não o romantismo dos enamorados, mas um romantismo rebelde, do tipo que anseia por dias melhores.

Um romantismo que crer na possibilidade de se viver dias iguais aqueles que vivemos na infância ou em qualquer outro tempo perdido.

Um romantismo cheio de esperança e de receio, pois os tempos são outros e o futuro hoje é diferente do que imaginava no passado.

De qualquer forma, esta nostalgia é um sentimento bom, pois me traz recordações de uma época na qual meus ídolos estão guardados.

Hoje, não há mais ídolos, o que há são somente ideologias disfarçadas. E elas não cabem mais.

Enquanto pensava nas manifestações do dia 19/06/13 lembrei da música “Como nossos pais”, do Belchior, e finalmente compreendi sua mensagem. Vi o quanto de verdade há na letra desta canção, e como ela se encaixa na realidade brasileira.

Percebi que não tenho mais a pretensão de mudar o mundo como no passado. A pretensão que tenho hoje é a de mudar a mim mesmo. Da mesma forma, imagino que, talvez, seja isso que move tantos manifestantes neste dia histórico. Eles, assim como nós, não acreditam mais em partidos, direita ou esquerda. Apenas acreditam em si mesmos, e creem que desta forma seja possível mudar, não o mundo, mas o Brasil.

Percebi ainda que o que torna o nosso viver interessante é o fato de podermos refletir sobre o passado e, a partir dele, projetar um futuro. Mais planejado, mais aprazível… ou, justamente o contrário!

Saiba, porém, que, o que aqui digo, é reflexo de experiências pessoais, e não tenho compromisso com o pensamento alheio, com a semântica, e nem mesmo com a gramática…

Portanto, estou aqui, apenas observando o desenrolar dos fatos para depois contar a história. Uma história que vivenciei e que vou contar segundo o meu ponto de vista.

Antes, porém, uma história inacabada, onde o final parece interromper-se sem uma conclusão apropriada, mas que aponta para uma série de possibilidades diferentes dos finais aos quais estamos acostumados.

Quem sabe, talvez, possa você mesmo, inventar uma conclusão.

Música

Possessed: sessão hecatombe!

Possessed TourNão sou músico, nem toco qualquer tipo de instrumento. Porém, se tivesse aptidão, há um instrumento que gostaria de tocar: a bateria! Não tanto pelo instrumento em si, mas pela forma como ele é tocado. Ressaltando, claro, a habilidade do músico para articular-se em movimentos complexos e simultâneos dentro de harmonias, umas vezes, quebradas, outras nem tanto.

Nesse contexto, alguns músicos se destacam notadamente no âmbito do heavy metal e do jazz. Muitos bateristas ganharam reconhecimento mundial pelo virtuosismo, enquanto que alguns outros, mesmo bons, foram ou estão fadados a uma carreira sem brilho.

Mike Sus, bateria, do grupo Possessed, não é considerado um virtuoso do instrumento, mas é dono de um estilo que, particularmente, acho merecedor de atenção. O cara toca de forma direta, sem viradas absurdas ou firulas. Mas, como pioneiro de um estilo que ajudou a criar, toca de forma diferenciada e especializada. Digamos que o cara é certeiro, aplicando ao som da banda a medida certa de energia.

Se não conheces ou duvidas do que acaba de ler, terás a oportunidade de compartilhar o motivo de tanta admiração, no dia 10/08/2013 (sábado), quando a banda se apresentará na cidade! Sim, é verdade: o grande nome do thrash/death metal, POSSESSED tocará em Fortaleza. Esteja pronto!

Música

Babue Extremo: o primeiro de muitos!

16_DE_~1Neste Domingo, 16/06/2013 vai rolar o 1° Babue Extremo, festival com as bandas SOH-Siege of Hate, Facada, Devils Drink e Catarro lançando os novos discos. Convidado especial: Sacrilegious Salacious.

Local: Beach Club – Praia de Iracema, em frente ao Estoril.

Ingressos: R$ 10,00 (sem CD); R$ 25,00 (com CD)

:: Os presentes concorrerão a 1 litro de Wiskey + 2 entradas, e, aos lançamentos em Cds. E mais: uma tatoo no valor de R$ 100,00!

Música

Girlschool: as damas do Heavy Metal.

11894_576737465678722_572517492_nLembro de haver conhecido as “Girls School” num ‘famoso’ programa de vídeo-clipes (Batalha 85) aprensentado por Emílio Surita (sim, o mesmo do Pânico na Band), em 1985, na Rede Bandeirantes.

O clipe trazia imagens de uma performance ao vivo para a música Running Wild, num show relativamente pequeno (Live From The Camden Palace, London). Eu ainda nem sabia direito o que significava o rock mas, sem dúvida, ver aquelas meninas tocando com tanta rebeldia contribuíram muito para que eu viesse a gostar do estilo.

Ver uma banda feminina tocando heavy metal, ao mesmo tempo, com raiva e alegria provocou em mim um sentimento tipicamente adolescente. Sentimento este, resgatado há alguns dias, ao saber que aquelas meninas roqueiras (não tão meninas hoje, claro!) iriam tocar na minha cidade quase 30 anos depois.

Pode parecer bobagem. Mas não é! E diga-se de passagem, é o mesmo sentimento que tive ao ver pela primeira vez, a banda que considero, ao lado de Black Sabbath, uma das maiores de todos os tempos: o Iron Maiden!

Então, para todos os fãs da banda, e para os amantes do rock em geral, já é uma realidade: GIRLSCHOOL em Fortaleza, dia 06/07/13.

Música

The Ramones: CJ em turné nacional

5817_532562893473295_1914021509_nCJ Ramone, o ex-baixista da legendária banda punk nova-iorquina, Os Ramones, incluiu Fortaleza na sua nova tour brasileira.

O músico, que entrou na banda em 1989 substituindo Dee Dee Ramone, permaneceu até a extinção da mesma, em 1996, e contribuiu para a criação de discos como Mondo Bizarro (1992), Acid Eaters (1993), e Adios Amigos! (1995).

CJ esteve na cidade anteriormente, em 2009, fazendo um bom show. Agora, tocando num lugar aberto e maior, baseando-se também, no sucesso da atual turné mundial, espera-se uma noite, não menos que arrasadora.