Acadêmico, Comportamento, Profissão

cultura organizacional # Importância

Julga-se que o ambiente instituído pelo modus operandi da organização reflita nas pessoas a ela vinculadas, o ideal manifesto em sua missão. Paralelamente, as premissas acima descritas informam sobre o conjunto de práticas que, devidamente incorporadas, firmam-se as bases segundo as quais se estabelecerão as condições para a formação e o desenvolvimento de equipes alinhadas à cultura organizacional.

A literatura contemporânea chama de ativos intangíveis os bens abstratos que compõem uma empresa quanto aos aspectos técnicos e institucionais que, em sua totalidade, são produzidos pelas pessoas. Corroborando a informação, Hagel (2009, p. 9) afirma que “ativos intangíveis incluem habilidades institucionais, propriedade intelectual, marcas, redes e reputação, que cada vez mais determinam o lucro da empresa por funcionário e, portanto, seu lucro total e capitalização no mercado”. Esses ativos intangíveis são elementos de natureza corporativa cuja concretização depende do poder criador inerente à pessoa humana.

Esta é a perspectiva para qual este estudo se guia: defender a importância da formação de equipes alinhadas à cultura organizacional, como meio de se realizar a missão da organização. Para tanto, toma-se a pessoa como núcleo central do processo criacional da empresa e, como efeito, a formação de equipes alinhadas à sua cultura, pode elevar, não só o lucro financeiro, mais também, aumentar o valor do seu capital no mercado e na sociedade.

Todavia, Barbosa (2002), como representante de um segmento antropológico-social, defende que a administração científica esteja se abstendo do seu papel de criticar os efeitos que os modelos contemporâneos de Administração têm produzidos para a sociedade. Para a autora, ao deixar de considerar aspectos de natureza social no contexto organizacional-empresarial, perde-se muito em teor político e, em decorrência disto, de criticidade em relação às inconstâncias do sistema capitalista, que visa, sobretudo, a novas formas de reprodução do capital.

Nessa linha de entendimento, formar e desenvolver equipes pede mais do que conhecimento de técnicas gerenciais. Pede que seja considerada, nessa perspectiva, a valorização do homem. Valorização esta, intimamente relacionada com o respeito à pessoa humana e com a valorização do homem enquanto força criativo-produtiva, tendo em vista que  o homem é um ser orgânico, dotado de emoções e, como tal, necessita de fontes diversificadas de estímulo que o ajudem a tirar de si, a própria motivação.

Segundo Moscovici (2007, p. 17), “[…] as empresas baseadas em equipes evitam condições opressivas de trabalho e as substituem por processos e políticas que estimulem as pessoas a trabalharem efetivamente para objetivos comuns”. Donde se conclui que desenvolver equipes é primordial para a organização que pretenda-se relevante no mercado. E é neste ponto que reside efetivamente a importância de se formar equipes alinhadas à cultura organizacional.


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