Comportamento, Música

Kreator e Exodus (Fortaleza, 24/10/09)

420967_242771752464595_1110126871_nQuando me aproximei do palco o EXODUS começava a executar a arrasa-quarteirão Bonded by Blood, e logo uma impressionante roda de mosh se formava na frente do palco atraindo bastante a atenção do vocalista Rob Dukes. Já, de bate-pronto, um dos melhores momentos do show, e o que se seguiu foi uma sequência de torpedos sonoros, cada um melhor executado que o outro – o som, que no início tava meio ruim, logo foi acertado e era possível ouvir claramente cada acorde tocado. Clássicos como Fabulous Desaster, A lesson in Violence, Chidren of a Worthless God, Piranha e outros, levaram a garela ao delírio. O show foi permeado por momentos marcantes. (…) Num deles, Dukes, que já havia dialogado bastante com o público, inicia um confuso e enrolado “Olê!”, “Olê!”, “Olê!”, “Olê!”, “Vôvô!”, “Vôvô!” (referência a um dos times do futebol cearense). A turma foi entendendo e formando o coro, em seguida, entraram guitarras e bateria, o som foi ficando pesado até o ponto de se tornar hecatômbico. A platéia foi a loucura. Foi realmente fantástico! Emendaram com Blacklist seguida de War is My Shepherd e a galera, que já estava no pique, agitou feito louca. Aproximando-se do final do show, Dukes novamente dialogando com o público, começa a organizar um “fucking” Wall of Death, e, de repente, num português bem nativo manda vários “PERAÍ!”, “PERAÍ!”, “PERAÍ!”. Foi uma surpresa ouvi-lo falar daquele jeito! Imediatamente, todos se posicionam conforme orientou mestre Dukes, e, ao seu comando inciou-se uma “sangrenta batalha” de fronte ao palco.  Massacre total! Fecharam o set com The Toxic Waltz e Strike Of The Beast. A banda conquistou a todos com sua performance e elevou enormemente o amor já declarado dos fãs. Foi um show realmente incrível.

Kreator e Exodus – o showDepois do show do Exodus, alguns poderiam até achar que as coisas não podiam ficar melhores, porém, eis que chega o KREATOR para realizar uma fantástica apresentação. Abrindo o set com Choir Of The Damned seguida de Hordes of Chaos, a banda chega parar arregaçar tudo. Então Mille [Petrozza] saúda o público, conversa um pouco e retoma o show com o clássico recente Phobia. Executadas com perfeição seguem-se os hinos Terrible Certainty, Betrayer, Voices Of The Dead e Enemy Of God, cantadas em coro pela platéia. Mille mostrou que é verdadeiramente um grande frontman, conversando o tempo todo com as fãs, incitando-os a bater cabeça e não disfarçando sua admiração ao ver, de cima do palco, o enorme redemoinho ao qual chamou de “moshpit no melhor estilo brasileiro”. A audiência não podia ser melhor. Os fãs alucinados respondiam a cada estímulo da banda agitando sem parar. E a banda retribuía com mais pancadaria. Em Destroy What Destroys You deixou claro que falava em sentido simbólico, que o que é pra ser destruído, deve ser destruído dentro de nós próprios (…). O que me pareceu bastante sensato, visto que, ele conhece o poder de sua música e a influência que suas letras podem causar!

Retomaram o set executando Pleasure To Kill com muita força, e, quando iniciaram os primeiros acordes de The Patriarch, tive a impressão de que muita gente se emocionou e cantou, em seguida, Violent Revolution em coro. Seguida de Extreme Aggression e Coma of Souls, veio um impressionante “drumm solo” do baterista Marco Minnemann (Necrophagist) que, pelo seu talento e força, nada deixa a desejar em relação ao grande Ventor. A banda volta ao palco para o biz e, incitando a galera à violência, descarrega Warcurse e depois, de uma só vez, Flag of Hate e Tormentor. O público vai à insanidade total e o show é fechado com chave de ouro. Podemos afirmar sem medo: Kreator fucking rules! (…) O show foi perfeito!

O público, estimado em umas 1800 pessoas, pode não haver sido o ideal em termos quantitativos, mas foi perfeito nos qualitativos. O que se viu ali, foi uma audiência absolutamente ensandecida que participou dos shows em todos os momentos, causando admiração das próprias bandas e, aumentando em muito, o significado de suas performances. Definitivamente, um grande momento para os amantes do metal em Fortaleza!

Fotos: Rogério “Lama” Ribeiro.

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