Acadêmico, Comportamento, Profissão

cultura organizacional # Introdução

A cultura de uma organização empresarial gira em torno das crenças de seu fundador, juntamente com o objetivo de subsistência (lucro), aliados à missão (função social) da organização. Em síntese, é constituída da filosofia dos seus fundadores, somada ao conjunto de crenças e valores em função dos quais as pessoas (empregados) assumirão  comportamentos  segundo a práxis instituída. Essa mistura de elementos produzirá uma identidade em virtude da qual a empresa será reconhecida.

Assumindo cultura organizacional como a fusão de elementos oriundos da intersecção de universos variados que encontram suas limitações na subjetividade inerente à natureza humana, é possível entender o valor estratégico do tratamento dado à cultura organizacional pelas empresas, contemporaneamente.

Pessoas de universos e realidades distintas reúnem-se, num espaço específico, para, em dadas circunstâncias, produzir elementos que, simbolicamente, se encaixam num contexto de necessidade ou de carência para um grupo ou comunidade.

Com esta linha de raciocínio, pretende-se apropriar de um conhecimento mais puro sobre a cultura instituída nas organizações empresariais, de modo a estabelecer indicadores relativos aos componentes antropológicos necessários a melhor compreensão do que seja cultura organizacional.

A cultura organizacional é constituída de elementos que permitem compreendê-la e classificá-la de acordo com modelos testados e validados pelo empirismo científico dos estudiosos. Estes elementos, estruturados em níveis, classificam-se em artefatos e criações, valores e pressupostos básicos, nos quais cada categoria engloba componentes do seu domínio cognitivo.

Os artefatos dizem respeito ao conjunto de objetos materiais produzidos/adquiridos com vista ao desempenho das atividades cotidianas; os valores, aos fundamentos que determinam os tipos de comportamento através dos quais se expressa a orientação por aspectos da filosofia dos fundadores da organização; os pressupostos básicos, às relações com o ambiente e à natureza da realidade, perceptíveis através de crenças, rituais e cerimônias, histórias e mitos, tabus, heróis; etc.

Relativamente às tipologias da cultura organizacional, destaca-se a divisão global em dois grandes grupos: o das organizações com fins lucrativos, que englobam todas as organizações empresariais; e o grupo das organizações sem fins lucrativos, no qual estão as ONGs, instituições filantrópicas, etc.

Como cerne do estudo, tratar-se-á do desenvolvimento de equipes numa perspectiva que relaciona a fisiologia organizacional empresarial à performance laboral individual e coletiva. Com isto, pretende-se ressaltar a importância do alinhamento entre os valores do sujeito que disponibiliza sua força de trabalho e os da instituição a qual se vincula. Destaca, ainda, a importância de se investir em equipes como forma de aumentar a produtividade baseada em princípios de auto responsabilidade como viabilizadora da excelência nos processos criativo-operacionais.

O estudo menciona a prerrogativa da organização em investir em equipes visando a evitar condições opressivas de trabalho e estimular a produtividade. Lança mão de três premissas, segundo as quais, fundamentam-se os pilares para a o atingimento de níveis elevados de comprometimento, realização e entrega.

Abordar-se-á, ainda, a metodologia da pesquisa, onde será traçado o perfil do SFIEC, instituição em foco, considerando os elementos básicos da cultura organizacional tratados no início do estudo. Procedimento por meio do qual, pretende-se verificar a validade das teorias tradicionais, que apregoam a materialização da cultura através dos símbolos de natureza concreta, como os artefatos, e de natureza subjetiva, como os pressupostos, passíveis de serem captados somente através da penetração no conjunto de verdades tácitas existentes em cada organização.

Dispostos os elementos, sentam-se as bases para realização do estudo de campo no qual foi aplicado o questionário com vistas a confirmação das informações sobre o estilo administrativo predominante e sua influência par a formação de equipes no Sistema FIEC.

O estudo de campo, deu-se com a realização de um questionário elaborado com base nos sistemas administrativos de Rensis Likert (1903-1981), orientados para identificar o modelo administrativo predominante numa dada instituição.


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