Apenas ouça: The Gathering – Gemini

Disclosure define-se como a ação de tornar conhecida informação nova ou secreta. Lançado em 2012, o álbum homônimo guarda perolas musicais que revelam uma forte veia criativa. The Gahering acerta a mão e a voz em composições que tratam de perdas, de introspecção e, principalmente, de amor. Gemini, uma canção de três partes, é uma bela mostra.

Schizophrenia: um clássico marcado por uma má produção.

SepulturaGravado no J.G. Estúdios em Belo Horizonte, Brasil, é imediatamente curioso que o crédito do produtor não vá para um indivíduo, como Scott Burns [por exemplo], mas para uma gravadora, [no caso] a Cogumelo Records. Baseando-se na segunda música do álbum, é bem evidente que as pessoas que conduziram as sessões de gravação (o engenheiro Tarso Senra tinha um bom material em suas mãos) eram bastante inexperientes e/ou tinham muito pouco tempo – devido à escassez de recursos – Para capturar corretamente o então jovem Sepultura na sua forma mais brutal (que dois anos mais tarde geraria Beneath the Remains). É importante lembrar que este ano era 1987 no Brasil, que, na época, era tão estranho [para os americanos] como o deserto do Atacama, e que bandas como o Sepultura não tinham os recursos dos seus contemporâneos no “primeiro mundo”. Também é super importante lembrar que o guitarrista Andreas Kisser trouxe uma perspectiva totalmente nova para a banda. Sua mente [que funcionava mais ao modo do] heavy metal tradicional casou perfeitamente com a abordagem mais primitiva de Max Cavalera, (Hellhammer x Discharge). O que, naturalmente, levou o Sepultura a escrever um álbum demasiado agressivo – ainda que [no disco] existam três  músicas instrumentais – que resistem ao teste do tempo. Mas a produção poderia ter sido melhor. A remasterização do álbum, ocorrida em 1990, deu, literalmente, uma mãozinha à produção original!

Extraído de: Top 5 Death Metal Albums Marred by Terrible Production

Quero ignorado, e calmo

PessoaQuero ignorado, e calmo
Por ignorado, e próprio
Por calmo, encher meus dias
De não querer mais deles.

Aos que a riqueza toca
O ouro irrita a pele.
Aos que a fama bafeja
Embacia-se a vida.

Aos que a felicidade
É sol, virá a noite.
Mas ao que nada espera
Tudo que vem é grato.

Ricardo Reis

[Fernando Pessoa]

Domingo é dia de Blues: Motörhead – Whorehouse Blues

Subversão, contestação e desprezo pelas regras foram as principais fontes de inspiração para o Motorhead. Banda cuja trajetória persistiu por 4 décadas e que certamente teria ido além se Lemmy (cujo lema era “quando surge uma tentação eu cedo imediatamente”) não houvesse falecido em 2015. Com Whorehouse Blues, o “Blues do Bordel” (Inferno, 2004), a banda nos leva um passeio pelos prazeres da carne.

Apenas ouça: Guilherme Vieira Alves – Seattle (Avishai Cohen)

Guilherme é, de acordo com seu facebook oficial, compositor, instrumentista, arranjador e professor. Formado em Música Popular no Instituto de Artes (UNICAMP), é mais um talento brasileiro. Sucesso para ele, é só uma questão de tempo!